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Bacharelado em Matemática do Impa Tech pode fazer inscrições para 2026

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Até as 12h do dia 23 de dezembro, jovens de todo o Brasil que já tenham concluído o ensino médio poderão se candidatar ao processo seletivo para ingressar no bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação do IMPA Tech, programa de graduação do Instituto de Matemática Pura e Aplicada (IMPA), financiado pelo governo federal. As inscrições devem ser feitas no site da faculdade. Esta será a terceira turma da faculdade gratuita, inaugurada em 2 de abril de 2024 pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

São oferecidas até 100 vagas para estudantes de todo o país, sendo que até 80% delas se destinam a alunos do ensino médio com melhor desempenho em cinco olimpíadas de conhecimento: Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP)) – nível 3 / premiação nacional; Olimpíada Brasileira de Matemática (OBM) – nível 3; Olimpíada Brasileira de Física das Escolas Públicas (OBFEP) – níveis B e/ou C Nacional; Olimpíada Brasileira de Química (OBQ) – modalidades A e/ou B; e Olimpíada Brasileira de Informática (OBI) – modalidade programação níveis 1 e/ou 2.

Os 20% restantes são direcionados para estudantes de melhor colocação na prova de matemática do Exame Nacional do Ensino Médio (Enem). No ato da inscrição, o candidato precisa escolher em qual modalidade prefere concorrer: olimpíadas ou Enem. Foi o que fez Arthur Silva. Quando se inscreveu em 2024, avaliou que teria mais chances de vencer a concorrência se optasse pela modalidade do Enem, uma vez que acertou 43 das 45 perguntas de matemática da prova, totalizando 938 pontos. Ele tinha também medalha de bronze na OBMEP, mas deu preferência a se inscrever pelo Enem.

“Estou bem realizado”, disse Arthur à Agência Brasil.

Atualmente no segundo ano da faculdade, onde se especializa em matemática, Arthur Silva avaliou que a estrutura do Impa Tech, principalmente “para quem está cursando matemática, é bem alinhada com o mestrado do Impa e pretendo seguir estudando bastante”. O doutorado é uma meta. Ele não sabe ainda se, depois de formado, vai escolher a área acadêmica ou se vai trabalhar junto à indústria. “Ainda não tenho experiência suficiente para precisar para onde vou enveredar”.

Critérios

A gerente acadêmica e coordenadora do Bacharelado em Matemática da Tecnologia e Inovação do Impa Tech, Nara Bobko, informou à Agência Brasil que para os candidatos que optarem pelo Enem no ato da inscrição valerá a nota da prova de matemática dos três últimos anos, incluindo o atual.

“Automaticamente, puxa a melhor delas (notas)”, explicou Nara.

O resultado parcial do processo seletivo, com a indicação de 360 candidatos para a segunda fase, será publicado no dia 21 de janeiro de 2026. Após todas as entrevistas individuais online, será publicada a lista de classificados no dia 6 de fevereiro. O ano letivo terá início no dia 16 de março de 2026. Haverá reserva quantitativa para candidatos distribuídos em diferentes grupos de cotas, como afirmativa e feminina.

Nara explicou que os alunos terão um ciclo básico de um ano e, em seguida, três anos de ciclo profissional, ou especialização, em que optam por seguir matemática, ciência da computação, ciência de dados ou física.

“De qualquer jeito, a formação é bacharelado em matemática da tecnologia e inovação, mas eles têm ali essas trilhas que são bem disciplinares”.

 

Localizado na zona portuária do Rio de Janeiro, no hub de inovação Porto Maravalley, o bacharelado de quatro anos do IMPA Tech é presencial e em horário integral. O Porto Maravalley abriga 70 empresas e 45 startups (empresas nascentes) residentes, criando um ambiente de inovação e colaboração entre a academia e o mercado de trabalho.

Benefícios

O Impa Tech oferece alojamento estudantil, disponibilizado pela prefeitura do Rio de Janeiro em hotel da cidade, bolsa alimentação e auxílio financeiro. Nara Bobko acredita que a turma 2026 já deverá ir para a hospedagem definitiva que está sendo construída no bairro de Santo Cristo, área portuária da capital fluminense. Além disso, os jovens aprovados na etapa final do processo seletivo terão passagem aérea para o início do ano letivo no Rio de Janeiro custeada pelo IMPA.

O diretor-geral do Impa, Marcelo Viana, adiantou que o Impa Tech “é a nossa resposta ao desafio de formar profissionais altamente qualificados para o mercado de tecnologia e inovação, capazes de usar as ferramentas de vanguarda da matemática para resolver problemas do Brasil de hoje”. De acordo com o instituto, a grade curricular do bacharelado foi criada visando a capacitação de estudantes para entrar de forma efetiva no mercado de tecnologia e inovação, atuando em áreas como inteligência artificial, machine learning, segurança da informação, entre outras.

Nara Bobko analisou que os alunos das primeiras turmas já apresentam progressos.

“São alunos diferenciados, com engajamento interessante. É uma dedicação integral e eles têm integração entre si e entre todas as regiões do país. Os alunos são muito promissores”. Como eles têm opção grande de escolha ao longo do curso, ela analisou que “a gente consegue pegar alunos que têm interesse de seguir a carreira acadêmica em qualquer uma das quatro áreas. Todos eles conseguem fazer uma pós(graduação), prestar doutorado e seguir nessa área e, inclusive, dependendo das escolas, eles conseguem adiantar até um pedaço do mestrado, porque muitas disciplinas já são em nível de mestrado,” explicou.

Nara observou, porém, que há muitas disciplinas voltadas para o mercado.

“Tem muitos alunos focando em atuar na indústria, em empresas. Há uma conexão bem forte com isso. O curso acaba sendo bem personalizado de acordo com o interesse dos próprios estudantes. O eixo comum é ter uma sólida formação em matemática e todos eles vão ter, independente do que seguir, e todas as disciplinas são de excelência, sempre tentando que eles tenham um conhecimento bem profundo, dentro do eixo que escolhem,” acrescentou.

 



Fonte: Agência Brasil

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Professora sofre ferimentos durante ataque a uma escola em Suzano

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Uma professora foi ferida no começo da tarde desta terça-feira (7) na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Ignez de Castro Almeida Mayer, na cidade de Suzano (SP), após atuar para impedir o acesso de um jovem de 18 anos a uma sala de aula. A EMEF atende o ensino fundamental I, com salas do primeiro até o quinto ano.

O agressor pulou o muro da escola às 13h27. Cerca de um minuto depois uma agente escolar acionou um aplicativo de alerta, do tipo botão do pânico. A Polícia Militar chegou ao local às 13h32, quatro minutos após o acionamento, sendo seguida pelo apoio da Guarda Civil Municipal (GCM). O suspeito foi contido rapidamente pelo agente de Segurança Escolar, evitando consequências mais graves.

Apesar da resposta rápida o agressor conseguiu ferir uma professora, não identifica pela escola. A docente bloqueou sua entrada em uma sala de aula segurando uma porta e sofreu ferimentos na mão. A prefeitura informou que ela foi socorrida ao Hospital Santa Maria e está em estado de saúde estável.

O agressor foi encontrado ferido pela polícia e levado pelo SAMU para atendimento. De acordo com a prefeitura seus ferimentos foram auto infligidos. Não há informações sobre a motivação dos ataques.

“Como medida preventiva, os alunos foram dispensados com segurança, e todas as famílias estão sendo devidamente informadas. Ressalta-se que todos os protocolos de segurança foram seguidos, incluindo o fechamento imediato das salas e o acionamento das autoridades”, complementou a secretaria de comunicação do município, que está disponibilizando equipes de saúde mental para o acolhimento e atendimento dos profissionais da escola, além de reforçar o suporte à comunidade escolar.

A ocorrência está em registro pela Polícia Civil. O botão de pânico é uma ferramenta municipal, integrada com os plantões da polícia e da guarda civil na cidade, medida adotada e aprimorada após o ataque extenso contra a Escola Estadual Raul Brazil, no município, em 2019.

 




Fonte: Agência Brasil

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MEC abre as adesões de governos à PND e divulga calendário de 2026

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O Ministério da Educação (MEC) abriu o período de abril a maio para novas adesões voluntárias à Prova Nacional Docente (PND) pelas redes públicas de ensino (municipais, estaduais e distrital) para a edição de 2026.

Os governos municipais e estaduais que tiverem interesse em usar a nota obtida pelos candidatos no exame, em seus próprios processos seletivos de professores, já podem aderir à PND diretamente no Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec), do MEC.

O acesso ao sistema é realizado com login e senha da plataforma Gov.br do dirigente local e sua equipe técnica. Este processo formaliza a adesão à prova nacional com o Ministério da Educação. 

A data final exata para adesão ainda será divulgada pelo MEC.

A prova tem o objetivo de facilitar a contratação para o magistério da educação básica pelas prefeituras e governos estaduais. Isto porque a nota alcançada pelo participante da PND poderá ser usada como etapa única ou complementar de concursos públicos locais ou processos seletivos simplificados para admissão de professores.

>>> Confira o tutorial com o passo a passo, desde o acesso ao sistema Simec e até o preenchimento do termo de adesão à Prova Nacional Docente (PND) do MEC.

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Adesões anteriores

O governo federal também dispensou de assinar novos termos de adesão com o Ministério da Educação (MEC) as redes municipais, estaduais e do Distrito Federal que já formalizaram a adesão à PND em 2025.

No entanto, os secretários de educação ou dirigentes municipais cadastrados destas localidades deverão manifestar o interesse em usar novamente a nota da PND, por meio do mesmo sistema oficial.

As regras foram estabelecidas na portaria do MEC  publicada nesta segunda-feira (6).

No ano passado, 1.508 municípios e 22 estados aderiram à PND e, agora, não precisam de um novo contrato.

Pela nova norma, a adesão feita a partir de 2025 será por prazo indeterminado e poderá ser cancelada se o gestor local de educação desejar. A solicitação de cancelamento também deverá ser via Simec.

Cronograma geral

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) também divulgou, nesta segunda-feira (6), o calendário geral da PND neste ano. Os prazos oficiais ainda serão estabelecidos pelo governo federal.

A PND é a mesma avaliação teórica do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas.

Após o período de novas adesões de gestores das secretarias de educação de estados e municípios e também da renovação de interesse por aqueles entes federados que aderiram à PND em 2025, Ministério da Educação deverá publicar – no Diário Oficial da União e em sua página eletrônica – a lista dos que aderiram à prova.

A previsão é até junho. Anualmente, essa divulgação ocorre antes do período de inscrições dos participantes na PND. Em 2026, o período de inscrição dos candidatos será de 15 a 26 junho.

A prova chamada de Enem dos Professores será realizada em 20 de setembro, conforme o calendário do Enade das Licenciaturas.

Os resultados finais da PND 2026 serão conhecidos em dezembro. 

Enem dos Professores

O exame chamado de “Enem dos Professores” é realizado anualmente pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A aplicação é descentralizada em todas as 27 unidades da federação.

A PND não gera um banco de candidatos para a rede de ensino, não é possível fazer uma consulta geral dos inscritos na PND ou obter uma lista de participantes.

A prova nacional não substitui o processo de seleção da rede de ensino, que deverá publicar edital próprio, com vagas, cargos, prazos e critérios de ingresso. 

A rede só acessa as notas quando informa os números do Cadastro de Pessoa Física (CPF) dos candidatos.

Os resultados de cada edição do exame têm validade de três anos.

 



Fonte: Agência Brasil

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Unifesp inicia atividades de centro de diagnóstico molecular

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A Unifesp iniciou neste mês de abril a operação do Laboratório Interdisciplinar de Multiômica Espacial, com atuação voltada para o diagnóstico do câncer e apoio a pesquisas envolvendo oncologia, imunologia e neurociências, por meio de análise de tecidos humanos.

Utilizando uma plataforma de análise multiômica, que consiste em um equipamento composto de dois módulos, chamados GeoMx e nCounter, o equipamento permite entender o funcionamento das estruturas moleculares dos tecidos. Dessa forma é possível observar a amostra de um tecido com câncer e entender alterações no DNA das células, mesmo se for considerado um “pedaço” muito pequeno.

“É um avanço considerável na capacidade de avaliação de um câncer. O diagnóstico passa a ser pessoal, avaliando estruturas presentes em cada paciente, de forma rápida e detalhada. Isso permite uma resposta terapêutica que também é pessoal”, explica a professora Soraya Smaili, do Departamento de Farmacologia da Escola Paulista de Medicina da Unifesp. 

O laboratório se torna o primeiro centro avançado de pesquisa e diagnóstico molecular público no país, trabalhando de maneira integrada. Inicialmente são 27 projetos de pesquisa atuando com os equipamentos, o que permite treinamento avançado em pesquisa e avanços consistentes em projetos. Neste primeiro momento, serão atendidos pesquisadores da própria Unifesp, da USP, da Santa Casa de São Paulo, do Icesp e dos hospitais São Camilo e A.C. Camargo, instituições privadas de ponta da capital.

O grande diferencial desse centro é a oferta de tecnologia avançada que, atualmente, ainda não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para o diagnóstico de câncer, focando na avaliação de marcadores genômicos específicos. Com isso é possível atuar em mapeamento específico de pequenas variações, por exemplo, em células sanguíneas, o que acelera o entendimento sobre a doença.

Um paciente com histórico de câncer agressivo na família pode, por exemplo, iniciar o tratamento muito antes da possibilidade da coleta de uma biópsia, aumentando a possibilidade de sucesso contra cânceres raros e de evolução rápida, como os de pâncreas e pulmão por exemplo. “Além disso, aumenta consideravelmente as chances de cura e a sobrevida dos indivíduos diagnosticados, ao mesmo tempo em que reduz as probabilidades de desenvolvimento de metástases e outras complicações graves decorrentes da patologia”, explica Janete Cerruti, pesquisadora e professora da Unifesp e uma das coordenadoras do projeto.

”Sem dúvida, a maior conquista de todo esse esforço será a instalação e o funcionamento pleno do laboratório, que, esperamos, se torne um centro de referência em pesquisa aliada ao diagnóstico genômico e molecular”, complementa Smaili. 

Marcadores específicos 

Segundo as pesquisadoras, enquanto o diagnóstico convencional de câncer é feito por meio de exames clínicos, complementados por uma biópsia do tumor para avaliação por um médico patologista, o teste genômico adota uma abordagem mais detalhada e procura biomarcadores moleculares específicos para cada tipo de câncer, como a presença dos genes BRCA1/BRCA2, cruciais para o câncer de mama, ou mutações no gene BRAF, associadas ao câncer de pele. Essas pistas indicam se há alteração e qual a condição de desenvolvimento, mostrando por exemplo se há células em metástase.

O laboratório é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), com investimento inicial de R$ 5 milhões, e busca convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), o que permitirá atendimento direto à rede pública de saúde, atuando em sinergia com outros hospitais – a Unifesp já tem papel importante na saúde pública com o Hospital São Paulo, referência no atendimento de alta complexidade na capital. 

A equipe multidisciplinar, coordenada pela professora Soraya Smaili, conta com a colaboração de renomados especialistas como Miriam Galvonas Jasiulionis, Janete Cerutti, Rui Maciel, Michelle Samora, Angela Waitzberg, Lucas Leite, Adolfo G Erustes, bem como diversos pesquisadores que apoiaram a proposta da Fapesp, que já conta com 17 pesquisadores associados.



Fonte: Agência Brasil

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