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São Paulo é a cidade com a pior qualidade do ar do mundo

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A poluição é resultado da atividade industrial, queimadas e intensa circulação de veículos

Daniel Teixeira/Estadão ConteúdoSão Paulo teve tarde de baixa umidade,
Em São Paulo, a concentração de poluentes no ar chegou ao triplo recomendado pela OMS

São Paulo, a maior metrópole do Brasil e da América Latina, está no centro de uma crise ambiental. A cidade acaba de ser classificada como a de pior qualidade do ar do mundo, ultrapassando cidades historicamente poluídas como Nova Délhi e Pequim. Mas como chegamos a esse ponto? O colapso da qualidade do ar em São Paulo tem múltiplas causas, todas interligadas em uma teia de problemas ambientais, sociais e políticos. O mais visível, e talvez o mais discutido, são as queimadas. A Amazônia e o Pantanal estão em chamas. De acordo com o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), 2024 já ultrapassou 150 mil focos de incêndios florestais no Brasil. Essas queimadas, além de destruir ecossistemas únicos e liberar toneladas de carbono na atmosfera, são responsáveis por uma gigantesca nuvem de fumaça que viaja centenas de quilômetros e chega à capital paulista.

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A capital paulista, com seus mais de 12 milhões de habitantes, já enfrentava há anos uma crescente crise de poluição atmosférica. A frota de veículos movidos a combustíveis fósseis cresce sem controle e as políticas de transporte público e mobilidade urbana ainda são insuficiente. Isso sem mencionar a concentração de indústrias ao redor da metrópole, que continuam a emitir gases nocivos com uma fiscalização ambiental cada vez mais fragilizada. O primeiro impacto sentido é na saúde. A Organização Mundial da Saúde (OMS) recomenda que a concentração de partículas finas no ar (PM2.5) não ultrapasse 10 µg/m³ como média anual. Em São Paulo, esse número tem sido mais que o triplo em muitos dias, chegando a níveis que colocam a população inteira em risco. Essas partículas microscópicas penetram profundamente nos pulmões, podendo causar desde irritações respiratórias até doenças crônicas como bronquite, asma, e câncer de pulmão. Segundo o Ministério da Saúde, a poluição do ar é responsável por mais de 20 mil internações hospitalares somente em 2023. Além disso, estima-se que a exposição prolongada a altos níveis de poluentes possa reduzir a expectativa de vida em até 1,5 ano, especialmente em áreas urbanas mais povoadas como São Paulo.

A degradação da qualidade do ar em São Paulo vai além dos impactos na saúde. Ela tem efeitos profundos na economia.  Estudos da Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) apontam que as perdas econômicas causadas pela poluição do ar podem chegar a 1% do PIB mundial. No Brasil, esse número pode ser ainda maior, considerando as crises de queima de biomassa que elevam os índices de poluição nas cidades. Além disso, com o aumento dos gastos públicos em saúde para tratar doenças relacionadas à poluição, o orçamento de estados e municípios acaba sendo pressionado. Esse é um ciclo vicioso em que a falta de investimentos em prevenção ambiental acaba por gerar maiores custos no futuro.

É evidente que há uma necessidade urgente de políticas públicas mais efetivas para combater essa crise. Investir em tecnologias de monitoramento e controle da poluição, como o uso de satélites para identificar queimadas e detectar fontes de emissões, é uma solução viável e urgente. Mas essa é apenas uma parte do problema. A solução de longo prazo exige uma reestruturação completa do modo como consumimos energia e como tratamos o meio ambiente. O incentivo a veículos elétricos, a adoção de energias renováveis e a criação de um plano de mobilidade urbana sustentável são passos necessários. Mas isso precisa vir acompanhado de uma fiscalização rigorosa contra o desmatamento ilegal e um compromisso real com o cumprimento das metas climáticas. Sem uma abordagem multilateral, tanto em termos de políticas ambientais como de conscientização da população,  quem mora em São Paulo continuará a viver sufocado pela  poluição.

 

*Esse texto não reflete, necessariamente, a opinião da Jovem Pan.





Fonte: Jovem Pan

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ENQUETE – MORNING SHOW – Você toma precauções no trânsito contra assaltos?

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*As enquetes do Grupo de Comunicação Jovem Pan não possuem caráter científico e só refletem a opinião de sua audiência.



Fonte: Jovem Pan

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‘Estamos próximos de uma guerra quase mundial’, alerta papa Francisco

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O pontífice também disse orar ‘para que eles temam o julgamento da consciência, da história e de Deus, e convertam seus olhos e corações, sempre colocando o bem comum em primeiro lugar’

GIUSEPPE LAMI/EFE/EPAPapa Francisco preside Santa Missa da Vigília Pascal na Noite Santa de Páscoa na Basílica de São Pedro
O papa acrescentou que ‘a Europa precisa da Bélgica para levar adiante o caminho da paz e da fraternidade entre os povos que a compõem’

O papa Francisco advertiu nesta sexta-feira (27) que “estamos próximos de uma quase guerra mundial” e espera que “aqueles que governam saibam assumir sua responsabilidade, o risco e a honra da paz”, durante seu discurso a autoridades belgas no Castelo de Laeken, em seu primeiro ato oficial na Bélgica. “Rezo para que os líderes das nações, ao olharem para a Bélgica e sua história, aprendam com ela e, assim, salvem seu povo de catástrofes intermináveis e luto incontável. Rezo para que aqueles que governam saibam assumir sua responsabilidade, o risco e a honra da paz, e saibam afastar o perigo, a ignomínia e o absurdo da guerra”, afirmou.

O pontífice também disse orar “para que eles temam o julgamento da consciência, da história e de Deus, e convertam seus olhos e corações, sempre colocando o bem comum em primeiro lugar”. Diante do rei belga Philippe e da rainha Mathilde e do primeiro-ministro em exercício, Alexander De Croo, com quem se reuniu nesta sexta-feira, o papa desejou que a Bélgica seja “uma ponte, portanto, indispensável para construir a paz e repudiar a guerra”. “Essa é a dimensão da pequena Bélgica. Você entende a necessidade da Europa de se lembrar de sua história, composta de povos e culturas, de catedrais e universidades, das conquistas da engenhosidade humana, mas também de tantas guerras e de um desejo de dominar que às vezes se transformou em colonialismo e exploração”, lembrou.

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O papa acrescentou que “a Europa precisa da Bélgica para levar adiante o caminho da paz e da fraternidade entre os povos que a compõem”, especialmente “se as fronteiras e os tratados começarem a ser desrespeitados, e o direito de criar leis for deixado às armas, subvertendo a lei existente, a caixa de Pandora será aberta e todos os ventos começarão a soprar violentamente, batendo contra a casa e ameaçando destruí-la”. O líder religioso pediu “ações culturais, sociais e políticas constantes e oportunas que sejam corajosas e prudentes e que excluam um futuro no qual a ideia e a prática da guerra, com suas consequências catastróficas, sejam novamente uma opção viável”.

*Com informações da EFE
Publicado por Marcelo Bamonte





Fonte: Jovem Pan

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Corpo de Anic, advogada que desapareceu em Petrópolis, é encontrado concretado em quintal

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Vítima foi encontrada em um muro no quintal da casa de Lourival Correa Netto Fadiga, que trabalhava para a família da vítima e confessou ter cometido o crime

Quase sete meses após o seu desaparecimento, o corpo da advogada Anic de Almeida Peixoto Herdy foi encontrado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na quarta-feira (25) em Petrópolis, na região serrana do Rio. O corpo de Anic foi identificado por meio de exame odontológico, feito por peritos do Instituto Médico Legal do Rio e cujo resultado foi divulgado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (26). Ele estava concretado em um muro no quintal da casa de Lourival Correa Netto Fadiga, que trabalhava para a família da vítima e confessou ter cometido o crime.

Em entrevista à TV Record, a advogada de Fadiga, Flávia Froes, afirmou que a morte de Anic foi planejada em conjunto pelo seu cliente e pelo marido da vítima, Benjamin Cordeiro Herdy, e que o sequestro era uma forma de encobrir o homicídio. O motivo do crime seria uma questão familiar, disse a advogada. A defesa de Benjamin Herdy nega que ele tenha participado do crime e classificou a confissão de Fadiga como “um ato de desespero e crueldade”.

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Anic tinha 54 anos, era advogada, estudante de Psicologia e casada com Benjamin Cordeiro Herdy, de 78 anos, herdeiro de uma família que foi proprietária de um importante grupo educacional no Rio. O casal vivia em Petrópolis, na serra fluminense. Ela foi vista pela última vez em 29 de fevereiro saindo de um shopping de Petrópolis. Câmeras de vigilância do estabelecimento mostraram que ela parou o carro no estacionamento, trocou mensagens por celular e, minutos depois, saiu do centro comercial, atravessando uma rua. No mesmo dia, Benjamin recebeu mensagem no celular informando que Anic havia sido sequestrada. As mensagens, enviadas do próprio celular da advogada, também traziam ameaças contra ela. Os sequestradores pediram R$ 4,6 milhões como resgate e orientaram o marido a não avisar a polícia.

O caso só foi informado à polícia 14 dias depois, por uma filha, e passou a ser investigado pela 105ª DP (Petrópolis). Àquela altura, o montante pedido pelos supostos sequestradores já havia sido pago e um áudio de conversa de telefone entre Benjamin e Lourival foi gravado pela filha. Quatro suspeitos foram presos, incluindo Lourival, que seria um homem de confiança da família e o mandante do crime. Ele se apresentava como policial federal, mas, segundo as investigações, nunca integrou os quadros da corporação. Além dele, um casal de filhos e uma mulher com quem ele teria um caso também foram presos. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) apresentou denúncia contra os suspeitos. Os investigadores tiveram acesso aos telefones de todos os envolvidos e cruzaram dados de localização do dia do sequestro e do pagamento dos resgates.

Segundo mostrou o Fantástico, da TV Globo, foi possível comprovar que Lourival não esteve em uma favela para supostamente pagar os criminosos – mas sim em uma concessionária na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, onde comprou uma caminhonete avaliada em R$ 500 mil e uma moto. Também adquiriu 950 aparelhos celulares, que foram levados a uma loja da família. Os filhos estiveram na concessionária com o pai, e a mulher chegou a viajar a Foz do Iguaçu, no Paraná, para resolver pendências relativas à aquisição dos celulares. Os três também teriam ajudado a ocultar os valores do resgate.

*Com informações do Estadão Conteúdo
Publicado por Marcelo Bamonte





Fonte: Jovem Pan

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