Connect with us

Brasil

Saiba se a fertilização in vitro permite escolher sexo do bebê

Published

on


Especialista esclarece questões envolvendo as características biológicas do embrião

A escolha do sexo do bebê só é permitida para evitar doenças genéticas A escolha do sexo do bebê só é permitida para evitar doenças genéticas Imagem: urbanbuzz | Shutterstock

Recentemente, Graciele Lacerda, esposa de Zezé Di Camargo, afirmou que teve a chance de escolher o sexo do bebê após engravidar por fertilização in vitro (FIV). “Meu médico sabe o sexo do bebê. Quando fazemos FIV, já sabemos o sexo. Ele até perguntou se eu queria escolher”, disse.

No entanto, segundo o Conselho Federal de Medicina (CFM), as técnicas de reprodução assistida não podem ser usadas para selecionar o sexo ou qualquer outra característica biológica da criança, exceto para evitar doenças no descendente.

“Portanto, a escolha do sexo só pode acontecer em casos de doenças relacionadas ao cromossomo sexual (X ou Y), como alguns casos de daltonismo, hemofilia, distrofia muscular ou de aneuploidias (alterações cromossômicas) de cromossomos sexuais”, explica a especialista em Reprodução Humana Paula Marin.

Revelação do sexo do embrião na FIV

Para que o sexo do embrião seja revelado, um exame diagnóstico tem que ser realizado, a biópsia embrionária, indicada para pesquisa de aneuploidias ou outras doenças genéticas, quando uma fertilização in vitro (FIV) é realizada.

“É o resultado desse exame que traz a informação da análise dos cromossomos sexuais, realizada através do teste genético pré-implantacional, e revela o sexo do embrião. Esse resultado pode dar margem para uma eventual escolha de sexo, ainda que esse não seja o objetivo inicial do paciente que se submete ao tratamento”, diz Paula Marin.

Mas, na prática, isso não pode acontecer. A resolução do Conselho Federal de Medicina nº 2.294, publicada no dia 15/06/21, é bem clara e termina com as dúvidas. No laudo da avaliação genética do embrião, realizada para reduzir o risco de aborto e falhas de implantação no tratamento de FIV, só é permitido informar se o embrião é masculino ou feminino em casos de doenças ligadas ao sexo ou de aneuploidias (alterações cromossômicas) de cromossomos sexuais.

A biópsia embrionária é indicada em casos de riscos genéticos, idade materna avançada e abortamentos de repetição Imagem: DAntes Design | Shutterstock

Quando é indicada a biópsia do embrião?

Não são todos os casos de FIV que demandam esse exame, ou seja, ele não se trata de uma etapa obrigatória do tratamento. Geralmente, a biópsia embrionária é realizada quando se tem um risco maior de aneuploidias (trissomias e monossomias), doenças genéticas na família, casos de idade materna avançada (maior de 40 anos), alterações de cariótipo materno ou paterno (que podem ser a causa dos abortamentos espontâneos) e abortamentos de repetição.

Segundo a Dra. Paula Marin, esse exame tem sido cada vez mais usado, mesmo em casos de mulheres mais jovens, com a ideia da seleção do melhor embrião a ser implantado e assim redução do tempo para atingir a gestação, e para afastar o risco de gravidez com trissomias, como a Síndrome de Down (trissomia do cromossomo 21).

Como funciona a biópsia embrionária?

A biópsia embrionária envolve a retirada de cerca de 5 a 10 células desse embrião no seu quinto ou sexto dia de evolução, na fase de blastocisto. Essas células são enviadas para análise genética e, desse modo, sabemos o número de cromossomos naquele embrião e se o embrião é XX (sexo feminino) ou XY (sexo masculino).

“Assim, mesmo sem poder escolher o sexo do embrião, o casal que opta pela biópsia embrionária, como parte integrante do tratamento da FIV, vai ficar sabendo o sexo do embrião. E, apesar de a escolha do embrião a ser transferido idealmente ter que ser feita pelo médico de acordo com as características do embrião (escolhendo geralmente primeiro aquele de melhores chances de implantação pela morfologia ou melhor pontuação na incubadora), é inegável que o fato do sexo ser revelado no exame pode influenciar essa escolha”, afirma Paula Marin.

Por Débora da Mata





Fonte: Terra

Brasil

Professora sofre ferimentos durante ataque a uma escola em Suzano

Published

on


Uma professora foi ferida no começo da tarde desta terça-feira (7) na Escola Municipal de Ensino Fundamental Professora Ignez de Castro Almeida Mayer, na cidade de Suzano (SP), após atuar para impedir o acesso de um jovem de 18 anos a uma sala de aula. A EMEF atende o ensino fundamental I, com salas do primeiro até o quinto ano.

O agressor pulou o muro da escola às 13h27. Cerca de um minuto depois uma agente escolar acionou um aplicativo de alerta, do tipo botão do pânico. A Polícia Militar chegou ao local às 13h32, quatro minutos após o acionamento, sendo seguida pelo apoio da Guarda Civil Municipal (GCM). O suspeito foi contido rapidamente pelo agente de Segurança Escolar, evitando consequências mais graves.

Apesar da resposta rápida o agressor conseguiu ferir uma professora, não identifica pela escola. A docente bloqueou sua entrada em uma sala de aula segurando uma porta e sofreu ferimentos na mão. A prefeitura informou que ela foi socorrida ao Hospital Santa Maria e está em estado de saúde estável.

O agressor foi encontrado ferido pela polícia e levado pelo SAMU para atendimento. De acordo com a prefeitura seus ferimentos foram auto infligidos. Não há informações sobre a motivação dos ataques.

“Como medida preventiva, os alunos foram dispensados com segurança, e todas as famílias estão sendo devidamente informadas. Ressalta-se que todos os protocolos de segurança foram seguidos, incluindo o fechamento imediato das salas e o acionamento das autoridades”, complementou a secretaria de comunicação do município, que está disponibilizando equipes de saúde mental para o acolhimento e atendimento dos profissionais da escola, além de reforçar o suporte à comunidade escolar.

A ocorrência está em registro pela Polícia Civil. O botão de pânico é uma ferramenta municipal, integrada com os plantões da polícia e da guarda civil na cidade, medida adotada e aprimorada após o ataque extenso contra a Escola Estadual Raul Brazil, no município, em 2019.

 




Fonte: Agência Brasil

Continue Reading

Brasil

MEC abre as adesões de governos à PND e divulga calendário de 2026

Published

on


O Ministério da Educação (MEC) abriu o período de abril a maio para novas adesões voluntárias à Prova Nacional Docente (PND) pelas redes públicas de ensino (municipais, estaduais e distrital) para a edição de 2026.

Os governos municipais e estaduais que tiverem interesse em usar a nota obtida pelos candidatos no exame, em seus próprios processos seletivos de professores, já podem aderir à PND diretamente no Sistema Integrado de Monitoramento Execução e Controle (Simec), do MEC.

O acesso ao sistema é realizado com login e senha da plataforma Gov.br do dirigente local e sua equipe técnica. Este processo formaliza a adesão à prova nacional com o Ministério da Educação. 

A data final exata para adesão ainda será divulgada pelo MEC.

A prova tem o objetivo de facilitar a contratação para o magistério da educação básica pelas prefeituras e governos estaduais. Isto porque a nota alcançada pelo participante da PND poderá ser usada como etapa única ou complementar de concursos públicos locais ou processos seletivos simplificados para admissão de professores.

>>> Confira o tutorial com o passo a passo, desde o acesso ao sistema Simec e até o preenchimento do termo de adesão à Prova Nacional Docente (PND) do MEC.

>> Siga o canal da Agência Brasil no WhatsApp

Adesões anteriores

O governo federal também dispensou de assinar novos termos de adesão com o Ministério da Educação (MEC) as redes municipais, estaduais e do Distrito Federal que já formalizaram a adesão à PND em 2025.

No entanto, os secretários de educação ou dirigentes municipais cadastrados destas localidades deverão manifestar o interesse em usar novamente a nota da PND, por meio do mesmo sistema oficial.

As regras foram estabelecidas na portaria do MEC  publicada nesta segunda-feira (6).

No ano passado, 1.508 municípios e 22 estados aderiram à PND e, agora, não precisam de um novo contrato.

Pela nova norma, a adesão feita a partir de 2025 será por prazo indeterminado e poderá ser cancelada se o gestor local de educação desejar. A solicitação de cancelamento também deverá ser via Simec.

Cronograma geral

O Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep) também divulgou, nesta segunda-feira (6), o calendário geral da PND neste ano. Os prazos oficiais ainda serão estabelecidos pelo governo federal.

A PND é a mesma avaliação teórica do Exame Nacional de Desempenho dos Estudantes (Enade) das Licenciaturas.

Após o período de novas adesões de gestores das secretarias de educação de estados e municípios e também da renovação de interesse por aqueles entes federados que aderiram à PND em 2025, Ministério da Educação deverá publicar – no Diário Oficial da União e em sua página eletrônica – a lista dos que aderiram à prova.

A previsão é até junho. Anualmente, essa divulgação ocorre antes do período de inscrições dos participantes na PND. Em 2026, o período de inscrição dos candidatos será de 15 a 26 junho.

A prova chamada de Enem dos Professores será realizada em 20 de setembro, conforme o calendário do Enade das Licenciaturas.

Os resultados finais da PND 2026 serão conhecidos em dezembro. 

Enem dos Professores

O exame chamado de “Enem dos Professores” é realizado anualmente pelo Ministério da Educação (MEC) em parceria com o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep). A aplicação é descentralizada em todas as 27 unidades da federação.

A PND não gera um banco de candidatos para a rede de ensino, não é possível fazer uma consulta geral dos inscritos na PND ou obter uma lista de participantes.

A prova nacional não substitui o processo de seleção da rede de ensino, que deverá publicar edital próprio, com vagas, cargos, prazos e critérios de ingresso. 

A rede só acessa as notas quando informa os números do Cadastro de Pessoa Física (CPF) dos candidatos.

Os resultados de cada edição do exame têm validade de três anos.

 



Fonte: Agência Brasil

Continue Reading

Brasil

Unifesp inicia atividades de centro de diagnóstico molecular

Published

on


A Unifesp iniciou neste mês de abril a operação do Laboratório Interdisciplinar de Multiômica Espacial, com atuação voltada para o diagnóstico do câncer e apoio a pesquisas envolvendo oncologia, imunologia e neurociências, por meio de análise de tecidos humanos.

Utilizando uma plataforma de análise multiômica, que consiste em um equipamento composto de dois módulos, chamados GeoMx e nCounter, o equipamento permite entender o funcionamento das estruturas moleculares dos tecidos. Dessa forma é possível observar a amostra de um tecido com câncer e entender alterações no DNA das células, mesmo se for considerado um “pedaço” muito pequeno.

“É um avanço considerável na capacidade de avaliação de um câncer. O diagnóstico passa a ser pessoal, avaliando estruturas presentes em cada paciente, de forma rápida e detalhada. Isso permite uma resposta terapêutica que também é pessoal”, explica a professora Soraya Smaili, do Departamento de Farmacologia da Escola Paulista de Medicina da Unifesp. 

O laboratório se torna o primeiro centro avançado de pesquisa e diagnóstico molecular público no país, trabalhando de maneira integrada. Inicialmente são 27 projetos de pesquisa atuando com os equipamentos, o que permite treinamento avançado em pesquisa e avanços consistentes em projetos. Neste primeiro momento, serão atendidos pesquisadores da própria Unifesp, da USP, da Santa Casa de São Paulo, do Icesp e dos hospitais São Camilo e A.C. Camargo, instituições privadas de ponta da capital.

O grande diferencial desse centro é a oferta de tecnologia avançada que, atualmente, ainda não está disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) para o diagnóstico de câncer, focando na avaliação de marcadores genômicos específicos. Com isso é possível atuar em mapeamento específico de pequenas variações, por exemplo, em células sanguíneas, o que acelera o entendimento sobre a doença.

Um paciente com histórico de câncer agressivo na família pode, por exemplo, iniciar o tratamento muito antes da possibilidade da coleta de uma biópsia, aumentando a possibilidade de sucesso contra cânceres raros e de evolução rápida, como os de pâncreas e pulmão por exemplo. “Além disso, aumenta consideravelmente as chances de cura e a sobrevida dos indivíduos diagnosticados, ao mesmo tempo em que reduz as probabilidades de desenvolvimento de metástases e outras complicações graves decorrentes da patologia”, explica Janete Cerruti, pesquisadora e professora da Unifesp e uma das coordenadoras do projeto.

”Sem dúvida, a maior conquista de todo esse esforço será a instalação e o funcionamento pleno do laboratório, que, esperamos, se torne um centro de referência em pesquisa aliada ao diagnóstico genômico e molecular”, complementa Smaili. 

Marcadores específicos 

Segundo as pesquisadoras, enquanto o diagnóstico convencional de câncer é feito por meio de exames clínicos, complementados por uma biópsia do tumor para avaliação por um médico patologista, o teste genômico adota uma abordagem mais detalhada e procura biomarcadores moleculares específicos para cada tipo de câncer, como a presença dos genes BRCA1/BRCA2, cruciais para o câncer de mama, ou mutações no gene BRAF, associadas ao câncer de pele. Essas pistas indicam se há alteração e qual a condição de desenvolvimento, mostrando por exemplo se há células em metástase.

O laboratório é financiado pela Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), com investimento inicial de R$ 5 milhões, e busca convênio com o Sistema Único de Saúde (SUS), o que permitirá atendimento direto à rede pública de saúde, atuando em sinergia com outros hospitais – a Unifesp já tem papel importante na saúde pública com o Hospital São Paulo, referência no atendimento de alta complexidade na capital. 

A equipe multidisciplinar, coordenada pela professora Soraya Smaili, conta com a colaboração de renomados especialistas como Miriam Galvonas Jasiulionis, Janete Cerutti, Rui Maciel, Michelle Samora, Angela Waitzberg, Lucas Leite, Adolfo G Erustes, bem como diversos pesquisadores que apoiaram a proposta da Fapesp, que já conta com 17 pesquisadores associados.



Fonte: Agência Brasil

Continue Reading

Popular

Copyright © 2024 - Serviços de Construção Notícias - Tá Contratado