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7 causas do efeito platô e como sair dele

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Especialistas elencam dicas para superar a estagnação na perda de peso e ganho de massa muscular

Efeito platô reduz os resultados das dietas e dos treinos, mas é possível revertê-lo Efeito platô reduz os resultados das dietas e dos treinos, mas é possível revertê-lo Imagem: Luiz Molinero | Shutterstock)

Perder gordura, mas ganhar massa muscular: esse é um dos objetivos de grande parte das pessoas que seguem dietas e/ou frequentam a academia. Para isso, muitos investem em suplementação alimentar, treinos específicos e mudanças na alimentação — estes, por sua vez, quando combinados, trazem resultados significativos.

Ainda assim, é comum encontrarmos indivíduos reclamando da falta de progresso na perda de peso em determinado ponto do processo. Isso pode ocorrer devido ao “efeito platô”, um fenômeno em que o corpo se adapta à rotina de treinos e dieta, como explica Daniela Zaminiani, nutricionista da Sterna Café (rede de cafeterias):

“O efeito platô acontece durante o processo de emagrecimento, que é quando o corpo deixa de responder aos estímulos da dieta e rotina de exercícios, resultando em uma estagnação na perda de peso. Isso ocorre porque o organismo se adapta à nova rotina de alimentação e exercícios, como defesa ele reduz o gasto energético e dificulta a continuidade do emagrecimento”, explica a especialista. O mesmo ocorre no ganho de massa muscular.

Mas quais são as causas e como combater esse problema? Isso é o que Daniela Zaminiani, a nutricionista Alice Paiva e a profissional de educação física da Total Pass Ana Carolina Matos explicam a seguir. Confira!

Quais são as causas do efeito platô?

Segundo as especialistas Alice Paiva e Ana Carolina Matos, diversos fatores podem causar o efeito platô, tanto na perda de peso quanto no ganho de massa muscular. Entre eles, elas destacam:

  1. Adaptação metabólica: conforme a pessoa perde peso, seu metabolismo pode desacelerar. Isso acontece porque o corpo precisa de menos calorias para manter um peso menor. Além disso, a massa muscular, que queima mais calorias do que a gordura, pode diminuir, reduzindo ainda mais a taxa metabólica;
  2. Adaptabilidade do corpo: o corpo pode se ajustar a um novo nível de ingestão calórica e atividade física, tornando-se mais eficiente em conservar energia e, portanto, reduzindo o ritmo da perda de peso;
  3. Fatores hormonais: alterações nos hormônios relacionados ao apetite e ao metabolismo, como a leptina e a grelina, podem também influenciar o efeito platô. Isso porque “a diminuição nos níveis de leptina e o aumento dos níveis de grelina podem aumentar a sensação de fome e diminuir a sensação de saciedade”, diz a nutricionista Alice Paiva.
  4. Rotina monótona: os músculos se acostumam com os exercícios, impedindo o crescimento;
  5. Falta de progressão: não aumentar a carga, repetições ou séries impede o corpo de se desafiar;
  6. Descanso insuficiente: o corpo precisa de tempo para se recuperar e crescer;
  7. Nutrição inadequada: a falta de proteínas e calorias impacta negativamente os resultados.

A nutricionista Daniela Zaminiani também destaca que o uso de medicamentos controlados costuma influenciar o efeito platô, “especialmente aqueles que afetam o metabolismo, apetite ou retenção de líquidos, como antidepressivos, corticoides e outros medicamentos hormonais. Esses remédios podem alterar o balanço energético do corpo e dificultar a perda de peso, exigindo ajustes específicos no plano de tratamento e acompanhamento nutricional”, diz.

Como identificar o efeito platô na hipertrofia?

Para identificar o efeito platô tanto no emagrecimento quanto na hipertrofia, é crucial observar sinais de estagnação nos resultados apesar da continuidade dos esforços. No emagrecimento, Alice Paiva explica que o problema, geralmente, é indicado pelo estacionamento do peso na balança e pausas nas medidas. Já na hipertrofia, Ana Carolina Matos indica que o platô é caracterizado pela ausência de ganho de massa, dificuldade para aumentar a carga, falta de motivação e cansaço excessivo.

Adotar novos hábitos no dia a dia ajuda a combater o efeito platô Imagem: Prostock-studio | Shutterstock

5 dicas para superar o efeito platô

Para superar o efeito platô, é fundamental adotar novos hábitos no dia a dia. Nesse sentido, as especialistas recomendam:

1. Alterar o plano alimentar

Ajustar o plano alimentar é fundamental para sair do efeito platô, uma vez que, ao seguir a mesma dieta por um longo período, o organismo se acostuma com a quantidade de calorias ingeridas diariamente e para de gerar resultados. “Introduzir variações na dieta, como aumentar a ingestão de proteínas e fibras, pode estimular o metabolismo […]. Além disso, [deve-se] incluir alimentos termogênicos, como o café, que é um excelente aliado no processo de emagrecimento, já que a cafeína proporciona mais energia e potencializa os resultados”, explica a nutricionista Daniela Zaminiani.

2. Variar os exercícios e a intensidade do treino

De acordo com a profissional de educação física Ana Carolina Matos, variar os exercícios, aumentar a carga gradualmente, ajustar o volume de séries e incorporar novos estímulos no treino são ações que ajudam a acelerar o metabolismo e a evitar o efeito platô. “Além disso, os exercícios, especialmente os de força, podem aumentar a massa muscular, o que, por sua vez, pode elevar a taxa metabólica basal. Mais massa muscular significa que o corpo queima mais calorias mesmo em repouso”, completa a nutricionista Alice Paiva.

3. Descansar

O descanso adequado permite que o corpo se recupere e se adapte ao estresse do treino. Sem ele, o corpo entra em exaustão, limitando os resultados. Para determinar o tempo ideal de intervalo entre as séries, o recomendado é consultar um personal trainer, pois, segundo Ana Carolina Matos, ele “pode personalizar o seu treino e acompanhar o progresso”.

Nesse contexto, a especialista também recomenda reavaliar a qualidade do sono. “O descanso é fundamental para que o corpo se recupere adequadamente. A falta de sono pode aumentar os níveis de estresse e afetar negativamente a energia e capacidade de se exercitar”, explica.

4. Beber água

A água é fundamental para os processos metabólicos como a digestão e síntese de proteína. A desidratação pode impactar negativamente o processo de perda de peso e o ganho de massa muscular, já que é capaz de diminuir a taxa metabólica basal (quantidade de calorias que o corpo queima) e reduzir a força e resistência durante os exercícios. Por isso, o Ministério da Saúde (MS) recomenda beber pelo menos 2 litros de água por dia.

5. Investir em estratégias de preparação muscular

Segundo a profissional de educação física Ana Carolina Matos, adotar estratégias como o cutting (redução de gordura) e o bulking (ganho de volume) é uma maneira eficaz de superar o efeito platô. Ela explica que “o cutting, em dietas mais restritivas, pode ajudar a definir os músculos e dar um novo estímulo ao corpo. Já o bulking, em um período de dietas mais calóricas, pode aumentar o potencial de força e hipertrofia”.

A especialista ainda salienta que “é importante lembrar que o efeito platô é comum e pode ser superado com estratégias adequadas. A combinação de treino variado, nutrição equilibrada e descanso adequado é fundamental para alcançar resultados consistentes”, conclui.





Fonte: Terra

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Plataforma do BB reduz em 72% perda de comida em escolas públicas

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Uma plataforma digital criada pelo Banco do Brasil (BB) está ajudando prefeituras a reduzir o desperdício de alimentos em escolas públicas. Chamada de BB Alimentação Escolar, a solução usa tecnologia para melhorar o planejamento e o controle da merenda oferecida a estudantes da rede pública.

Desenvolvida em parceria com a Lemobs, empresa que integra o Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a plataforma reúne informações sobre consumo, aceitação das refeições e desperdício. Com base nesses dados, gestores conseguem ajustar cardápios, quantidades e compras, evitando excessos e melhorando a qualidade da alimentação.

O sistema também traz painéis de acompanhamento e ferramentas que auxiliam na tomada de decisão, tornando a gestão mais eficiente e transparente.

Resultados iniciais

Os primeiros testes foram feitos em 15 municípios. Em Belém, onde a solução começou em cinco escolas, os resultados apareceram em poucos meses:

  • 72% menos desperdício de alimentos;
  • 7 toneladas de comida preservadas;
  • cerca de 25 mil refeições aproveitadas;
  • economia de aproximadamente R$ 200 mil;
  • redução de 10 toneladas de emissão de carbono;
  • 2,4 mil alunos beneficiados;
  • 88% de aprovação das refeições.

Impacto nas contas públicas

O planejamento mais preciso evita compras desnecessárias e reduz perdas, gerando economia. Dessa forma, os recursos públicos são utilizados de forma mais eficiente.

A expectativa é que, se adotada em toda a rede de ensino de Belém, a ferramenta possa evitar o desperdício de cerca de 220 toneladas de alimentos por ano e gerar economia superior a R$ 1,2 milhão, beneficiando milhares de estudantes.

Expansão e importância

A solução já está sendo utilizada em outras cidades, como Natal e Valparaíso de Goiás, o que mostra o potencial de expansão para diferentes regiões do país.

Alinhada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar, a iniciativa busca melhorar a qualidade da merenda, reduzir desperdícios e fortalecer a gestão pública, combinando tecnologia, economia e impacto social positivo.

Lemobs

A Lemobs é uma empresa brasileira de tecnologia que desenvolve soluções digitais para ajudar governos, principalmente prefeituras, a melhorar a gestão pública. A empresa faz parte do ecossistema de inovação do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Criada com foco em desenvolver tecnologias para “cidades inteligentes”, a empresa atua para modernizar administrações locais, desde a coleta de lixo até a alimentação escolar.



Fonte: Agência Brasil

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SP: ato critica uso de escola pública em filme contra Paulo Freire

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Professores, pais de alunos, sindicatos e parlamentares fizeram neste sábado (18), na capital paulista, um ato contra a utilização de uma escola infantil municipal como cenário para a produção de um filme. A obra, da produtora Brasil Paralelo, difama a educação pública e o educador Paulo Freire, patrono da Educação Brasileira. 

A manifestação, uma aula pública, ocorreu na Praça Roosevelt, em frente à Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Patrícia Galvão (Pagu), onde a produtora gravou imagens para o filme Pedagogia do Abandono, ainda não lançado. 

A produtora produz conteúdo para a extrema-direita e já teve parte de seus colaboradores tornados réus em razão da produção de outro filme, A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha. A Justiça do Ceará aceitou denúncia do Ministério Público do estado e tornou dois colaboradores da produtora réus por suspeita de participação em uma campanha de ódio contra Maria da Penha, símbolo da luta contra a violência doméstica.

“A gente está aqui para dizer que Paulo Freire está presente. Ele está presente nas nossas escolas, nos nossos pensamentos, nos nossos estudos, e não só na EMEI Patrícia Galvão. Ele está presente na cidade toda, no Brasil a fora e fora do Brasil inclusive”, disse a diretora da Emei Patrícia Galvão, Sandra Regina Bouças.

Sandra não deu entrevista à imprensa, mas, em uma carta publicada em suas redes sociais, questionou a produção que utilizou imagens internas da escola. As gravações foram autorizadas pela prefeitura de São Paulo. 

“Identificamos que se trata de um projeto para destruir a educação pública, bem como a imagem de Paulo Freire com identificações muito equivocadas. Será que há, nesta proposição, uma tentativa de contribuir com as ideias de que a terceirização/privatização da Educação Infantil seria a solução para uma educação de qualidade?”.

Na carta, a diretora afirma que soube apenas na véspera das gravações que a produtora seria a Brasil Paralelo. “Na noite anterior à data marcada para a agravação, fomos surpreendidas por um termo de anuência em nome da Brasil Paralelo”, contou.”Era a produtora responsável por vídeos de caráter marcadamente ideológico, em que diversas produções têm por objetivo descaracterizar e objetificar o ensino público pejorativamente”, completou.

A professora da Faculdade de Educação da USP (FEUSP) e educadora popular Denise Carreira afirmou que a produção pretende enfraquecer políticas públicas de cunho social e racial e a agenda de gênero.

““Precisamos estar atentas contra esse absurdo. E defender a escola democrática, a escola que promova uma educação transformadora baseada no pensamento, na trajetória, na ação de Paulo Freire”, acrescentou.

Eduarda Lins, mãe de uma das alunas da escola, fez elogios aos funcionários e criticou a produtora e a prefeitura. “Quando a gente descobre que a nossa prefeitura está disponibilizando um espaço público para uma empresa privada com fins, no mínimo, obscuros, que inclusive está sendo investigada pelo MP, dói no nosso coração”, disse.

Outro lado

A Spcine informou que recebeu o pedido para gravação e, após análise técnica da SP Film Commission, responsável por receber, processar e encaminhar pedidos de filmagem, autorizou as gravações. 

“O procedimento é padrão e foi o mesmo adotado em todas as outras 253 solicitações feitas ao município para essa finalidade até o momento em 2026. Somente no ano passado, foram autorizadas mais de mil gravações”, informou o órgão em nota. A Spcine ressaltou, ainda que a checagem de aspectos legais, como uso de imagem e participação de menores, é de inteira responsabilidade dos produtores.

A Agência Brasil procurou a produtora Brasil Paralelo, mas ainda não recebeu resposta.



Fonte: Agência Brasil

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CNPQ anuncia edital com R$ 120 milhões para bolsas de pesquisas

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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciou que publicará ainda em abril a chamada pública do novo Programa de Capacitação Institucional (PCI), modalidade de bolsas direcionada a pesquisadores das 16 unidades de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O ciclo da chamada será de 4 anos, com previsão de R$ 120 milhões oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

A reestruturação do PCI inclui um reajuste médio de 30%, elevando o piso para ao menos R$ 4 mil. A mudança mais importante está na forma de concorrência: as edições anteriores vinculavam as bolsas às instituições, que as distribuíam internamente. Essa edição prevê um regime de ampla concorrência baseado em projetos, que serão propostos pelos servidores e poderão receber até R$ 1,5 milhão, sendo até 10% deste valor para custeio, como material de consumo, serviços de terceiros, passagens e diárias.

Para este ciclo, uma mesma instituição passa a poder abrigar vários projetos de pesquisa simultâneos, submetidos por proponentes distintos e validados institucionalmente.

O processo de prestação de contas será anual. Os bolsistas passarão a ter, ainda, permissão explícita para atuar em empresas de base tecnológica (startups) instaladas em ambientes de inovação, como incubadoras e parques tecnológicos.

Historicamente o programa contempla desde o nível técnico até o de pós-doutorado e é responsável por agregar recursos humanos temporários às instituições.

O CNPq irá realizar um webinário explicativo para tirar dúvidas sobre as novas regras e o preenchimento de propostas na Plataforma Integrada Carlos Chagas, após o lançamento do edital.



Fonte: Agência Brasil

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