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Internacional

Saiba como foi operação que matou El Mencho, chefe de cartel no México

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A localização de uma pessoa de confiança de uma das namoradas do narcotraficante Nemesio Oseguera Cervantes, conhecido como El Mencho, foi o que permitiu às autoridades do México realizarem uma operação para prender o criminoso. El Mencho é líder de um dos principais cartéis de drogas do país, procurado internacionalmente. 

Com informações adicionais dos serviços de inteligência dos Estados Unidos (EUA), os militares mexicanos localizaram o criminoso em um povoado do estado de Jalisco, onde ele construiu seu império de drogas por meio do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG).  

El Mencho foi morto durante uma operação, no domingo (22), e sua morte provocou terror país, com represálias que deixaram dezenas de mortos, vias bloqueadas, automóveis incendiados, prédios públicos e comerciais atacados, além de emboscadas contra autoridades.

Após a onda de violência, o México amanheceu, nesta segunda-feira (23), sem mais distúrbios ou bloqueios de vias públicas, segundo informou a presidenta Cláudia Sheinbaum, que garantiu que o país estaria “em paz”, em coletiva de imprensa.  


A burnt bus stands as members of the National Guard stand at the site on the highway connecting Mexico City with the state of Puebla, following roadblocks and arson attacks carried out by members of organized crime in several states after a military operation in which a government source said Mexican drug lord Nemesio Oseguera, known as
A burnt bus stands as members of the National Guard stand at the site on the highway connecting Mexico City with the state of Puebla, following roadblocks and arson attacks carried out by members of organized crime in several states after a military operation in which a government source said Mexican drug lord Nemesio Oseguera, known as

Ônibus queimado, enquanto membros da Guarda Nacional patrulham rodovias no México, neste domingo. País viveu um dia de distúrbios após a morte do traficante El Mencho, do Cartel Jalisco Nueva Generación (CJNG) – REUTERS/Paola Garcia – Proibido reprodução

“Nossos pêsames às famílias dos militares que perderam suas vidas ontem. E nosso mais profundo respeito. O povo do México deve se orgulhar muito de nossas Forças Armadas e de nosso gabinete de segurança.”  

Ontem, o México registrou 252 bloqueios em 20 dos 31 estados do país. Os ataques causaram a morte de 27 agentes do estado, além de 30 suspeitos de participarem das ações violentas a mando do cartel CJNG, segundo o Gabinete de Segurança da presidência do México. De acordo com as autoridades, o cartel ofereceu 20 mil pesos por militar assassinado.

O Cartel de Jalisco é relativamente novo, tendo se expandido a partir dos anos 2010. Ele se consolida como uma das organizações mais poderosas do México, segundo informou a advogada especialista em políticas sobre drogas, Gabriela de Luca.

“Seu principal rival tem sido o Cartel de Sinaloa, com quem disputa rotas internacionais, corredores logísticos e territórios em diversos estados — uma rivalidade amplamente apontada como um dos fatores centrais da violência recente no país”, disse a especialista.


A member of the Mexican Navy K9 unit patrols Benito Juarez International Airport after authorities reinforced security following roadblocks and arson attacks carried out by organized crime in several states, after a military operation in which a government source said Mexican drug lord Nemesio Oseguera, known as “El Mencho,” was killed in Jalisco state, in Mexico City, Mexico, February 22, 2026. REUTERS/Luis Cortes
A member of the Mexican Navy K9 unit patrols Benito Juarez International Airport after authorities reinforced security following roadblocks and arson attacks carried out by organized crime in several states, after a military operation in which a government source said Mexican drug lord Nemesio Oseguera, known as “El Mencho,” was killed in Jalisco state, in Mexico City, Mexico, February 22, 2026. REUTERS/Luis Cortes

Forças armadas mexicana patrulham o Aeroporto Internacional Benito Juarez, depois que a morte do narcotraficante líder do cartel de Jalisco, provocou tumultuo por todo país, no domingo – REUTERS/Luis Cortes – Proibido reprodução

A operação

O serviço de inteligência do país conseguiu interceptar uma pessoa de confiança de uma das “parceiras” do narcotraficante, informou o secretário de Defesa Nacional da presidência, o general Ricardo Trevilla.

“Em 20 de fevereiro, por meio de operações da Inteligência Militar Central, um associado de confiança de uma das parceiras amorosas de El Mencho foi localizado. Ele a levou a uma instalação na cidade de Tapalpa, em Jalisco”, disse Trevilla.  

Essa suposta namorada do traficante teria se reunido com El Mencho nesse imóvel no sábado (21), onde ele estaria com seu círculo pessoal mais próximo. No domingo, foi realizada a operação para prendê-lo.

Foram mobilizados agentes de forças especiais do Exército, da Aeronáutica e da Guarda Nacional do México. A operação contou com seis helicópteros e aviões modelo Texan. Ao se ver cercada por militares, a segurança pessoal de El Mencho abriu fogo, permitindo a fuga do narcotraficante.

“Mencho fugiu, deixando para trás um grupo com grande quantidade de armas; foi um ataque verdadeiramente violento perpetrado por um grupo do crime organizado. E os militares das Forças Especiais repeliram o ataque”, disse o general.

Os suspeitos estariam com armas pesadas, entre elas, sete fuzis, granadas e dois lançadores de foguetes. El Mencho e alguns seguranças conseguiram escapar da emboscada para uma área arborizada próxima.


Mexico's Defense Minister Ricardo Trevilla Trejo speaks during a press conference about the wave of violence in Mexico, following the killing of Mexican drug lord Nemesio Oseguera, known as 'El Mencho', in a military operation on Sunday, at Palacio Nacional, in Mexico City, Mexico, February 23, 2026. REUTERS/Raquel Cunha
Mexico's Defense Minister Ricardo Trevilla Trejo speaks during a press conference about the wave of violence in Mexico, following the killing of Mexican drug lord Nemesio Oseguera, known as 'El Mencho', in a military operation on Sunday, at Palacio Nacional, in Mexico City, Mexico, February 23, 2026. REUTERS/Raquel Cunha

Ministra da Defesa do México, general Ricardo Trevilla, em coletiva de imprensa sobre a onda de violência deste final de semana, no México – REUTERS/Raquel Cunha – Proibido reprodução

Os militares estabeleceram um perímetro na região e localizaram El Mencho escondido em área de vegetação rasteira, ainda com vida.

Novamente, seus guarda-costas teriam aberto fogo contra os militares. Durante esse segundo tiroteio, um helicóptero do Estado precisou realizar pouso de emergência após ser atingido por um projétil de arma de fogo.

Ainda segundo relato do general mexicano, as forças especiais teriam repelido essa segunda agressão, deixando El Mencho gravemente ferido junto com dois de seus guarda-costas.

“Assim que a situação foi controlada, a equipe médica militar chegou ao local onde Mencho e sua equipe de segurança estavam. Todos os feridos estavam em estado crítico. Um helicóptero foi solicitado para pousar e transportá-los para um centro médico em Jalisco. Mencho, seus dois guarda-costas e o oficial ferido foram transportados. Infelizmente, ele faleceu durante o transporte”, completou Trevilla.

As duas trocas de tiros teriam causado a morte de 15 pessoas suspeitas de participarem do Cartel de Jalisco. Ao todo, três militares mexicanos ficaram feridos.

Para o general mexicano Trevilla, a operação demonstrou “a fortaleza do Estado mexicano”.

Desde 2016, El Mencho está na lista de fugitivos mais procurados pelos EUA. O vizinho do Norte oferecia US$ 15 milhões por informações pela sua captura. No México, informações que levassem à prisão do narcotraficante valiam recompensa de 30 milhões de pesos.

Parceria dos EUA

A porta-voz da Casa Branca, Karoline Leavitt, comentou a operação que levou à morte do narcotraficante, destacando o papel de Washington que encontrou o líder do cartel, que é classificado como organização terrorista pelo governo Trump:

“El Mencho era um alvo prioritário para os governos mexicano e americano, sendo um dos principais traficantes de fentanil para o país. O governo Trump também elogia e agradece às Forças Armadas mexicanas pela cooperação e pelo sucesso na execução desta operação”, disse a funcionária da Casa Branca em uma rede social.

Ao falar sobre a participação dos EUA na operação, a presidente do México Cláudia Shanbaum enfatizou que ela foi limitada à troca de informações.

“Todas as operações são conduzidas por forças federais. Não há participação de forças americanas na operação. O que existe é uma grande troca de informações.”

O general Trevilla acrescentou que a primeira parte da informação, do círculo próximo de uma das parceiras de El Mencho, foi um trabalho da inteligência do México.  

“Havia, insisto, muitas informações adicionais muito importantes que os EUA nos forneceram, mas tudo isso, uma vez integrado e minuciosamente analisado, nos permitiu identificar a localização exata. Mas as informações iniciais sobre o parceiro romântico e seu círculo íntimo, e assim por diante, são produto da inteligência coletada por militares [do México]”, completou.
 


Brasília 23/02/2026 - Narcotraficante mexicano
Brasília 23/02/2026 - Narcotraficante mexicano

Narcotraficante líder do Cartel de Jalisco El Mencho foi morto em operação militar, no domingo – @qtf/X

Cartel de Jalisco

A especialista em políticas sobre drogas Gabriela de Luca acrescentou à Agência Brasil que o Cartel de Jalisco tem grande capacidade armada, controle de rotas estratégicas do comércio de drogas e protagonismo na produção e exportação de drogas sintéticas.

Para a especialista, a morte de El Mencho pode produzir, no curto prazo, instabilidade e ações para sinalizar continuidade operacional. No médio prazo, um dos riscos “mais sensíveis é o de disputas sucessórias ou fragmentações internas, dinâmicas que, em experiências anteriores, estiveram associadas ao aumento da violência local”.

Gabriela pondera que, para o tráfico de drogas, o efeito mais provável não é uma retração imediata do fluxo, mas uma reconfiguração no poder dos cartéis.

“Possivelmente o próprio [Cartel de] Sinaloa, entre outros — podem tentar ocupar rotas e territórios, redistribuindo forças no mercado ilícito”, concluiu.

 



Fonte: Agência Brasil

Internacional

Irã ameaça romper cessar-fogo após ataques de Israel contra o Líbano

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O Irã ameaça romper o cessar-fogo e retaliar Israel em resposta aos sucessivos bombardeios realizados contra o Líbano nesta quarta-feira (8). Fontes do governo iraniano informaram às agências de notícias do país persa que Teerã estuda retomar os ataques devido ao rompimento do acordo por parte de Israel. 

“O Irã pode se levantar em uma ofensiva de defesa em grande escala a qualquer momento, já que o regime israelense está recorrendo à violação de um cessar-fogo frágil e temporário, alertou um alto funcionário da segurança”, disse a mídia estatal iraniana Press TV.

O alto funcionário pediu que os países mediadores intervenham. O Irã exige que o cessar-fogo envolva todas as frentes de batalha, incluindo o Líbano e a Faixa de Gaza, alvos de bombardeios israelenses nos últimos 40 dias de guerra no Oriente Médio.

Em rede social, o porta-voz da Comissão de Segurança Nacional do Parlamento iraniano, Ebrahim Rezaei, defendeu a suspensão do cessar-fogo e o fechamento do Estreito de Ormuz.

“Em resposta à invasão selvagem dos sionistas ao Líbano, agora mesmo deve-se parar o tráfego de navios no Estreito de Ormuz. Os libaneses deram suas vidas por nós, e não devemos deixá-los sozinhos nem por um momento. Cessar-fogo ou em todas as frentes ou em nenhuma frente”, disse.

Em comunicado divulgado pela mídia iraniana, as Forças Armadas do país informaram que manterão controle “inteligente” sobre o Estreito de Ormuz, por onde passam 20% do petróleo e gás mundial, sem especificar como seria esse controle.

A reabertura do Estreito de Ormuz por duas semanas foi uma das condições para o cessar-fogo entre os Estados Unidos (EUA) e o Irã.

Israel ataca Líbano

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse que apoia o acordo costurado entre os EUA e o Irã, mas acrescentou que o Líbano ficaria fora do cessar-fogo. As Forças de Defesa de Israel (FDI) informaram ter bombardeado 100 alvos em dez minutos no sul do Líbano e Beirute.

O Ministério da Saúde do Líbano informou que, em contagem preliminar, os ataques de hoje causaram “dezenas de mortes e centenas de feridos”.

Vídeos de prédios destruídos no centro da capital libanesa circulam nos veículos do país vizinho. O Hezbollah pediu aos moradores deslocados pela guerra que não retornem às suas residências até que o cessar-fogo seja oficialmente decretado no Líbano.

O primeiro-ministro do Líbano, Nawaf Salam, lamentou os ataques de Israel contra bairros residenciais e densamente povoados.

“[Israel não se importa] com todos os esforços regionais e internacionais para deter a guerra, não obstante o desprezo total pelos princípios do direito internacional e do direito internacional humanitário, que nunca respeitou de fato”, escreveu em uma rede social.

O primeiro-ministro do Paquistão, Shehbaz Sharif, que mediou o frágil cessar-fogo entre o Irã e os EUA, afirmou que a violação do acordo compromete o processo de paz.

“Eu apelo sinceramente e com toda a seriedade a todas as partes para que exerçam moderação e respeitem o cessar-fogo por duas semanas, conforme acordado, para que a diplomacia possa assumir um papel de liderança rumo a uma solução pacífica para o conflito”, afirmou em mensagem nas redes sociais.

Até ontem, o Ministério da Saúde do Líbano calculava que a atual fase do conflito, iniciada no dia 2 de março, matou mais de 1,5 mil pessoas, ferindo mais 4,8 mil.

Israel ainda bombardeou 93 unidades de saúde libanesas e 57 profissionais de saúde foram assassinados. Mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas de suas residências no período.



Fonte: Agência Brasil

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Israel mantém bombardeios no Líbano após cessar-fogo

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A Força de Defesa de Israel (FDI) segue atacando o Líbano, incluindo a capital Beirute, nesta quarta-feira (8), mesmo após o acordo de cessar-fogo de duas semanas anunciado pelo Irã e os Estados Unidos (EUA).

A ofensiva de Israel contra o Líbano pode atrapalhar as negociações entre Teerã e Washington, marcadas para começar na próxima sexta-feira (10) em Islamabad, no Paquistão. Isso porque o Irã incluiu, entre os dez pontos para negociações, o fim da guerra em todas as frentes no Oriente Médio, incluindo o Líbano e a Faixa de Gaza.

Nesta manhã, Israel informou que fez “o maior ataque” em todo o Líbano desde o dia 2 de março atingindo mais de 100 alvos.

“Há pouco tempo, as Forças de Defesa de Israel concluíram ampla onda de ataques contra centros de comando e instalações militares do Hezbollah em Beirute, Beqaa e no sul do Líbano”, disse a FDI.

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A Agência Nacional de Notícias do Líbano informou que foram realizados diversos ataques em várias partes do país, especialmente no Sul.

“Um drone israelense atingiu um veículo em Qasmiyeh, com relatos de feridos, enquanto outro ataque de drone atingiu uma motocicleta em Kfardounin, também causando ferimentos. Aviões de guerra também realizaram um ataque à cidade de Sawaneh, no distrito de Marjayoun”, comunicou o veículo oficial do governo libanês.

O Ministério da Saúde do Líbano calcula que a atual fase do conflito, iniciada no dia 2 de março, matou mais de 1,5 mil pessoas, ferindo mais 4,8 mil. Israel ainda bombardeou 93 unidades de saúde libanesas e 57 profissionais de saúde foram assassinados. Mais de 1 milhão de pessoas foram deslocadas de suas residências no período.


Emergency responders work at the site of an Israeli strike, in Al-Mazraa in Beirut, Lebanon, April 8, 2026. REUTERS/Yara Nardi
Emergency responders work at the site of an Israeli strike, in Al-Mazraa in Beirut, Lebanon, April 8, 2026. REUTERS/Yara Nardi

Ataque israelense em Beirute, no Líbano – Foto REUTERS/Yara Nardi/proibida reprodução

Israel quer ocupar território libanês

O Chefe do Estado-Maior, tenente-general Eyal Zamir, comunicou que Israel continuará atacando o Hezbollah. “Aproveitaremos todas as oportunidades operacionais. Não comprometeremos a segurança dos moradores do norte de Israel. Continuaremos atacando com determinação”, disse.

Israel prometeu ocupar o território do Líbano até o Rio Litani, a cerca de 30 quilômetros da atual fronteira entre os dois países, levando a denúncias de possível anexação definitiva do território, assim como Tel Aviv fez com as Colinas de Golã, da Síria.

Ocupado durante a guerra de 1967 por Israel, o território sírio foi, posteriormente, anexado por aprovação no Parlamento em Tel Aviv. Atualmente, a anexação é reconhecida pelo governo de Donald Trump, mas rejeitada pela maior parte da comunidade internacional.

Analistas consultados pela Agência Brasil informaram que o Hezbollah parece ter conseguido barrar o avanço do Exército de Israel com inúmeros ataques com drones e mísseis. O grupo chegou a anunciar que mais de 100 tanques israelenses foram destruídos.

Hezbollah

Em comunicado divulgado nesta quarta-feira, o grupo libanês Hezbollah pediu que os habitantes das áreas despovoadas pela guerra não retornem imediatamente aos seus bairros e vilas antes do anúncio definitivo do cessar-fogo no Líbano.

“Este inimigo traiçoeiro e bárbaro, procurando escapar à imagem da sua derrota, poderá recorrer a tentativas traiçoeiras para criar a falsa impressão de ter alcançado uma vitória que não conseguiu obter no campo de batalha”, diz o comunicado.

O Hezbollah não tem reivindicado mais ataques contra as forças israelenses desde o anúncio do cessar-fogo entre o Irã e os Estados Unidos.

Entenda

Os bombardeios de Israel contra o Líbano foram intensificados com o início da guerra no Irã, depois que o Hezbollah voltou a promover ataques contra Israel, no dia 2 de março. 

O Hezbollah alegou agir em retaliação aos ataques de Israel contra o Líbano nos últimos meses e em resposta ao assassinato do líder supremo do Irã, Ali Khamenei.

O conflito entre Israel e o Hezbollah remonta à década de 1980, quando a milícia xiita foi criada em reação à invasão e ocupação de Israel no Líbano para perseguição dos grupos palestinos que buscavam refúgio no país vizinho.

Em 2000, o Hezbollah conseguiu expulsar os israelenses do país. Ao longo dos anos, o grupo se torna um partido político com assentos no Parlamento e participação nos governos.

A atual fase do conflito entre Israel e o Hezbollah tem relação com a destruição da Faixa de Gaza a partir de 2023. O Hezbollah passou a lançar foguetes contra o norte de Israel em solidariedade aos palestinos e para desgastar a defesa israelense.

Em novembro de 2024, foi costurado um acordo de cessar fogo entre o grupo xiita e o governo do primeiro-ministro Benjamin Netanyahu, depois que Israel conseguiu matar lideranças do Hezbollah.

Porém, Israel seguiu com ataques e bombardeios periódicos contra o Líbano, alegando atingir infraestrutura do Hezbollah, que evitava reagir até o início da guerra no Irã.

O Líbano ainda foi atacado pelo governo de Israel em 2006, 2009 e 2011.



Fonte: Agência Brasil

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Trump recua e aceita suspender ataques ao Irã por duas semanas

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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, disse nesta terça-feira (7) que concordou em “suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”. Não há uma posição oficial do Irã até o momento sobre cessar-fogo. 

Trump disse que conversou com líderes do Paquistão, que apresentou uma proposta de cessar-fogo de duas semanas na guerra contra o Irã.

“Com base em conversas com o primeiro-ministro Shehbaz Sharif e o marechal de campo Asim Munir, do Paquistão, e nas quais eles solicitaram que eu suspendesse a força destrutiva sendo enviada esta noite para o Irã, e sujeito à República Islâmica do Irã concordar com a ABERTURA COMPLETA, IMEDIATA e SEGURA do Estreito de Ormuz, eu concordo em suspender o bombardeio e o ataque ao Irã por um período de duas semanas”, escreveu Trump nas mídias sociais.

“Esse será um CESSAR-FOGO de mão dupla”, disse Trump.

Segundo Trump, uma proposta de 10 pontos foi apresentada para um acordo e que “acredita que é uma base viável para negociar”.

Ameaça 

Mais cedo, Trump ameaçou acabar com “uma civilização inteira” hoje caso os iranianos não reabrissem o Estreito de Ormuz.

“Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada”, anunciou, em mais uma ameaça de genocídio contra o Irã.

Questionado nessa segunda-feira (6) por um jornalista nos jardins da Casa Branca sobre a ameaça ser um crime de guerra, o presidente Donald Trump ignorou a pergunta.

Convenções internacionais, como a Convenção de Genebra ou a Convenção sobre Prevenção do Genocídio, proíbem o ataque contra infraestruturas civis ou ações que causem danos a civis, exigindo que os Estados usem ainda a proporcionalidade em suas ações militares.

Estima-se que a civilização persa, da qual o Irã é herdeiro, tenha entre 2,5 mil e 3 mil anos de história, com inúmeras contribuições culturais, filosóficas e científicas deixadas para toda a humanidade.

* Com informações da Reuters



Fonte: Agência Brasil

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