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Brasil

Candidatos à Prefeitura de São Paulo questionam vitória de Maduro na Venezuela

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Ricardo Nunes, Tabata Amaral e Kim Kataguiri falaram em fraude, enquanto Datena disse que o presidente venezuelano é ameaça para a democracia na América do Sul; Guilherme Boulos disse que aguardará o Itamaraty

Ronald Peña R./EFEO presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (esq.), e o presidente do Conselho Nacional Eleitoral (CNE), Elvis Amoroso, seguram o documento de posse do presidente eleito
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, e o presidente do Conselho Nacional Eleitoral, Elvis Amoroso, seguram o documento de posse

Os candidatos e pré-candidatos à Prefeitura de São Paulo se manifestaram nesta segunda-feira (29) sobre o anúncio da vitória do presidente Nicolás Maduro nas recentes eleições da Venezuela — a maioria deles em tom crítico. O atual prefeito e pré-candidato à reeleição, Ricardo Nunes (MDB), classificou o resultado das como tendo “fortes indícios de fraude”. Nunes afirmou que “um democrata não pode reconhecer o resultado” e manifestou sua solidariedade aos venezuelanos que buscaram refúgio no Brasil devido à ditadura de Maduro. O prefeito também pediu que o Brasil não se torne cúmplice de regimes autoritários. Tabata Amaral (PSB) também criticou o processo eleitoral na Venezuela, apontando para o que considera serem sinais claros de fraude. Em suas redes sociais, a deputada federal mencionou a intimidação de opositores, dificuldades no processo de votação e a falta de transparência na divulgação dos resultados como evidências de irregularidades.

O candidato do PSDB, José Luiz Datena, considerou o resultado “inaceitável” e descreveu Maduro como uma ameaça à democracia na América do Sul. O tucano fez um apelo para que o governo brasileiro tome uma postura firme. Marina Helena, candidata do Novo, criticou Maduro por usar as Forças Armadas para intimidar a população, enquanto Kim Kataguiri, pré-candidato do União Brasil, acusou o Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela de “roubar” as eleições, citando discrepâncias entre as parciais e o resultado final anunciado. Pablo Marçal, pré-candidato do PRTB, publicou vídeos em suas redes sociais com denúncias sobre a eleição, mas não fez uma declaração pública.

O deputado federal Guilherme Boulos (PSOL) adotou uma abordagem mais cautelosa, declarando que acompanha a situação com “preocupação”. Boulos disse, em nota, que aguardará a posição oficial da diplomacia brasileira, que está monitorando a situação e solicitou a divulgação completa dos dados eleitorais pela Venezuela. Com 80% das urnas apuradas, Nicolás Maduro foi declarado vencedor com 51,2% dos votos, enquanto o principal candidato da oposição, Edmundo González, obteve 44,2%. A declaração oficial do resultado ocorreu por volta da 1h desta segunda-feira (29), no horário de Brasília. Desde então não houve atualização adicional por parte do Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela.

O assessor especial Celso Amorim, designado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) para observar as eleições na Venezuela, declarou que o governo brasileiro aguarda informações adicionais antes de se manifestar sobre os resultados apresentados pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE). Ele ressaltou que a falta de clareza nos dados é uma preocupação e que o Brasil espera receber as atas que fundamentam os números divulgados. A oposição, no entanto, contesta os números apresentados, afirmando que não teve acesso completo às atas de votação e defendendo que González é o verdadeiro vencedor da disputa.

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Além disso, representantes dos Estados Unidos e de diversas nações da América e da Europa solicitaram a divulgação integral das atas de votação, reforçando a demanda por maior transparência no processo eleitoral. A situação gerou um clima de tensão, com a oposição insistindo na necessidade de uma apuração mais clara e acessível. Amorim permanecerá na Venezuela até amanhã, onde continuará suas conversas sobre o processo eleitoral. Até o momento, não há previsão de um contato direto entre Lula e Maduro, o que pode indicar uma cautela por parte do governo brasileiro em relação à situação política no país vizinho.

Confira as manifestações

Publicada por Felipe Cerqueira

*Reportagem produzida com auxílio de IA





Fonte: Terra

Brasil

Plataforma do BB reduz em 72% perda de comida em escolas públicas

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Uma plataforma digital criada pelo Banco do Brasil (BB) está ajudando prefeituras a reduzir o desperdício de alimentos em escolas públicas. Chamada de BB Alimentação Escolar, a solução usa tecnologia para melhorar o planejamento e o controle da merenda oferecida a estudantes da rede pública.

Desenvolvida em parceria com a Lemobs, empresa que integra o Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a plataforma reúne informações sobre consumo, aceitação das refeições e desperdício. Com base nesses dados, gestores conseguem ajustar cardápios, quantidades e compras, evitando excessos e melhorando a qualidade da alimentação.

O sistema também traz painéis de acompanhamento e ferramentas que auxiliam na tomada de decisão, tornando a gestão mais eficiente e transparente.

Resultados iniciais

Os primeiros testes foram feitos em 15 municípios. Em Belém, onde a solução começou em cinco escolas, os resultados apareceram em poucos meses:

  • 72% menos desperdício de alimentos;
  • 7 toneladas de comida preservadas;
  • cerca de 25 mil refeições aproveitadas;
  • economia de aproximadamente R$ 200 mil;
  • redução de 10 toneladas de emissão de carbono;
  • 2,4 mil alunos beneficiados;
  • 88% de aprovação das refeições.

Impacto nas contas públicas

O planejamento mais preciso evita compras desnecessárias e reduz perdas, gerando economia. Dessa forma, os recursos públicos são utilizados de forma mais eficiente.

A expectativa é que, se adotada em toda a rede de ensino de Belém, a ferramenta possa evitar o desperdício de cerca de 220 toneladas de alimentos por ano e gerar economia superior a R$ 1,2 milhão, beneficiando milhares de estudantes.

Expansão e importância

A solução já está sendo utilizada em outras cidades, como Natal e Valparaíso de Goiás, o que mostra o potencial de expansão para diferentes regiões do país.

Alinhada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar, a iniciativa busca melhorar a qualidade da merenda, reduzir desperdícios e fortalecer a gestão pública, combinando tecnologia, economia e impacto social positivo.

Lemobs

A Lemobs é uma empresa brasileira de tecnologia que desenvolve soluções digitais para ajudar governos, principalmente prefeituras, a melhorar a gestão pública. A empresa faz parte do ecossistema de inovação do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Criada com foco em desenvolver tecnologias para “cidades inteligentes”, a empresa atua para modernizar administrações locais, desde a coleta de lixo até a alimentação escolar.



Fonte: Agência Brasil

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Brasil

SP: ato critica uso de escola pública em filme contra Paulo Freire

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Professores, pais de alunos, sindicatos e parlamentares fizeram neste sábado (18), na capital paulista, um ato contra a utilização de uma escola infantil municipal como cenário para a produção de um filme. A obra, da produtora Brasil Paralelo, difama a educação pública e o educador Paulo Freire, patrono da Educação Brasileira. 

A manifestação, uma aula pública, ocorreu na Praça Roosevelt, em frente à Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Patrícia Galvão (Pagu), onde a produtora gravou imagens para o filme Pedagogia do Abandono, ainda não lançado. 

A produtora produz conteúdo para a extrema-direita e já teve parte de seus colaboradores tornados réus em razão da produção de outro filme, A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha. A Justiça do Ceará aceitou denúncia do Ministério Público do estado e tornou dois colaboradores da produtora réus por suspeita de participação em uma campanha de ódio contra Maria da Penha, símbolo da luta contra a violência doméstica.

“A gente está aqui para dizer que Paulo Freire está presente. Ele está presente nas nossas escolas, nos nossos pensamentos, nos nossos estudos, e não só na EMEI Patrícia Galvão. Ele está presente na cidade toda, no Brasil a fora e fora do Brasil inclusive”, disse a diretora da Emei Patrícia Galvão, Sandra Regina Bouças.

Sandra não deu entrevista à imprensa, mas, em uma carta publicada em suas redes sociais, questionou a produção que utilizou imagens internas da escola. As gravações foram autorizadas pela prefeitura de São Paulo. 

“Identificamos que se trata de um projeto para destruir a educação pública, bem como a imagem de Paulo Freire com identificações muito equivocadas. Será que há, nesta proposição, uma tentativa de contribuir com as ideias de que a terceirização/privatização da Educação Infantil seria a solução para uma educação de qualidade?”.

Na carta, a diretora afirma que soube apenas na véspera das gravações que a produtora seria a Brasil Paralelo. “Na noite anterior à data marcada para a agravação, fomos surpreendidas por um termo de anuência em nome da Brasil Paralelo”, contou.”Era a produtora responsável por vídeos de caráter marcadamente ideológico, em que diversas produções têm por objetivo descaracterizar e objetificar o ensino público pejorativamente”, completou.

A professora da Faculdade de Educação da USP (FEUSP) e educadora popular Denise Carreira afirmou que a produção pretende enfraquecer políticas públicas de cunho social e racial e a agenda de gênero.

““Precisamos estar atentas contra esse absurdo. E defender a escola democrática, a escola que promova uma educação transformadora baseada no pensamento, na trajetória, na ação de Paulo Freire”, acrescentou.

Eduarda Lins, mãe de uma das alunas da escola, fez elogios aos funcionários e criticou a produtora e a prefeitura. “Quando a gente descobre que a nossa prefeitura está disponibilizando um espaço público para uma empresa privada com fins, no mínimo, obscuros, que inclusive está sendo investigada pelo MP, dói no nosso coração”, disse.

Outro lado

A Spcine informou que recebeu o pedido para gravação e, após análise técnica da SP Film Commission, responsável por receber, processar e encaminhar pedidos de filmagem, autorizou as gravações. 

“O procedimento é padrão e foi o mesmo adotado em todas as outras 253 solicitações feitas ao município para essa finalidade até o momento em 2026. Somente no ano passado, foram autorizadas mais de mil gravações”, informou o órgão em nota. A Spcine ressaltou, ainda que a checagem de aspectos legais, como uso de imagem e participação de menores, é de inteira responsabilidade dos produtores.

A Agência Brasil procurou a produtora Brasil Paralelo, mas ainda não recebeu resposta.



Fonte: Agência Brasil

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Brasil

CNPQ anuncia edital com R$ 120 milhões para bolsas de pesquisas

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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciou que publicará ainda em abril a chamada pública do novo Programa de Capacitação Institucional (PCI), modalidade de bolsas direcionada a pesquisadores das 16 unidades de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O ciclo da chamada será de 4 anos, com previsão de R$ 120 milhões oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

A reestruturação do PCI inclui um reajuste médio de 30%, elevando o piso para ao menos R$ 4 mil. A mudança mais importante está na forma de concorrência: as edições anteriores vinculavam as bolsas às instituições, que as distribuíam internamente. Essa edição prevê um regime de ampla concorrência baseado em projetos, que serão propostos pelos servidores e poderão receber até R$ 1,5 milhão, sendo até 10% deste valor para custeio, como material de consumo, serviços de terceiros, passagens e diárias.

Para este ciclo, uma mesma instituição passa a poder abrigar vários projetos de pesquisa simultâneos, submetidos por proponentes distintos e validados institucionalmente.

O processo de prestação de contas será anual. Os bolsistas passarão a ter, ainda, permissão explícita para atuar em empresas de base tecnológica (startups) instaladas em ambientes de inovação, como incubadoras e parques tecnológicos.

Historicamente o programa contempla desde o nível técnico até o de pós-doutorado e é responsável por agregar recursos humanos temporários às instituições.

O CNPq irá realizar um webinário explicativo para tirar dúvidas sobre as novas regras e o preenchimento de propostas na Plataforma Integrada Carlos Chagas, após o lançamento do edital.



Fonte: Agência Brasil

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