Fortaleza é primeiro time nordestino a assumir a ponta do Campeonato Brasileiro na história do torneio desde que é disputado no formato atual, em pontos corridos; clube venceu o Timão por 1 a 0 neste domingo (25)
BAGGIO RODRIGUES/AGIF – AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO Yago Pikachu comemora seu gol para o Fortaleza durante partida contra o Corinthians no estádio Arena Castelão pelo Campeonato Brasileiro
Se está vivo e bem nas Copas, no Brasileirão o Corinthians agoniza. O time paulista perdeu mais uma oportunidade de deixar a zona de rebaixamento, da qual tenta escapar desde o início do torneio, ao ser derrotado pelo Fortaleza, o novo líder do torneio, na tarde deste domingo. No Castelão, até fez uma apresentação interessante, principalmente no segundo tempo. Martelou, martelou e martelou, mas saiu de campo derrotado mais uma vez, ampliando a série negativa na competição. Yago Pikachu fez no fim da partida o gol da vitória por 1 a 0 dos cearenses.
O Corinthians tem apresentado desempenho melhor nas copas do que no Brasileirão. Isso se exemplifica na sequência de seis jogos sem ganhar na competição nacional, um período de mais de mês de jejum. A última vitória foi sobre o Bahia em 21 de julho. Desde então, foram quatro empates e duas derrotas. São 22 pontos para o time alvinegro, o primeiro dentro do grupo dos que são rebaixados e que tem de torcer para seu rival São Paulo vencer o Vitória. Se o clube baiano derrotar os paulistas no MorumBis, passa o Corinthians.
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O Fortaleza continua sua jornada de brilho no Brasileirão. Ainda que não tenha feito a melhor de suas atuações, se impôs no fim, e mostrou ser eficiente também quando não joga bem. A campanha é histórica. São 48 pontos em 24 partidas e a liderança pela primeira vez para o time cearense, que ultrapassou o Botafogo, vice-líder, com 47. Trata-se do primeiro time nordestino a assumir a ponta do Brasileirão na história do torneio desde que ele é disputado no formato atual, em pontos corridos. O time treinado por Vojvoda é o único mandante invicto do campeonato. O duelo foi uma prévia das quartas de final da Copa Sul-Americana, na qual as duas equipes voltarão a se enfrentar em breve por uma vagas nas semifinais da competição continental.
No Castelão, mais de 50 mil torcedores viram um primeiro tempo morno e de melancolia. Pouco criaram as equipes e pouco trabalharam os goleiros. Limitado tecnicamente, Pedro Raul não alcançou cruzamento de Matheus Bidu para abrir o placar para a lamentação de Ramon Díaz. Ele também lamentou ter perdido Talles Magno, substituído em razão de uma lesão no ombro no início do jogo. Uma finalização de Felipe Jonatan foi o que de melhor fez o Fortaleza nos primeiros 45 minutos.
O jogo ganhou qualidade e emoção na etapa final, à medida que ambos passaram a mais atacar do que se estudar. O Corinthians teve chances para definir o triunfo no contra-ataque. Perdeu todas, sendo a melhor delas nos pés de Yuri Alberto, que tomou a pior das decisões. Na cara do gol, claudicou, não finalizou e foi parado pelo goleiro João Ricardo. Os visitantes falharam no ataque e foram castigados pelo eficiente Fortaleza, que teve um pênalti a seu favor anulado depois que o árbitro foi ao monitor do VAR e entendeu que Cacá não derrubou Lucero. Não fez falta aos anfitriões porque Lucero e Yago Pikachu decidiram.
Os papéis se inverteram e o centroavante argentino, homem-gol da equipe, rolou para o ponta, posicionado como um goleador, cutucar para as redes aos 32 minutos e fazer 50 mil levantarem no Castelão para comemorar o gol, a vitória e um momento memorável na história do Fortaleza, tão bem administrado fora de campo e dentro dele, pelo argentino Juan Pablo Vojvoda.
FORTALEZA 1 X 0 CORINTHIANS
FORTALEZA João Ricardo; Brítez (Tinga), Kuscevic, Cardona e Felipe Jonatan; Lucas Sasha, Hércules (Emmanuel Martínez) e Pochettino (Pedro Augusto); Yago Pikachu, Lucero (Renato Kayzer) e Breno Lopes (Moisés). Técnico: Juan Pablo Vojvoda.
CORINTHIANS Hugo Souza; Félix Torres (Romero), André Ramalho e Cacá; Matheuzinho, Ryan (Raniele), Charles (Giovane), Rodrigo Garro e Matheus Bidu; Talles Magno (Igor Coronado) e Pedro Raul (Yuri Alberto). Técnico: Ramón Díaz. GOL Yago Pikachu, aos 31 do segundo tempo.
ÁRBITRO Felipe Fernandes de Lima.
CARTÕES AMARELOS Hércules, Cardona, André Ramalho, Charles, Renato Kayzer.
PÚBLICO 51.297 torcedores.
RENDA R$ 1283.676,00.
LOCAL Arena Castelão, em Fortaleza (CE)
*Com informações do Estadão Conteúdo Publicado por Carolina Ferreira
Uma plataforma digital criada pelo Banco do Brasil (BB) está ajudando prefeituras a reduzir o desperdício de alimentos em escolas públicas. Chamada de BB Alimentação Escolar, a solução usa tecnologia para melhorar o planejamento e o controle da merenda oferecida a estudantes da rede pública.
Desenvolvida em parceria com a Lemobs, empresa que integra o Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a plataforma reúne informações sobre consumo, aceitação das refeições e desperdício. Com base nesses dados, gestores conseguem ajustar cardápios, quantidades e compras, evitando excessos e melhorando a qualidade da alimentação.
O sistema também traz painéis de acompanhamento e ferramentas que auxiliam na tomada de decisão, tornando a gestão mais eficiente e transparente.
Resultados iniciais
Os primeiros testes foram feitos em 15 municípios. Em Belém, onde a solução começou em cinco escolas, os resultados apareceram em poucos meses:
72% menos desperdício de alimentos;
7 toneladas de comida preservadas;
cerca de 25 mil refeições aproveitadas;
economia de aproximadamente R$ 200 mil;
redução de 10 toneladas de emissão de carbono;
2,4 mil alunos beneficiados;
88% de aprovação das refeições.
Impacto nas contas públicas
O planejamento mais preciso evita compras desnecessárias e reduz perdas, gerando economia. Dessa forma, os recursos públicos são utilizados de forma mais eficiente.
A expectativa é que, se adotada em toda a rede de ensino de Belém, a ferramenta possa evitar o desperdício de cerca de 220 toneladas de alimentos por ano e gerar economia superior a R$ 1,2 milhão, beneficiando milhares de estudantes.
Expansão e importância
A solução já está sendo utilizada em outras cidades, como Natal e Valparaíso de Goiás, o que mostra o potencial de expansão para diferentes regiões do país.
Alinhada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar, a iniciativa busca melhorar a qualidade da merenda, reduzir desperdícios e fortalecer a gestão pública, combinando tecnologia, economia e impacto social positivo.
Lemobs
A Lemobs é uma empresa brasileira de tecnologia que desenvolve soluções digitais para ajudar governos, principalmente prefeituras, a melhorar a gestão pública. A empresa faz parte do ecossistema de inovação do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Criada com foco em desenvolver tecnologias para “cidades inteligentes”, a empresa atua para modernizar administrações locais, desde a coleta de lixo até a alimentação escolar.
Professores, pais de alunos, sindicatos e parlamentares fizeram neste sábado (18), na capital paulista, um ato contra a utilização de uma escola infantil municipal como cenário para a produção de um filme. A obra, da produtora Brasil Paralelo, difama a educação pública e o educador Paulo Freire, patrono da Educação Brasileira.
A manifestação, uma aula pública, ocorreu na Praça Roosevelt, em frente à Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Patrícia Galvão (Pagu), onde a produtora gravou imagens para o filme Pedagogia do Abandono, ainda não lançado.
A produtora produz conteúdo para a extrema-direita e já teve parte de seus colaboradores tornados réus em razão da produção de outro filme, A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha. A Justiça do Ceará aceitou denúncia do Ministério Público do estado e tornou dois colaboradores da produtora réus por suspeita de participação em uma campanha de ódio contra Maria da Penha, símbolo da luta contra a violência doméstica.
“A gente está aqui para dizer que Paulo Freire está presente. Ele está presente nas nossas escolas, nos nossos pensamentos, nos nossos estudos, e não só na EMEI Patrícia Galvão. Ele está presente na cidade toda, no Brasil a fora e fora do Brasil inclusive”, disse a diretora da Emei Patrícia Galvão, Sandra Regina Bouças.
Sandra não deu entrevista à imprensa, mas, em uma carta publicada em suas redes sociais, questionou a produção que utilizou imagens internas da escola. As gravações foram autorizadas pela prefeitura de São Paulo.
“Identificamos que se trata de um projeto para destruir a educação pública, bem como a imagem de Paulo Freire com identificações muito equivocadas. Será que há, nesta proposição, uma tentativa de contribuir com as ideias de que a terceirização/privatização da Educação Infantil seria a solução para uma educação de qualidade?”.
Na carta, a diretora afirma que soube apenas na véspera das gravações que a produtora seria a Brasil Paralelo. “Na noite anterior à data marcada para a agravação, fomos surpreendidas por um termo de anuência em nome da Brasil Paralelo”, contou.”Era a produtora responsável por vídeos de caráter marcadamente ideológico, em que diversas produções têm por objetivo descaracterizar e objetificar o ensino público pejorativamente”, completou.
A professora da Faculdade de Educação da USP (FEUSP) e educadora popular Denise Carreira afirmou que a produção pretende enfraquecer políticas públicas de cunho social e racial e a agenda de gênero.
““Precisamos estar atentas contra esse absurdo. E defender a escola democrática, a escola que promova uma educação transformadora baseada no pensamento, na trajetória, na ação de Paulo Freire”, acrescentou.
Eduarda Lins, mãe de uma das alunas da escola, fez elogios aos funcionários e criticou a produtora e a prefeitura. “Quando a gente descobre que a nossa prefeitura está disponibilizando um espaço público para uma empresa privada com fins, no mínimo, obscuros, que inclusive está sendo investigada pelo MP, dói no nosso coração”, disse.
Outro lado
A Spcine informou que recebeu o pedido para gravação e, após análise técnica da SP Film Commission, responsável por receber, processar e encaminhar pedidos de filmagem, autorizou as gravações.
“O procedimento é padrão e foi o mesmo adotado em todas as outras 253 solicitações feitas ao município para essa finalidade até o momento em 2026. Somente no ano passado, foram autorizadas mais de mil gravações”, informou o órgão em nota. A Spcine ressaltou, ainda que a checagem de aspectos legais, como uso de imagem e participação de menores, é de inteira responsabilidade dos produtores.
A Agência Brasil procurou a produtora Brasil Paralelo, mas ainda não recebeu resposta.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciou que publicará ainda em abril a chamada pública do novo Programa de Capacitação Institucional (PCI), modalidade de bolsas direcionada a pesquisadores das 16 unidades de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
O ciclo da chamada será de 4 anos, com previsão de R$ 120 milhões oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
A reestruturação do PCI inclui um reajuste médio de 30%, elevando o piso para ao menos R$ 4 mil. A mudança mais importante está na forma de concorrência: as edições anteriores vinculavam as bolsas às instituições, que as distribuíam internamente. Essa edição prevê um regime de ampla concorrência baseado em projetos, que serão propostos pelos servidores e poderão receber até R$ 1,5 milhão, sendo até 10% deste valor para custeio, como material de consumo, serviços de terceiros, passagens e diárias.
Para este ciclo, uma mesma instituição passa a poder abrigar vários projetos de pesquisa simultâneos, submetidos por proponentes distintos e validados institucionalmente.
O processo de prestação de contas será anual. Os bolsistas passarão a ter, ainda, permissão explícita para atuar em empresas de base tecnológica (startups) instaladas em ambientes de inovação, como incubadoras e parques tecnológicos.
Historicamente o programa contempla desde o nível técnico até o de pós-doutorado e é responsável por agregar recursos humanos temporários às instituições.
O CNPq irá realizar um webinário explicativo para tirar dúvidas sobre as novas regras e o preenchimento de propostas na Plataforma Integrada Carlos Chagas, após o lançamento do edital.