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Internacional

EUA querem excluir Irã da rota comercial Rússia-China, diz analista

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A entrada direta dos Estados Unidos (EUA) no conflito entre Israel e Irã é parte do esforço de Washington para retirar o país persa da rota econômica construída pela China e pela Rússia na região da Eurásia, que é o território que une a Europa com a Ásia. Essa é a avaliação do historiador e pesquisador de conflitos armados e de geopolítica, o delegado Rodolfo Queiroz Laterza.  

“Os EUA estão se reorientando para um confronto de longo prazo na região da Ásia-Pacífico e tentando retirar o Irã do contexto geoeconômico construído pela China e pela Rússia através da rota Transcaspiana, que alijaria a Europa e as rotas comerciais controladas pelo eixo atlanticista [do Atlântico Norte, ou seja, dos EUA e da Europa]”, explicou.

A rota Transcaspiana é uma rota comercial do sudeste asiático que liga a China com a Europa via Cazaquistão, Azerbaijão, Mar Cáspio e Turquia, entre outros. Para Laterza, a entrada dos Estados Unidos no conflito deve ser analisada no contexto de uma nova ordem mundial emergente onde a desintegração da globalização sugere a criação de blocos econômicos regionais rigidamente controlados.  

Nesse cenário, o corredor comercial euroasiático é chave e um dos objetivos da guerra contra o Irã seria excluir o país persa desse processo de integração econômica.

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Brasília (DF), 23/06/2025 - historiador e pesquisador de conflitos armados e de geopolítica, o delegado Rodolfo Queiroz Laterza.
Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados
Brasília (DF), 23/06/2025 - historiador e pesquisador de conflitos armados e de geopolítica, o delegado Rodolfo Queiroz Laterza.
Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputados

Historiador e pesquisador de conflitos armados e de geopolítica, Rodolfo Queiroz Laterza diz que um dos objetivos da guerra seria excluir o Irã do processo de integração econômica. Foto: Cleia Viana/Câmara dos Deputado

“O Irã alavancaria a iniciativa da Rota da Seda e a União Econômica Eurasiática, a qual o Irã teve adesão ano passado no formato de acordo de livre comércio”, completou o especialista.

A Rota da Seda é a iniciativa da China, criada em 2013, para conectar, por meio de projetos de infraestrutura, sua economia com a de outros países. O Irã é visto como um parceiro estratégico da China na Nova Rota da Seda.

Já a União Econômica Eurasiática (UEE) é uma aliança comercial iniciada em 2015 que busca conectar estados asiáticos como Cazaquistão, Quirguistão e Armênia aos europeus Rússia e Belarus, criando esse corredor econômico euroasiático. O acordo da UEE com o Irã entrou em vigor em maio deste ano.

“O verdadeiro objetivo estratégico é a sobrevivência econômica dos EUA. Portanto, eles buscam cortar o fornecimento de petróleo em condições favoráveis para a Europa e a China, forçando ambos a aceitarem termos comerciais rigorosos – tarifas em troca de acesso renovado aos fluxos de energia”, analisou.

Essa avaliação diverge das narrativas oficiais, que sustentam que a guerra é movida para impedir o programa nuclear do Irã de chegar a uma bomba nuclear, o que o Irã sempre negou. Em 2018, no primeiro governo Trump, os EUA se retiraram, sem consultar seus parceiros, do acordo nuclear firmado em 2015 com Irã, que contou com apoio da França, Reino Unido, Alemanha, Rússia e China.

A avaliação de Laterza faz parte de uma corrente de opinião que sustenta que a emergência econômica, militar e tecnológica da China ameaça a hegemonia que os Estados Unidos exercem sobre a economia global, o que teria levado o país a impor tarifas comerciais unilaterais e atacar iniciativas globais de integração como o Brics, ao qual o Irã se integrou no ano passado. 

Longo prazo

Para o analista, a guerra contra o Irã deve ser avaliada ainda tendo em mente a estratégia de longo prazo dos EUA de se retirar completamente do Oriente Médio, onde mantém diversas bases militares.

“Para isso, seria preciso não deixar nenhuma infraestrutura intacta para trás. Isso garantiria que nenhum rival, seja China ou Rússia, pudesse explorar o que resta e minaria o eixo geoeconômico construído pela China e Rússia”, diz Laterza. 


Brasília (DF), 13/06/2025 - Entrada da embaixada de Israel. Foto: José Cruz/Agência Brasil
Brasília (DF), 13/06/2025 - Entrada da embaixada de Israel. Foto: José Cruz/Agência Brasil

Entrada da embaixada de Israel em Brasília. Foto: José Cruz/Agência Brasil

EUA junto com Israel

Por outro lado, o professor de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (UnB) Roberto Goulart Menezes defende que ainda é cedo para avaliar o grau de compromisso dos Estados Unidos na guerra e as mudanças geopolíticas que sua entrada no conflito vai desencadear.

Ainda assim, Menezes sustenta que os ataques de Washington contra o Irã evidenciam que Israel não age sozinho, como muitos pensavam.

“Israel sempre atuou com a anuência dos Estados Unidos, diferente da ideia de que Israel estava liderando os ataques para depois os Estados Unidos decidissem apoiar ou não esse tipo de ataque, nós vimos, então, que o apoio incondicional dos Estados Unidos foi renovado a Israel”, comentou.

Menezes avalia que, por enquanto, o ataque dos Estados Unidos contra o Irã foi limitado ao seu programa nuclear e é preciso esperar para ver se haverá mais ações de Washington para viabilizar uma mudança de regime político no país persa.

“Ainda teria que ter um pouco mais de elementos para saber se vai haver uma derrubada do regime no Irã, se os Estados Unidos vão se envolver com algum tipo de atos que possam levar a uma sublevação no Irã ou em uma derrubada do regime”, acrescentou.

Como o ataque ordenado por Trump não foi aprovado pelo Congresso americano e gerou questionamentos internos sobre sua legalidade, Menezes avalia que Trump deve ser mais cauteloso. “Isso pode tornar mais comedida a sua reação”, completou.

Eficácia do ataque

O analista geopolítico Rodolfo Queiroz Laterza também questiona a eficácia do ataque dos Estados Unidos contra o Irã que, apesar do esforço, não teria atingido nenhum objetivo militar decisivo.

“A usina nuclear de Fordow não foi totalmente destruída conforme análises de bastidores dos próprios norte-americanos. No entanto, espera-se que a mídia ocidental o retrate como um sucesso, ecoando o ataque à base aérea de Shayrat em 2017, sob o governo Trump, que serviu mais como teatro político do que como uma jogada estratégica”, disse.

Já o governo Trump sustenta que o ataque foi um sucesso e conseguiu inviabilizar as usinas nucleares atingidas.

Mudança de regime

Iniciada sob o argumento de impedir o Irã de construir bombas atômicas, as autoridades israelenses nunca esconderam a intenção de derrubar o regime político iraniano. Já os Estados Unidos vinham se limitando a cobrar a restrição do programa nuclear de Teerã. Porém, após o ataque contra o país, Trump sugeriu buscar uma mudança no regime político.

“Não é politicamente correto usar o termo ‘mudança de regime’, mas se o atual regime iraniano não é capaz de tornar o Irã grande novamente, porque não haveria uma mudança de regime?’’, questionou neste domingo (22) Trump em uma rede social.

Para Laterza, derrubar o regime político iraniano é uma “fantasia ocidental”.

“Após 45 anos de sanções e isolamento internacional, Teerã não apenas sobreviveu, como também fortaleceu sua posição. Suas ações contra Israel, tanto simbólicas quanto materiais, apenas fortaleceram a solidariedade xiita em toda a região. Longe de enfraquecer, sua liderança se tornou mais profundamente enraizada – forjada pela resistência e imune à manipulação externa”, avaliou Laterza.


Mapa Estreito de Ormuz
Mapa Estreito de Ormuz

Mapa Estreito de Ormuz – Arte/EBC

Entenda

Acusando o Irã de estar próximo de desenvolver uma arma nuclear, Israel lançou um ataque surpresa contra o país no último dia 13, expandindo a guerra no Oriente Médio.

Neste sábado (21), os Estados Unidos atacaram três usinas nucleares iranianas: Fordow, Natanz e Esfahan.

O Irã afirma que seu programa nuclear é apenas para fins pacíficos e que estava no meio de uma negociação com os Estados Unidos para estabelecer acordos que garantissem o cumprimento do Tratado de Não Proliferação de Armas Nucleares, do qual é signatário.

No entanto, a AIEA vinha acusando o Irã de não cumprir todas suas obrigações, apesar de reconhecer que não tem provas de que o país estaria construindo uma bomba atômica. O Irã acusa a agência de agir “politicamente motivada” e dirigida pelas potências ocidentais, como EUA, França e Grã-Bretanha, que têm apoiado Israel na guerra contra Teerã.

Em março, o setor de Inteligência dos Estados Unidos afirmou que o Irã não estava construindo armas nucleares, informação que agora é questionada pelo próprio presidente Donald Trump.

Apesar de Israel não aceitar que Teerã tenha armas nucleares, diversas fontes ao longo da história indicaram que o país mantém um amplo programa nuclear secreto desde a década de 1950. Tal projeto teria resultado no desenvolvimento de pelo menos 90 ogivas atômicas.



Fonte: Agência Brasil

Internacional

Irã ameaça romper cessar-fogo após ataques de Israel contra o Líbano

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O Irã ameaça romper o cessar-fogo e retaliar Israel em resposta aos sucessivos bombardeios realizados contra o Líbano nesta quarta-feira (8). Fontes do governo iraniano informaram às agências de notícias do país persa que Teerã estuda retomar os ataques devido ao rompimento do acordo por parte de Israel. 

“O Irã pode se levantar em uma ofensiva de defesa em grande escala a qualquer momento, já que o regime israelense está recorrendo à violação de um cessar-fogo frágil e temporário, alertou um alto funcionário da segurança”, disse a mídia estatal iraniana Press TV.

O alto funcionário pediu que os países mediadores intervenham. O Irã exige que o cessar-fogo envolva todas as frentes de batalha, incluindo o Líbano e a Faixa de Gaza, alvos de bombardeios israelenses nos últimos 40 dias de guerra no Oriente Médio.

Em rede social, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, defendeu a suspensão do cessar-fogo e o fechamento do Estreito de Ormuz.

“Em resposta à invasão selvagem dos sionistas ao Líbano, agora mesmo deve-se parar o tráfego de navios no Estreito de Ormuz. Os libaneses deram suas vidas por nós, e não devemos deixá-los sozinhos nem por um momento. Cessar-fogo ou em todas as frentes ou em nenhuma frente”, disse.

Em comunicado divulgado pela mídia iraniana, as Forças Armadas do país informaram que manterão controle “inteligente” sobre o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás mundial, sem especificar como seria esse controle.

A reabertura do Estreito de Ormuz por duas semanas foi uma das condições para o cessar-fogo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã.

Israel ataca Líbano

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que apoia o acordo costurado entre os EUA e o Irã, mas acrescentou que o Líbano ficaria fora do cessar-fogo. As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram ter bombardeado 100 alvos em dez minutos no sul do Líbano e Beirute.

O Ministério da Saúde do Líbano informou que, em contagem preliminar, os ataques de hoje causaram “dezenas de mortes e centenas de feridos”.

Vídeos de prédios destruídos no centro da capital libanesa circulam nos veículos do país vizinho. O Hezbollah pediu aos moradores deslocados pela guerra que não retornem às suas residências até que o cessar-fogo seja oficialmente decretado no Líbano.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, lamentou os ataques de Israel contra bairros residenciais e densamente povoados.

“[Israel não se importa] com todos os esforços regionais e internacionais para deter a guerra, não obstante o desprezo total pelos princípios do direito internacional e do direito internacional humanitário, que nunca respeitou de fato”, escreveu em uma rede social.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou o frágil cessar-fogo entre o Irã e os EUA, afirmou que a violação do acordo compromete o processo de paz.

“Eu apelo sinceramente e com toda a seriedade a todas as partes para que exerçam moderação e respeitem o cessar-fogo por duas semanas, conforme acordado, para que a diplomacia possa assumir um papel de liderança rumo a uma solução pacífica para o conflito”, afirmou em mensagem nas redes sociais.

Até ontem, o Ministério da Saúde do Líbano calculava que a atual fase do conflito, iniciada no dia 2 de março, matou mais de 1,5 mil pessoas, ferindo mais 4,8 mil.

Israel ainda bombardeou 93 unidades de saúde libanesas e 57 profissionais de saúde foram assassinados. Mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas de suas residências no período.



Fonte: Agência Brasil

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Internacional

Israel mantém bombardeios no Líbano após cessar-fogo

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A Força de Defesa de Israel (FDI) segue atacando o Líbano, incluindo a capital Beirute, nesta quarta-feira (8), mesmo após o acordo de cessar-fogo de duas semanas anunciado pelo Irã e os Estados Unidos (EUA).

A ofensiva de Israel contra o Líbano pode atrapalhar as negociações entre Teerã e Washington, marcadas para começar na próxima sexta-feira (10) em Islamabad, no Paquistão. Isso porque o Irã incluiu, entre os dez pontos para negociações, o fim da guerra em todas as frentes no Oriente Médio, incluindo o Líbano e a Faixa de Gaza.

Nesta manhã, Israel informou que fez “o maior ataque” em todo o Líbano desde o dia 2 de março atingindo mais de 100 alvos.

“Há pouco tempo, as Forças de Defesa de Israel concluíram ampla onda de ataques contra centros de comando e instalações militares do Hezbollah em Beirute, Beqaa e no sul do Líbano”, disse a FDI.

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A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou que foram realizados diversos ataques em várias partes do país, especialmente no Sul.

“Um drone israelense atingiu um veículo em Qasmiyeh, com relatos de feridos, enquanto outro ataque de drone atingiu uma motocicleta em Kfardounin, também causando ferimentos. Aviões de guerra também realizaram um ataque à cidade de Sawaneh, no distrito de Marjayoun”, comunicou o veículo oficial do governo libanês.

O Ministério da Saúde do Líbano calcula que a atual fase do conflito, iniciada no dia 2 de março, matou mais de 1,5 mil pessoas, ferindo mais 4,8 mil. Israel ainda bombardeou 93 unidades de saúde libanesas e 57 profissionais de saúde foram assassinados. Mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas de suas residências no período.


Emergency responders work at the site of an Israeli strike, in Al-Mazraa in Beirut, Lebanon, April 8, 2026. REUTERS/Yara Nardi
Emergency responders work at the site of an Israeli strike, in Al-Mazraa in Beirut, Lebanon, April 8, 2026. REUTERS/Yara Nardi

Ataque israelense em Beirute, no Líbano – Foto REUTERS/Yara Nardi/proibida reprodução

Israel quer ocupar território libanês

O Chefe do Estado-Maior, tenente-general Eyal Zamir, comunicou que Israel continuará atacando o Hezbollah. “Aproveitaremos todas as oportunidades operacionais. Não comprometeremos a segurança dos moradores do norte de Israel. Continuaremos atacando com determinação”, disse.

Israel prometeu ocupar o território do Líbano até o Rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da atual fronteira entre os dois países, levando a denúncias de possível anexação definitiva do território, assim como Tel Aviv fez com as Colinas de Golã, da Síria.

Ocupado durante a guerra de 1967 por Israel, o território sírio foi, posteriormente, anexado por aprovação no Parlamento em Tel Aviv. Atualmente, a anexação é reconhecida pelo governo de Donald Trump, mas rejeitada pela maior parte da comunidade internacional.

Analistas consultados pela Agência Brasil informaram que o Hezbollah parece ter conseguido barrar o avanço do Exército de Israel com inúmeros ataques com drones e mísseis. O grupo chegou a anunciar que mais de 100 tanques israelenses foram destruídos.

Hezbollah

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, o grupo libanês Hezbollah pediu que os habitantes das áreas despovoadas pela guerra não retornem imediatamente aos seus bairros e vilas antes do anúncio definitivo do cessar-fogo no Líbano.

“Este inimigo traiçoeiro e bárbaro, procurando escapar à imagem da sua derrota, poderá recorrer a tentativas traiçoeiras para criar a falsa impressão de ter alcançado uma vitória que não conseguiu obter no campo de batalha”, diz o comunicado.

O Hezbollah não tem reivindicado mais ataques contra as forças israelenses desde o anúncio do cessar-fogo entre o Irã e os Estados Unidos.

Entenda

Os bombardeios de Israel contra o Líbano foram intensificados com o início da guerra no Irã, depois que o Hezbollah voltou a promover ataques contra Israel, no dia 2 de março. 

O Hezbollah alegou agir em retaliação aos ataques de Israel contra o Líbano nos últimos meses e em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

O conflito entre Israel e o Hezbollah remonta à década de 1980, quando a milícia xiita foi criada em reação à invasão e ocupação de Israel no Líbano para perseguição dos grupos palestinos que buscavam refúgio no país vizinho.

Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar os israelenses do país. Ao longo dos anos, o grupo se torna um partido político com assentos no Parlamento e participação nos governos.

A atual fase do conflito entre Israel e o Hezbollah tem relação com a destruição da Faixa de Gaza a partir de 2023. O Hezbollah passou a lançar foguetes contra o norte de Israel em solidariedade aos palestinos e para desgastar a defesa israelense.

Em novembro de 2024, foi costurado um acordo de cessar fogo entre o grupo xiita e o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, depois que Israel conseguiu matar lideranças do Hezbollah.

Porém, Israel seguiu com ataques e bombardeios periódicos contra o Líbano, alegando atingir infraestrutura do Hezbollah, que evitava reagir até o início da guerra no Irã.

O Líbano ainda foi atacado pelo governo de Israel em 2006, 2009 e 2011.



Fonte: Agência Brasil

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Internacional

Trump recua e aceita suspender ataques ao Irã por duas semanas

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) que concordou em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”. Não há uma posição oficial do Irã até o momento sobre cessar-fogo. 

Trump disse que conversou com líderes do Paquistão, que apresentou uma proposta de cessar-fogo de duas semanas na guerra contra o Irã.

“Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, e nas quais eles solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva sendo enviada esta noite para o Irã, e sujeito à República Islâmica do Irã concordar com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, eu concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”, escreveu Trump nas mídias sociais.

“Esse será um CESSAR-FOGO de mão dupla”, disse Trump.

Segundo Trump, uma proposta de 10 pontos foi apresentada para um acordo e que “acredita que é uma base viável para negociar”.

Ameaça 

Mais cedo, Trump ameaçou acabar com “uma civilização inteira” hoje caso os iranianos não reabrissem o Estreito de Ormuz.

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, anunciou, em mais uma ameaça de genocídio contra o Irã.

Questionado nessa segunda-feira (6) por um jornalista nos jardins da Casa Branca sobre a ameaça ser um crime de guerra, o presidente Donald Trump ignorou a pergunta.

Convenções internacionais, como a Convenção de Genebra ou a Convenção sobre Prevenção do Genocídio, proíbem o ataque contra infraestruturas civis ou ações que causem danos a civis, exigindo que os Estados usem ainda a proporcionalidade em suas ações militares.

Estima-se que a civilização persa, da qual o Irã é herdeiro, tenha entre 2,5 mil e 3 mil anos de história, com inúmeras contribuições culturais, filosóficas e científicas deixadas para toda a humanidade.

* Com informações da Reuters



Fonte: Agência Brasil

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