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Internacional

No Rio, Cinelândia tem protesto contra sequestro de Nicolás Maduro

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Palco histórico de manifestações políticas, a Cinelândia acolheu na tarde desta segunda-feira centenas de pessoas que protestavam contra o sequestro do presidente venezuelano, Nicolás Maduro, e de sua esposa Cilia Flores, no último sábado (3), quando tropas estadunidenses atacaram a capital Caracas.

A manifestação foi articulada no fim de semana pela Frente de Esquerda Anti-imperialista em Solidariedade à Venezuela, formada por cerca de 50 entidades.

O ataque à capital Caracas e o sequestro do líder Maduro – levado à força para uma prisão em Nova York com a esposa pelo Exército dos Estados Unidos –, foram anunciados pelo presidente norte-americano Donald Trump na manhã de sábado.

Maduro é acusado de suposto narcoterrorismo, venda de drogas para os EUA, posse e conspiração para obter armas automáticas. Em audiência, na segunda-feira (5), em um tribunal de nova-iorquino, o presidente da Venezuela se declarou inocente de todas acusações e disse ser um prisioneiro de guerra.

Venezuelanos no ato

A Agência Brasil compareceu ao ato na Cinelândia e ouviu a opinião de venezuelanos que estava por lá.


Rio de Janeiro (RJ), 05/01/2026 - Ali Alvarez, de 31 anos - Manifestante mostra constituição da Venezuela durante ato na Cinelândia contra a invasão dos Estados Unidos na Venezuela. Foto: Gilberto Costa/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 05/01/2026 - Ali Alvarez, de 31 anos - Manifestante mostra constituição da Venezuela durante ato na Cinelândia contra a invasão dos Estados Unidos na Venezuela. Foto: Gilberto Costa/Agência Brasil

O venezuelano Ali Alvarez mostra a Constituição de seu país – Gilberto Costa/Agência Brasil

A ação do fim de semana surpreendeu o estudante de mestrado Ali Alvarez, de 31 anos, que foi à Cinelândia protestar. O venezuelano está há oito anos no Brasil.

“Não esperava que isso acontecesse na Venezuela. Me senti indignado”, disse à Agência Brasil durante a manifestação.

Aluno da pós-graduação em tecnologia para o desenvolvimento social da Universidade Federal do Rio de Janeiro, Ali Alvarez afirma que a iniciativa dos Estados Unidos “representa uma violência ao povo venezuelano e à nossa Constituição Bolivariana.”

Há 20 anos no Brasil, o músico e artista Alexis Graterol, 49 anos, compartilha das angústias de Ali Alvarez e afirma que as acusações contra Maduro são falsas.

“[Trump] deseja exclusivamente se apoderar de recursos naturais da Venezuela.” Em entrevista coletiva no próprio sábado, Trump anunciou que iria levar ao país invadido “nossas grandes empresas petrolíferas dos Estados Unidos — as maiores do mundo.”

O psicólogo venezuelano Marco Mendoza, de 38 anos, mora no Chile há oito anos, e estava em viagem pelo Rio de Janeiro. Ele também se disse surpreso com a ação do final de semana, mas estava “de acordo” com a intervenção dos EUA.

“[A Venezuela] já sofria intervenções da China, Rússia, Cuba e até do Hezbollah [sediado no Líbano]. Eu prefiro mais 25 anos pagando débito externo aos Estados Unidos do que ficar 25 mais anos com Maduro.”

Resistência e soberania

Também de passagem pelo Rio, o cineasta colombiano Raúl Vidales, de 45 anos, teme que os Estados Unidos se voltem contra seu país, onde há ao menos sete bases militares norte-americanas e mais de mil estadunidenses ocupados com os negócios de interesse militar ou do Departamento de Estado dos EUA.

“Espero que haja uma resistência cidadã forte por nossa soberania. O problema da colonização, neste momento feroz e brutal, demanda uma ação coletiva interamericana e global frente ao fascismo”, opinou.

A mesma expectativa tem o brasileiro Daniel Iliescu, presidente estadual do PCdoB. “Esperamos que a sociedade civil na América Latina, os organismos internacionais e governos democráticos de todo mundo possam reagir e reverter essa situação de instabilidade que vivemos lá hoje.”

“Está aberta uma nova etapa na história do mundo, em que infelizmente o multilateralismo se enfraquece bastante em detrimento do exercício da força unilateral”, avaliou Iliescu. Para ele, a atitude Trump confirma “a decadência contra a qual os Estados Unidos lutam e por isso adotaram essa postura mais beligerante e mais agressiva.”
 


Rio de Janeiro (RJ), 05/01/2026 - Ato na Cinelândia contra a invasão dos Estados Unidos na Venezuela. Foto: Gilberto Costa/Agência Brasil
Rio de Janeiro (RJ), 05/01/2026 - Ato na Cinelândia contra a invasão dos Estados Unidos na Venezuela. Foto: Gilberto Costa/Agência Brasil

Ato na Cinelândia contra a invasão dos Estados Unidos à Venezuela – Gilberto Costa/Agência Brasil

Venezuelanos no Brasil

De acordo com o IBGE, os venezuelanos são o maior grupo de imigrantes no Brasil, somando 200 mil cidadãos de um total de 1 milhão de estrangeiros que moram aqui.

Conforme o Subcomitê Federal para Acolhimento e Interiorização de Imigrantes em Situação de Vulnerabilidade, entre abril de 2018 e novembro de 2025, mais de 115 mil venezuelanos contaram com apoio do Estado brasileiro para regularizar a situação e fixar residência no Brasil. Desse universo, 3.290 vieram para o Rio de Janeiro.
 



Fonte: Agência Brasil

Internacional

Assembleia Nacional da Venezuela anuncia libertação de presos

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O presidente da Assembleia Nacional da Venezuela, Jorge Rodríguez, anunciou, nesta quinta-feira (8), a libertação de venezuelanos e estrangeiros que estavam presos. Não foi informado o número de pessoas que foram soltas.

“O governo bolivariano, junto com as instituições do Estado, decidiu colocar em liberdade um número importante de pessoas venezuelanas e estrangeiras. Esses processos de soltura estão ocorrendo desde este momento. Considere-se esse gesto do governo bolivariano de ampla intenção de busca pela paz”, disse Rodríguez, que é irmão da presidenta interina Delcy Rodríguez.

Segundo Jorge Rodríguez, este é um gesto unilateral, que faz parte da estratégia de consolidar a convivência e busca fortalecer a união nacional contra as agressões externas sofridas recentemente.

O presidente da Assembleia Nacional informou que o governo não tem conversas com setores extremistas, que negam a política, apenas com instituições e partidos que respeitam a Constituição venezuelana.

Nessa quarta-feira (7), a presidenta interina Delcy Rodríguez, em reunião com ministérios do governo, afirmou que a linha de ação para garantir a estabilidade do país passa pelo resgate do presidente Nicolás Maduro e sua esposa, Cilia Flores, sequestrados pelos Estados Unidos no sábado (3).

A presidenta interina ainda destacou que é preciso preservar a paz territorial e manter o governo democrático diante da agressão estrangeira. Delcy Rodríguez também disse que a unidade das forças revolucionárias venezuelanas é indispensável para a continuidade do projeto bolivariano, inaugurado pelo ex-presidente Hugo Chávez.

*Com informações da Telesur



Fonte: Agência Brasil

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Senado dos EUA aprova resolução para barrar Trump contra Venezuela

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O Senado dos Estados Unidos (EUA) aprovou, nesta quinta-feira (8), uma resolução que determina a interrupção do uso da força contra a Venezuela sem autorização expressa do Congresso Nacional.

“Esta resolução conjunta orienta o Presidente a cessar o uso das Forças Armadas dos EUA em hostilidades dentro ou contra a Venezuela, a menos que uma declaração de guerra ou autorização para o uso da força militar para tal fim tenha sido promulgada”, diz o documento aprovado.

Apresentada pelo senador democrata Tim Kaine, a resolução foi aprovada por 52 votos contra 47, tendo recebido o apoio de cinco senadores republicanos, do partido do presidente Donald Trump. Já um senador republicano não votou.

O texto, porém, precisa ser novamente aprovado pelos senadores e deve passar ainda pela Câmara dos Representantes dos EUA, com maioria de republicanos. A resolução ainda precisaria vencer um provável veto do presidente Donald Trump para entrar em vigor.

Ao justificar a resolução, o senador democrata Kaine disse que apoia o sequestro do presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, mas defendeu que novas ações tenham autorização legislativa.

“As declarações do presidente de que os EUA governarão a Venezuela por anos deixam claro: seus planos vão muito além de Maduro. Isso significa que o Congresso precisa se manifestar”, destacou Kaine antes da votação.

A oposição argumenta que a invasão da Venezuela foi ilegal uma vez que a Constituição dos EUA exige aprovação do Parlamento para declaração de guerras.

A senadora republicana Susan Collins disse que, apesar de apoiar a captura de Maduro, ela deseja afirmar o poder do Parlamento de autorizar ou limitar qualquer futura atividade militar na Venezuela.

“Não apoio o envio de mais forças americanas ou qualquer envolvimento militar de longo prazo na Venezuela ou na Groenlândia sem autorização específica do Congresso. A resolução que apoiei hoje não inclui nenhuma menção à operação de retirada. Em vez disso, reafirma a capacidade do Congresso de autorizar ou limitar qualquer atividade militar prolongada futura na Venezuela”, disse a parlamentar em comunicado oficial.

Ao ser questionado sobre o tema após a invasão da Venezuela, o secretário do Departamento de Estado dos EUA, Marco Rubio, havia argumentando que a invasão não seria uma guerra, mas apenas a prisão de duas pessoas. Na ação, Maduro e sua esposa, Cilia Flores, foram sequestrados por militares estadunidenses.

Trump reage

Ao comentarm  em uma rede social,  aprovação da resolução, o presidente dos EUA disse que os republicanos deveriam se envergonhar dos senadores que votaram com os democratas para privar o poder de “lutar e defender os EUA”. Trump disse que esses parlamentares “jamais deveriam ser eleitos novamente”.

“Essa votação prejudica gravemente a autodefesa e a segurança nacional americanas, impedindo a autoridade do presidente como comandante-em-chefe. De qualquer forma, e apesar da ‘estupidez’ deles, a Lei dos Poderes de Guerra é inconstitucional, violando totalmente o Artigo II da Constituição, como todos os presidentes e seus respectivos Departamentos de Justiça já determinaram antes de mim”, disse.



Fonte: Agência Brasil

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Internacional

Macron diz que vai votar contra acordo entre União Europeia e Mercosul

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O presidente francês Emmanuel Macron declarou em suas redes sociais nesta quinta-feira (8) que votará contra a assinatura do acordo de livre comércio entre União Europeia e Mercosul.

“A França decidiu votar contra a assinatura do acordo entre a União Europeia e os países do Mercosul”, escreveu o político. E continuou: “A França apoia o comércio internacional, mas o acordo EU-Mercosul está desatualizado, negociado por muito tempo em termos obsoletos [mandato de 1999]. Embora a diversificação comercial seja necessária, os benefícios econômicos do acordo EU-Mercosul serão limitados para o crescimento francês e europeu”.

A França se opõe ao acordo há bastante tempo. O governo local sofre uma forte pressão, principalmente dos agricultores franceses, que rejeitam totalmente a parceria com o bloco sul-americano, temendo a concorrência.

Macron levará sua decisão à reunião de Conselho da União Europeia, que acontece nesta sexta (9), em Bruxelas.

Além da França, Irlanda, Polônia e Hungria também são contra o acordo. Alemanha e Espanha são favoráveis à assinatura. A Itália ainda não se definiu, mas indicou que deve apoiar.

A assinatura do documento pode ocorrer na próxima semana.



Fonte: Agência Brasil

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