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Cuidados Paliativos: o olhar além da doença

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Com o aumento da expectativa de vida em nosso país, cada vez mais nos depararemos com um diagnóstico de uma doença que ameace a continuidade da vida

bristekjegor/FreepikMédico
Oferecer cuidados paliativos a alguém gravemente enfermo é empoderar a pessoa em sua dignidade

Cuidados Paliativos”, imagino que ao ler estas palavras você tenha sentido algum grau de desconforto, alguma sensação desagradável… Na prática diária, percebemos a carga negativa associada ao termo “paliativo.” A imediata conexão que fazemos em nossos cérebros com a finitude de nossa preciosa existência. Hoje quero tentar modificar essa percepção. Podemos olhar pela origem etimológica da palavra “Paliativo: , que vem do latim “pallium” e que tem sua definição mais atual pelo dicionário Oxford: o que tem a qualidade de acalmar, de atenuar um mal, de abrandar temporariamente. Podemos olhar pela própria definição da OMS (Organização Mundial da Saúde) que declara os Cuidados Paliativos como uma abordagem que visa melhorar a qualidade de vida de pacientes que enfrentam doenças ameaçadoras à vida.

Com o aumento da expectativa de vida em nosso país, cada vez mais nos depararemos com um diagnóstico de uma doença que ameace a continuidade da vida, seja da nossa própria vida ou da vida de alguém próximo e amado. Pessoas com doenças ameaçadoras à vida se veem de frente a dúvidas e problemas em diversas esferas: dor e outros sintomas físicos (falta de ar, fraqueza, falta de apetite, insônia), medos, inseguranças, questões existenciais, propósito, significado e legado.

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Os cuidados paliativos não apenas ajudam a aliviar o sofrimento físico, mas também oferecem suporte emocional, social e espiritual tanto para os pacientes quanto para suas famílias. Este tipo de cuidado é oferecido por uma equipe multidisciplinar com médicos, enfermeiros, fisioterapeutas, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais de saúde. A discussão sobre cuidados paliativos nestas doenças muitas vezes só surge quando um paciente está em fase terminal, porém, cada vez mais, os especialistas destacam a importância de se iniciar esses cuidados de forma precoce.

Os cuidados paliativos precoces permitem um planejamento mais detalhado e personalizado do tratamento, focado nas necessidades e desejos do paciente. Isso inclui discussões sobre metas de tratamento, preferências para cuidados futuros e decisões complexas sobre intervenções médicas. Há muitos dados em literatura médica atestando que iniciar cuidados paliativos precocemente ajuda a controlar sintomas físicos de maneira mais eficaz.

O controle adequado desses sintomas melhora significativamente a qualidade de vida do paciente. Esses benefícios são demonstrados não apenas em doenças oncológicas, mas também para pacientes portadores de inúmeras outras condições, tais como pneumopatias e cardiopatias crônicas. Além dos dados de estudo, a experiência clínica como médica paliativista também mostra que pacientes que recebem cuidados precoces têm uma melhor qualidade de vida e, em alguns casos, até uma sobrevida maior.

Além disso, esses cuidados podem reduzir a necessidade de hospitalizações frequentes e intervenções médicas invasivas, tornando o tratamento mais humanizado e menos oneroso. Para a família, o suporte oferecido pelos cuidados paliativos, ajuda-os a enfrentar os desafios emocionais e práticos de cuidar de um ente querido doente. Esse suporte pode incluir aconselhamento, grupos de apoio e ajuda com questões logísticas.

Oferecer cuidados paliativos a alguém gravemente enfermo é empoderar a pessoa em sua dignidade, focar em viver da maneira mais completa possível e não focar apenas no controle da sua doença. É crucial que tanto profissionais de saúde quanto o público em geral estejam cientes da importância de se considerar os cuidados paliativos desde o início do tratamento de uma doença grave. Parafraseando Cora Coralina, “não é apenas focar em acrescentar dias à nossa vida, mas em como podemos acrescentar vida aos nossos dias.”

*Por Dra Farah Christina De La Cruz Scarin – CRM 124609
Medicina Intensiva e Cuidados Paliativos
Hospital Israelita Albert Einstein

 





Fonte: Jovem Pan

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ENQUETE – MORNING SHOW – Você toma precauções no trânsito contra assaltos?

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Você toma precauções no trânsito contra assaltos?

Você deve selecionar uma alternativa.

Sua resposta foi registrada.

*As enquetes do Grupo de Comunicação Jovem Pan não possuem caráter científico e só refletem a opinião de sua audiência.



Fonte: Jovem Pan

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‘Estamos próximos de uma guerra quase mundial’, alerta papa Francisco

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O pontífice também disse orar ‘para que eles temam o julgamento da consciência, da história e de Deus, e convertam seus olhos e corações, sempre colocando o bem comum em primeiro lugar’

GIUSEPPE LAMI/EFE/EPAPapa Francisco preside Santa Missa da Vigília Pascal na Noite Santa de Páscoa na Basílica de São Pedro
O papa acrescentou que ‘a Europa precisa da Bélgica para levar adiante o caminho da paz e da fraternidade entre os povos que a compõem’

O papa Francisco advertiu nesta sexta-feira (27) que “estamos próximos de uma quase guerra mundial” e espera que “aqueles que governam saibam assumir sua responsabilidade, o risco e a honra da paz”, durante seu discurso a autoridades belgas no Castelo de Laeken, em seu primeiro ato oficial na Bélgica. “Rezo para que os líderes das nações, ao olharem para a Bélgica e sua história, aprendam com ela e, assim, salvem seu povo de catástrofes intermináveis e luto incontável. Rezo para que aqueles que governam saibam assumir sua responsabilidade, o risco e a honra da paz, e saibam afastar o perigo, a ignomínia e o absurdo da guerra”, afirmou.

O pontífice também disse orar “para que eles temam o julgamento da consciência, da história e de Deus, e convertam seus olhos e corações, sempre colocando o bem comum em primeiro lugar”. Diante do rei belga Philippe e da rainha Mathilde e do primeiro-ministro em exercício, Alexander De Croo, com quem se reuniu nesta sexta-feira, o papa desejou que a Bélgica seja “uma ponte, portanto, indispensável para construir a paz e repudiar a guerra”. “Essa é a dimensão da pequena Bélgica. Você entende a necessidade da Europa de se lembrar de sua história, composta de povos e culturas, de catedrais e universidades, das conquistas da engenhosidade humana, mas também de tantas guerras e de um desejo de dominar que às vezes se transformou em colonialismo e exploração”, lembrou.

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O papa acrescentou que “a Europa precisa da Bélgica para levar adiante o caminho da paz e da fraternidade entre os povos que a compõem”, especialmente “se as fronteiras e os tratados começarem a ser desrespeitados, e o direito de criar leis for deixado às armas, subvertendo a lei existente, a caixa de Pandora será aberta e todos os ventos começarão a soprar violentamente, batendo contra a casa e ameaçando destruí-la”. O líder religioso pediu “ações culturais, sociais e políticas constantes e oportunas que sejam corajosas e prudentes e que excluam um futuro no qual a ideia e a prática da guerra, com suas consequências catastróficas, sejam novamente uma opção viável”.

*Com informações da EFE
Publicado por Marcelo Bamonte





Fonte: Jovem Pan

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Corpo de Anic, advogada que desapareceu em Petrópolis, é encontrado concretado em quintal

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Vítima foi encontrada em um muro no quintal da casa de Lourival Correa Netto Fadiga, que trabalhava para a família da vítima e confessou ter cometido o crime

Quase sete meses após o seu desaparecimento, o corpo da advogada Anic de Almeida Peixoto Herdy foi encontrado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na quarta-feira (25) em Petrópolis, na região serrana do Rio. O corpo de Anic foi identificado por meio de exame odontológico, feito por peritos do Instituto Médico Legal do Rio e cujo resultado foi divulgado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (26). Ele estava concretado em um muro no quintal da casa de Lourival Correa Netto Fadiga, que trabalhava para a família da vítima e confessou ter cometido o crime.

Em entrevista à TV Record, a advogada de Fadiga, Flávia Froes, afirmou que a morte de Anic foi planejada em conjunto pelo seu cliente e pelo marido da vítima, Benjamin Cordeiro Herdy, e que o sequestro era uma forma de encobrir o homicídio. O motivo do crime seria uma questão familiar, disse a advogada. A defesa de Benjamin Herdy nega que ele tenha participado do crime e classificou a confissão de Fadiga como “um ato de desespero e crueldade”.

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Anic tinha 54 anos, era advogada, estudante de Psicologia e casada com Benjamin Cordeiro Herdy, de 78 anos, herdeiro de uma família que foi proprietária de um importante grupo educacional no Rio. O casal vivia em Petrópolis, na serra fluminense. Ela foi vista pela última vez em 29 de fevereiro saindo de um shopping de Petrópolis. Câmeras de vigilância do estabelecimento mostraram que ela parou o carro no estacionamento, trocou mensagens por celular e, minutos depois, saiu do centro comercial, atravessando uma rua. No mesmo dia, Benjamin recebeu mensagem no celular informando que Anic havia sido sequestrada. As mensagens, enviadas do próprio celular da advogada, também traziam ameaças contra ela. Os sequestradores pediram R$ 4,6 milhões como resgate e orientaram o marido a não avisar a polícia.

O caso só foi informado à polícia 14 dias depois, por uma filha, e passou a ser investigado pela 105ª DP (Petrópolis). Àquela altura, o montante pedido pelos supostos sequestradores já havia sido pago e um áudio de conversa de telefone entre Benjamin e Lourival foi gravado pela filha. Quatro suspeitos foram presos, incluindo Lourival, que seria um homem de confiança da família e o mandante do crime. Ele se apresentava como policial federal, mas, segundo as investigações, nunca integrou os quadros da corporação. Além dele, um casal de filhos e uma mulher com quem ele teria um caso também foram presos. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) apresentou denúncia contra os suspeitos. Os investigadores tiveram acesso aos telefones de todos os envolvidos e cruzaram dados de localização do dia do sequestro e do pagamento dos resgates.

Segundo mostrou o Fantástico, da TV Globo, foi possível comprovar que Lourival não esteve em uma favela para supostamente pagar os criminosos – mas sim em uma concessionária na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, onde comprou uma caminhonete avaliada em R$ 500 mil e uma moto. Também adquiriu 950 aparelhos celulares, que foram levados a uma loja da família. Os filhos estiveram na concessionária com o pai, e a mulher chegou a viajar a Foz do Iguaçu, no Paraná, para resolver pendências relativas à aquisição dos celulares. Os três também teriam ajudado a ocultar os valores do resgate.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Marcelo Bamonte





Fonte: Jovem Pan

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