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‘Não há evidência’ de ataque hacker na Venezuela, diz chefe da missão do Centro Carter

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Conselho Nacional Eleitoral da Venezuela justificou demora na divulgação dos resultados por conta de suposta sabotagem cibernética; Maduro categorizou o ocorrido como um “golpe de Estado ciberfascista”

EFE/J.P. GandulUma mulher segura um cartaz na manifestação convocada pela oposição venezuelana um dia após as eleições no país, nesta segunda-feira em Madrid
-FOTODELDÍA- MADRID, 29/07/2024.- Uma mulher segura um cartaz na manifestação convocada pela oposição venezuelana um dia após as eleições no país, nesta segunda-feira em Madri.

“Não há evidência” de que o sistema eleitoral da Venezuela foi alvo de um ataque cibernético durante as eleições de 28 de julho, disse Jennie Lincoln, chefe da missão de observação do Centro Carter, organização eleitoral dos EUA, que coincidiu com as projeções de vitória da oposição. O Centro Carter foi convidado pelo Conselho Nacional Eleitoral (CNE) da Venezuela para observar o questionado pleito em que o presidente Nicolás Maduro foi proclamado reeleito para um terceiro mandato de seis anos. O CNE não publicou resultados detalhados e alega que o atraso se deve a um ataque hacker, enquanto Maduro denuncia um “golpe de Estado ciberfascista”. “Empresas monitoram e sabem quando há negações de serviço [ataques cibernéticos] e não houve um naquela noite”, explicou Lincoln nesta quarta-feira (7), em entrevista em Atlanta, nos Estados Unidos.

“A transmissão dos dados de votação é por linha telefônica e telefone satelital, e não por computador. Não perderam dados”, acrescentou. Lincoln lembrou que o presidente do CNE, Elvis Amoroso, “disse que publicaria os resultados mesa por mesa no site e entregaria um CD aos partidos políticos” quando anunciou seu primeiro boletim. “É uma promessa que nunca cumpriu”, indicou a assessora do Centro Carter para América Latina e Caribe. “Apesar de o campo de jogo ter sido bastante desigual, o povo venezuelano foi votar”, acrescentou, em referência às eleições. “A grande irregularidade da jornada eleitoral foi a falta de transparência do CNE e a flagrante inobservância de suas próprias regras do jogo quanto a mostrar o verdadeiro voto do povo”. O Centro Carter, explicou Lincoln, “analisou os números” disponíveis junto com outras organizações e universidades e “confirma Edmundo González Urrutia como o vencedor com mais de 60%” dos votos.

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A oposição publicou em um site cópias de mais de 80% das atas de urna, que garante que comprovam o triunfo de González — representante da líder opositora María Corina Machado — com 67% dos votos. O CNE, por sua vez, deu 43% ao ex-diplomata, e 52% para Maduro. O chavismo desconsidera a validade desses documentos e garante que foram forjados. “É puro teatro”, assinalou Lincoln, que preferiu não comentar sobre contatos com as autoridades do CNE ou do governo desde que o Centro Carter estimou, em um pronunciamento público, que a eleição “não se adequou a parâmetros e padrões internacionais de integridade eleitoral” e não poderia “ser considerada como democrática”. O comunicado só foi publicado quando a missão de observação já estava fora do país.

O chavista Maduro, no poder desde 2013, pediu ao Tribunal Supremo de Justiça (TSJ) uma “auditoria” da eleição, e se disse disposto a entregar 100% das atas se for solicitado. “O governo teve 11, 12 dias… um tempo muito grande para mostrar os dados reais das atas que receberam na noite da eleição”, indicou Lincoln. O processo legal é considerado improcedente por especialistas e a oposição, que também não confia no TSJ e no CNE por considerar que ambos trabalham para o chavismo. Amoroso sustenta que submeteu ao tribunal as atas de apuração. A eleição foi questionada por Estados Unidos, União Europeia (UE) e diversos países da América Latina. Colômbia, Brasil e México, que impulsionam um acordo de convivência entre as partes, sugeriram uma “verificação imparcial dos resultados”.

*Com informações da AFP

Publicado por Marcelo Bamonte





Fonte: Jovem Pan

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ENQUETE – MORNING SHOW – Você toma precauções no trânsito contra assaltos?

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*As enquetes do Grupo de Comunicação Jovem Pan não possuem caráter científico e só refletem a opinião de sua audiência.



Fonte: Jovem Pan

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‘Estamos próximos de uma guerra quase mundial’, alerta papa Francisco

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O pontífice também disse orar ‘para que eles temam o julgamento da consciência, da história e de Deus, e convertam seus olhos e corações, sempre colocando o bem comum em primeiro lugar’

GIUSEPPE LAMI/EFE/EPAPapa Francisco preside Santa Missa da Vigília Pascal na Noite Santa de Páscoa na Basílica de São Pedro
O papa acrescentou que ‘a Europa precisa da Bélgica para levar adiante o caminho da paz e da fraternidade entre os povos que a compõem’

O papa Francisco advertiu nesta sexta-feira (27) que “estamos próximos de uma quase guerra mundial” e espera que “aqueles que governam saibam assumir sua responsabilidade, o risco e a honra da paz”, durante seu discurso a autoridades belgas no Castelo de Laeken, em seu primeiro ato oficial na Bélgica. “Rezo para que os líderes das nações, ao olharem para a Bélgica e sua história, aprendam com ela e, assim, salvem seu povo de catástrofes intermináveis e luto incontável. Rezo para que aqueles que governam saibam assumir sua responsabilidade, o risco e a honra da paz, e saibam afastar o perigo, a ignomínia e o absurdo da guerra”, afirmou.

O pontífice também disse orar “para que eles temam o julgamento da consciência, da história e de Deus, e convertam seus olhos e corações, sempre colocando o bem comum em primeiro lugar”. Diante do rei belga Philippe e da rainha Mathilde e do primeiro-ministro em exercício, Alexander De Croo, com quem se reuniu nesta sexta-feira, o papa desejou que a Bélgica seja “uma ponte, portanto, indispensável para construir a paz e repudiar a guerra”. “Essa é a dimensão da pequena Bélgica. Você entende a necessidade da Europa de se lembrar de sua história, composta de povos e culturas, de catedrais e universidades, das conquistas da engenhosidade humana, mas também de tantas guerras e de um desejo de dominar que às vezes se transformou em colonialismo e exploração”, lembrou.

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O papa acrescentou que “a Europa precisa da Bélgica para levar adiante o caminho da paz e da fraternidade entre os povos que a compõem”, especialmente “se as fronteiras e os tratados começarem a ser desrespeitados, e o direito de criar leis for deixado às armas, subvertendo a lei existente, a caixa de Pandora será aberta e todos os ventos começarão a soprar violentamente, batendo contra a casa e ameaçando destruí-la”. O líder religioso pediu “ações culturais, sociais e políticas constantes e oportunas que sejam corajosas e prudentes e que excluam um futuro no qual a ideia e a prática da guerra, com suas consequências catastróficas, sejam novamente uma opção viável”.

*Com informações da EFE
Publicado por Marcelo Bamonte





Fonte: Jovem Pan

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Corpo de Anic, advogada que desapareceu em Petrópolis, é encontrado concretado em quintal

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Vítima foi encontrada em um muro no quintal da casa de Lourival Correa Netto Fadiga, que trabalhava para a família da vítima e confessou ter cometido o crime

Quase sete meses após o seu desaparecimento, o corpo da advogada Anic de Almeida Peixoto Herdy foi encontrado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na quarta-feira (25) em Petrópolis, na região serrana do Rio. O corpo de Anic foi identificado por meio de exame odontológico, feito por peritos do Instituto Médico Legal do Rio e cujo resultado foi divulgado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (26). Ele estava concretado em um muro no quintal da casa de Lourival Correa Netto Fadiga, que trabalhava para a família da vítima e confessou ter cometido o crime.

Em entrevista à TV Record, a advogada de Fadiga, Flávia Froes, afirmou que a morte de Anic foi planejada em conjunto pelo seu cliente e pelo marido da vítima, Benjamin Cordeiro Herdy, e que o sequestro era uma forma de encobrir o homicídio. O motivo do crime seria uma questão familiar, disse a advogada. A defesa de Benjamin Herdy nega que ele tenha participado do crime e classificou a confissão de Fadiga como “um ato de desespero e crueldade”.

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Anic tinha 54 anos, era advogada, estudante de Psicologia e casada com Benjamin Cordeiro Herdy, de 78 anos, herdeiro de uma família que foi proprietária de um importante grupo educacional no Rio. O casal vivia em Petrópolis, na serra fluminense. Ela foi vista pela última vez em 29 de fevereiro saindo de um shopping de Petrópolis. Câmeras de vigilância do estabelecimento mostraram que ela parou o carro no estacionamento, trocou mensagens por celular e, minutos depois, saiu do centro comercial, atravessando uma rua. No mesmo dia, Benjamin recebeu mensagem no celular informando que Anic havia sido sequestrada. As mensagens, enviadas do próprio celular da advogada, também traziam ameaças contra ela. Os sequestradores pediram R$ 4,6 milhões como resgate e orientaram o marido a não avisar a polícia.

O caso só foi informado à polícia 14 dias depois, por uma filha, e passou a ser investigado pela 105ª DP (Petrópolis). Àquela altura, o montante pedido pelos supostos sequestradores já havia sido pago e um áudio de conversa de telefone entre Benjamin e Lourival foi gravado pela filha. Quatro suspeitos foram presos, incluindo Lourival, que seria um homem de confiança da família e o mandante do crime. Ele se apresentava como policial federal, mas, segundo as investigações, nunca integrou os quadros da corporação. Além dele, um casal de filhos e uma mulher com quem ele teria um caso também foram presos. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) apresentou denúncia contra os suspeitos. Os investigadores tiveram acesso aos telefones de todos os envolvidos e cruzaram dados de localização do dia do sequestro e do pagamento dos resgates.

Segundo mostrou o Fantástico, da TV Globo, foi possível comprovar que Lourival não esteve em uma favela para supostamente pagar os criminosos – mas sim em uma concessionária na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, onde comprou uma caminhonete avaliada em R$ 500 mil e uma moto. Também adquiriu 950 aparelhos celulares, que foram levados a uma loja da família. Os filhos estiveram na concessionária com o pai, e a mulher chegou a viajar a Foz do Iguaçu, no Paraná, para resolver pendências relativas à aquisição dos celulares. Os três também teriam ajudado a ocultar os valores do resgate.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Marcelo Bamonte





Fonte: Jovem Pan

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