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5 sinais de que a criança deve visitar um otorrinolaringologista

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A detecção precoce de possíveis alterações pode reduzir os impactos negativos à qualidade de vida dos pequenos

A consulta com o otorrinolaringologista deve acontecer ao menos uma vez ao ano A consulta com o otorrinolaringologista deve acontecer ao menos uma vez ao ano Imagem: fizkes | Shutterstock

O bom funcionamento do ouvido, da garganta e do nariz é essencial para o desenvolvimento infantil saudável. Quando a fala, a audição, o sono ou a respiração não vão bem, a compreensão, o rendimento escolar, a expressão da linguagem e o desempenho social da criança ficam prejudicados, assim como a sua evolução física.

Nesse sentido, a detecção precoce de possíveis alterações pode reduzir os impactos negativos à qualidade de vida da criança. Por isso, o Dr. Rodrigo Pereira, presidente da Academia Brasileira de Otorrinolaringologia Pediátrica (ABOPe) e membro da Associação Brasileira de Otorrinolaringologia e Cirurgia Cérvico-Facial (ABORL-CCF), elenca os principais sinais de alerta de que os pequenos precisam de uma avaliação especializada de um otorrinolaringologista. Confira!

1. Atraso na fala 

As primeiras palavras com sentido, geralmente, se iniciam por volta do primeiro aniversário, e a demora nesta etapa pode ser um indicador de problemas na audição. O atraso de linguagem também é um sinal de alerta para investigar o autismo, mas é fundamental termos a certeza que a criança ouve bem.

“A dificuldade de associar palavras ou fazer trocas de letras na hora de pronunciá-las também podem ser demonstrativos do problema, que se não identificado e tratado, pode gerar uma barreira para o desenvolvimento integral nas fases iniciais da infância”, explica o Dr. Rodrigo Pereira.

2. Falar muito alto ou não atender a um chamado

O comportamento de falar alto, aumentar o volume de aparelhos sonoros, não localizar adequadamente de onde os sons estão vindo – não olhar para de onde vem algum ruído novo no ambiente e/ou não reagir ao ser chamado pelo nome –, podem representar que há dificuldade auditiva.

O problema pode estar ligado às questões simples, como o acúmulo de cera no ouvido, ou a casos mais sérios devido a questões genéticas ou por otites – inflamações do ouvido –, às vezes se manifestando apenas como uma secreção indolor e residual no ouvido ou como infecções bacterianas dolorosas, podendo inclusive ocasionar febre.

“As otites são comuns em crianças e, mesmo após o tratamento com antibiótico, elas podem permanecer com algum comprometimento na audição, por isso o cuidado é redobrado. A criança que não escuta adequadamente ficará com o desenvolvimento da fala e da linguagem prejudicados. Uma avaliação do ouvido é sempre importante”, destaca o Dr. Rodrigo Pereira.

3. Rouquidão ou dores de garganta constantes

Rouquidão por mais de duas semanas e dores de garganta recorrentes indicam uma necessidade de avaliação com otorrinolaringologista, pois podem não ser apenas decorrentes de infecções nas vias aéreas superiores, como resfriados, sinusite e infecção na garganta. Em casos mais raros, os sintomas se mostram reflexo de alterações anatômicas da laringe desenvolvidas de forma congênita ou de problemas neurológicos.

4. Respirar pela boca

A criança que respira só pela boca ou tem dificuldades de fazer esse processo pelo nariz pode estar enfrentando um quadro de rinite alérgica. Esta se trata de uma inflamação no revestimento interno das narinas, capaz de provocar também coceira no nariz, espirros e coriza. Por outro lado, esse sintoma também pode ser causado por quadros mais complexos que podem necessitar de cirurgia, como hipertrofia (crescimento demasiado) das amígdalas e/ou adenoide.

A respiração bucal, quando não identificada e tratada ainda na infância, também costuma provocar muitos problemas, como deformidades na face ao longo do tempo, problemas odontológicos, sono ruim e aumento de infecções no organismo.

“O nariz filtra o ar direcionado para os pulmões e o mau hábito de respirar pela boca elimina essa etapa de limpeza, além de não aquecer e umidificar o ar respirado de forma adequada – irritando toda a via aérea e prejudicando as trocas gasosas. Como o organismo da criança é mais vulnerável, pois está em formação, essa prática aumenta ainda mais as chances de ela desenvolver viroses e outras doenças”, afirma o Dr. Rodrigo Pereira.

Obstrução nasal pode prejudicar o sono e a saúde das crianças Imagem: Hung Chung Chih | Shutterstock

5. Ronco e sono agitado 

Dormir mal, roncar ou ter paradas na respiração, as chamadas apneias, apontam algum distúrbio do sono. “Muitas vezes identificamos como causa desse problema o aumento das amígdalas ou das adenoides, conhecidas popularmente como carne esponjosa. Esse quadro pode prejudicar a passagem do ar, levando à obstrução nasal, respiração incorreta e roncos, impactando o sono, que é essencial para o desenvolvimento cognitivo da criança”, completa o médico.

Importância do diagnóstico

O Dr. Rodrigo Pereira destaca que a atenção e o conhecimento dos pais e responsáveis sobre esses sinais são primordiais para detectar precocemente qualquer problema de audição, respiração, sono e fala na infância. Ao identificar as alterações, a criança deve ser direcionada a uma avaliação especializada com otorrinolaringologista.

“O médico fará uma investigação clínica, testes no consultório e exames especializados com equipamentos no consultório ou encaminhará para centros de diagnóstico por imagem. Isso varia conforme o problema. Quanto antes houver o diagnóstico, menores são as chances de complicações e comprometimentos no desenvolvimento da criança”, explica o presidente da ABOPe.

Formas de tratamentos

O tratamento varia conforme o problema. No caso da rinite alérgica, além do controle ambiental para evitar o contato com fatores alergênicos, o uso de medicação adequada à faixa etária pode ser prescrita. Já as crianças com adenoides e amígdalas aumentadas geralmente têm como recomendação médica a cirurgia de retirada dessas estruturas.

Para problemas de audição, os tratamentos podem ser à base de medicamentos, pequenos procedimentos, reabilitação com aparelhos auditivos e/ou mesmo uma cirurgia para implante coclear. No caso do atraso de linguagem, o trabalho terapêutico costuma envolver uma equipe multidisciplinar, reunindo não só o otorrinolaringologista, mas também psicólogos, fonoaudiólogos, terapeutas ocupacionais, psicopedagogos, entre outros especialistas, para que o processo de reabilitação seja eficiente.

“A consulta com o otorrinolaringologista deve acontecer pelo menos uma vez ao ano para acompanhar o desenvolvimento da criança de maneira integral. Essa abordagem permite identificar complicações potenciais, que, se tratadas desde o início, podem ser superadas e contribuir para a experiência de vida e saúde geral da criança”, finaliza o Dr. Rodrigo Pereira.

Por Cidiana Pellegrin





Fonte: Terra

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Professora sofre ferimentos durante ataque a uma escola em Suzano

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Uma professora foi ferida no começo da tarde desta terça-feira (7) na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Ignez de Castro Almeida Mayer, na cidade de Suzano (SP), após atuar para impedir o acesso de um jovem de 18 anos a uma sala de aula. A EMEF atende o ensino fundamental I, com salas do primeiro até o quinto ano.

O agressor pulou o muro da escola às 13h27. Cerca de um minuto depois uma agente escolar acionou um aplicativo de alerta, do tipo botão do pânico. A Polícia Militar chegou ao local às 13h32, quatro minutos após o acionamento, sendo seguida pelo apoio da Guarda Civil Municipal (GCM). O suspeito foi contido rapidamente pelo agente de Segurança Escolar, evitando consequências mais graves.

Apesar da resposta rápida o agressor conseguiu ferir uma professora, não identifica pela escola. A docente bloqueou sua entrada em uma sala de aula segurando uma porta e sofreu ferimentos na mão. A prefeitura informou que ela foi socorrida ao Hospital Santa Maria e está em estado de saúde estável.

O agressor foi encontrado ferido pela polícia e levado pelo SAMU para atendimento. De acordo com a prefeitura seus ferimentos foram auto infligidos. Não há informações sobre a motivação dos ataques.

“Como medida preventiva, os alunos foram dispensados com segurança, e todas as famílias estão sendo devidamente informadas. Ressalta-se que todos os protocolos de segurança foram seguidos, incluindo o fechamento imediato das salas e o acionamento das autoridades”, complementou a secretaria de comunicação do município, que está disponibilizando equipes de saúde mental para o acolhimento e atendimento dos profissionais da escola, além de reforçar o suporte à comunidade escolar.

A ocorrência está em registro pela Polícia Civil. O botão de pânico é uma ferramenta municipal, integrada com os plantões da polícia e da guarda civil na cidade, medida adotada e aprimorada após o ataque extenso contra a Escola Estadual Raul Brazil, no município, em 2019.

 




Fonte: Agência Brasil

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MEC abre as adesões de governos à PND e divulga calendário de 2026

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O Ministério da Educação (MEC) abriu o período de abril a maio para novas adesões voluntárias à Prova Nacional Docente (PND) pelas redes públicas de ensino (municipais, estaduais e distrital) para a edição de 2026.

Os governos municipais e estaduais que tiverem interesse em usar a nota obtida pelos candidatos no exame, em seus próprios processos seletivos de professores, já podem aderir à PND diretamente no Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec), do MEC.

O acesso ao sistema é realizado com login e senha da plataforma Gov.br do dirigente local e sua equipe técnica. Este processo formaliza a adesão à prova nacional com o Ministério da Educação. 

A data final exata para adesão ainda será divulgada pelo MEC.

A prova tem o objetivo de facilitar a contratação para o magistério da educação básica pelas prefeituras e governos estaduais. Isto porque a nota alcançada pelo participante da PND poderá ser usada como etapa única ou complementar de concursos públicos locais ou processos seletivos simplificados para admissão de professores.

>>> Confira o tutorial com o passo a passo, desde o acesso ao sistema Simec e até o preenchimento do termo de adesão à Prova Nacional Docente (PND) do MEC.

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Adesões anteriores

O governo federal também dispensou de assinar novos termos de adesão com o Ministério da Educação (MEC) as redes municipais, estaduais e do Distrito Federal que já formalizaram a adesão à PND em 2025.

No entanto, os secretários de educação ou dirigentes municipais cadastrados destas localidades deverão manifestar o interesse em usar novamente a nota da PND, por meio do mesmo sistema oficial.

As regras foram estabelecidas na portaria do MEC  publicada nesta segunda-feira (6).

No ano passado, 1.508 municípios e 22 estados aderiram à PND e, agora, não precisam de um novo contrato.

Pela nova norma, a adesão feita a partir de 2025 será por prazo indeterminado e poderá ser cancelada se o gestor local de educação desejar. A solicitação de cancelamento também deverá ser via Simec.

Cronograma geral

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) também divulgou, nesta segunda-feira (6), o calendário geral da PND neste ano. Os prazos oficiais ainda serão estabelecidos pelo governo federal.

A PND é a mesma avaliação teórica do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas.

Após o período de novas adesões de gestores das secretarias de educação de estados e municípios e também da renovação de interesse por aqueles entes federados que aderiram à PND em 2025, Ministério da Educação deverá publicar – no Diário Oficial da União e em sua página eletrônica – a lista dos que aderiram à prova.

A previsão é até junho. Anualmente, essa divulgação ocorre antes do período de inscrições dos participantes na PND. Em 2026, o período de inscrição dos candidatos será de 15 a 26 junho.

A prova chamada de Enem dos Professores será realizada em 20 de setembro, conforme o calendário do Enade das Licenciaturas.

Os resultados finais da PND 2026 serão conhecidos em dezembro. 

Enem dos Professores

O exame chamado de “Enem dos Professores” é realizado anualmente pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A aplicação é descentralizada em todas as 27 unidades da federação.

A PND não gera um banco de candidatos para a rede de ensino, não é possível fazer uma consulta geral dos inscritos na PND ou obter uma lista de participantes.

A prova nacional não substitui o processo de seleção da rede de ensino, que deverá publicar edital próprio, com vagas, cargos, prazos e critérios de ingresso. 

A rede só acessa as notas quando informa os números do Cadastro de Pessoa Física (CPF) dos candidatos.

Os resultados de cada edição do exame têm validade de três anos.

 



Fonte: Agência Brasil

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Unifesp inicia atividades de centro de diagnóstico molecular

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A Unifesp iniciou neste mês de abril a operação do Laboratório Interdisciplinar de Multiômica Espacial, com atuação voltada para o diagnóstico do câncer e apoio a pesquisas envolvendo oncologia, imunologia e neurociências, por meio de análise de tecidos humanos.

Utilizando uma plataforma de análise multiômica, que consiste em um equipamento composto de dois módulos, chamados GeoMx e nCounter, o equipamento permite entender o funcionamento das estruturas moleculares dos tecidos. Dessa forma é possível observar a amostra de um tecido com câncer e entender alterações no DNA das células, mesmo se for considerado um “pedaço” muito pequeno.

“É um avanço considerável na capacidade de avaliação de um câncer. O diagnóstico passa a ser pessoal, avaliando estruturas presentes em cada paciente, de forma rápida e detalhada. Isso permite uma resposta terapêutica que também é pessoal”, explica a professora Soraya Smaili, do Departamento de Farmacologia da Escola Paulista de Medicina da Unifesp. 

O laboratório se torna o primeiro centro avançado de pesquisa e diagnóstico molecular público no país, trabalhando de maneira integrada. Inicialmente são 27 projetos de pesquisa atuando com os equipamentos, o que permite treinamento avançado em pesquisa e avanços consistentes em projetos. Neste primeiro momento, serão atendidos pesquisadores da própria Unifesp, da USP, da Santa Casa de São Paulo, do Icesp e dos hospitais São Camilo e A.C. Camargo, instituições privadas de ponta da capital.

O grande diferencial desse centro é a oferta de tecnologia avançada que, atualmente, ainda não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para o diagnóstico de câncer, focando na avaliação de marcadores genômicos específicos. Com isso é possível atuar em mapeamento específico de pequenas variações, por exemplo, em células sanguíneas, o que acelera o entendimento sobre a doença.

Um paciente com histórico de câncer agressivo na família pode, por exemplo, iniciar o tratamento muito antes da possibilidade da coleta de uma biópsia, aumentando a possibilidade de sucesso contra cânceres raros e de evolução rápida, como os de pâncreas e pulmão por exemplo. “Além disso, aumenta consideravelmente as chances de cura e a sobrevida dos indivíduos diagnosticados, ao mesmo tempo em que reduz as probabilidades de desenvolvimento de metástases e outras complicações graves decorrentes da patologia”, explica Janete Cerruti, pesquisadora e professora da Unifesp e uma das coordenadoras do projeto.

”Sem dúvida, a maior conquista de todo esse esforço será a instalação e o funcionamento pleno do laboratório, que, esperamos, se torne um centro de referência em pesquisa aliada ao diagnóstico genômico e molecular”, complementa Smaili. 

Marcadores específicos 

Segundo as pesquisadoras, enquanto o diagnóstico convencional de câncer é feito por meio de exames clínicos, complementados por uma biópsia do tumor para avaliação por um médico patologista, o teste genômico adota uma abordagem mais detalhada e procura biomarcadores moleculares específicos para cada tipo de câncer, como a presença dos genes BRCA1/BRCA2, cruciais para o câncer de mama, ou mutações no gene BRAF, associadas ao câncer de pele. Essas pistas indicam se há alteração e qual a condição de desenvolvimento, mostrando por exemplo se há células em metástase.

O laboratório é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), com investimento inicial de R$ 5 milhões, e busca convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), o que permitirá atendimento direto à rede pública de saúde, atuando em sinergia com outros hospitais – a Unifesp já tem papel importante na saúde pública com o Hospital São Paulo, referência no atendimento de alta complexidade na capital. 

A equipe multidisciplinar, coordenada pela professora Soraya Smaili, conta com a colaboração de renomados especialistas como Miriam Galvonas Jasiulionis, Janete Cerutti, Rui Maciel, Michelle Samora, Angela Waitzberg, Lucas Leite, Adolfo G Erustes, bem como diversos pesquisadores que apoiaram a proposta da Fapesp, que já conta com 17 pesquisadores associados.



Fonte: Agência Brasil

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