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5 brincadeiras sensoriais para as crianças nas férias

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Elementos naturais e pequenos objetos mostram que descobrir pelos sentidos é um dos melhores caminhos para o desenvolvimento infantil

As brincadeiras sensoriais são uma excelente estratégia para estimular o desenvolvimento das crianças de forma divertida As brincadeiras sensoriais são uma excelente estratégia para estimular o desenvolvimento das crianças de forma divertida Imagem: SHUSTIKOVA INESSA | Shutterstock

No mundo do desenvolvimento infantil, as atividades sensoriais desempenham um papel importante ao proporcionar experiências que envolvem todos os sentidos, promovendo o aprendizado e o crescimento cognitivo, emocional e físico das crianças.

Segundo Ana Paula Yazbeck, educadora e diretora pedagógica do Espaço ekoa, essas atividades não apenas ajudam os pequenos a explorarem e entenderem o mundo ao seu redor, mas também são fundamentais para o desenvolvimento de habilidades motoras e cognitivas.

Considerando isso, a seguir, a especialista indica 5 atividades para bebês e crianças pequenas que podem ser feitas em qualquer lugar durante as férias. Confira!

1. Garrafas sensoriais

Em uma garrafa, pode-se colocar água, líquidos coloridos e vários outros materiais, ao gosto de cada família, para despertar a curiosidade dos bebês, o desenvolvimento dos músculos e do movimento de pinça. Manipular a garrafa também pode ser bastante relaxante para os pequenos. Grãos de arroz e de feijão, miçangas coloridas, areia, terra, tampas de latinhas ou elementos de diferentes texturas são algumas das indicações para compor o brinquedo.

2. Cabana sensorial

A cabana sensorial é uma brincadeira clássica, mas com a adição de elementos a serem explorados. O convite é para que as famílias construam suas cabanas a partir da imaginação, amarrando cobertores, cangas em galhos de árvore ou até toalhas em cima das cadeiras, mas deixem sempre novos objetos para os bebês encontrarem. Eles podem estar amarrados no teto da cabana, escondidos debaixo do tapete ou podem estar dentro de “cesto de tesouros”. É possível notar que algumas crianças arrumam os objetos, outras tiram tudo do lugar. Nessa fase, a desorganização é uma forma de organizar o pensamento.

O cesto de tesouros é uma brincadeira fácil e pode ser feita em qualquer lugar Imagem: Igisheva Maria | Shutterstock

3. Cesto dos tesouros

O cesto dos tesouros é uma brincadeira para todas as horas e lugares. A ideia aqui é transformar em tesouros os objetos do ambiente ao redor. Pegue uma bacia, um cesto ou um baú, em que se possa introduzir materiais de diferentes formatos e texturas. Uma opção é misturar utensílios de inox, como panelas e colheres, com elementos naturais, que podem ser folhas, pedaços de madeira, pedras e conchas. Adicione pedaços de pano, papeis e tampas coloridas ou rolhas. A estética e a multiplicidade de cores ajudam a estimular a exploração dos bebês.

4. Circuito de obstáculos

O nome parece desafiador, mas os obstáculos podem ser adaptados para cada idade, desde o momento em que os bebês começam a engatinhar. O importante é criar espaço para o movimento do corpo, com módulos de espuma, madeira, isopor ou placas de EVA, que integrem o caminho.

Para crianças muito pequenas, é possível utilizar aquilo que estiver disponível em casa, como travesseiros, almofadas, para serem atravessadas, além de mesas e cadeiras para as crianças passarem por debaixo. Se houver oportunidade de contato com a natureza, a brincadeira se torna ainda melhor: crianças maiores podem atravessar troncos de árvore, bambus e módulos de concreto.

5. Pintando com os pés e as mãos

Uma brincadeira gostosa para quem não tem medo de fazer arte. Aqui, o mais importante é fazer uma tinta que não seja tóxica, que pode ser elaborada a base de alimentos como beterraba (rosa), páprica (vermelha), açafrão (amarela), espinafre (verde) ou cenoura (laranja). Basta misturar o pó na água ou ralar/bater o alimento no liquidificador, espremer com um pano e coar.

Deixe que as pinturas sejam feitas livremente com os pés e com as mãos em cartolinas ou papéis. Para crianças mais velhas, que já utilizam pincéis, é possível misturar a tinta com cola branca, já que não corre o risco de ser ingerida.

Por Beatriz Carneiro





Fonte: Terra

Brasil

Plataforma do BB reduz em 72% perda de comida em escolas públicas

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Uma plataforma digital criada pelo Banco do Brasil (BB) está ajudando prefeituras a reduzir o desperdício de alimentos em escolas públicas. Chamada de BB Alimentação Escolar, a solução usa tecnologia para melhorar o planejamento e o controle da merenda oferecida a estudantes da rede pública.

Desenvolvida em parceria com a Lemobs, empresa que integra o Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a plataforma reúne informações sobre consumo, aceitação das refeições e desperdício. Com base nesses dados, gestores conseguem ajustar cardápios, quantidades e compras, evitando excessos e melhorando a qualidade da alimentação.

O sistema também traz painéis de acompanhamento e ferramentas que auxiliam na tomada de decisão, tornando a gestão mais eficiente e transparente.

Resultados iniciais

Os primeiros testes foram feitos em 15 municípios. Em Belém, onde a solução começou em cinco escolas, os resultados apareceram em poucos meses:

  • 72% menos desperdício de alimentos;
  • 7 toneladas de comida preservadas;
  • cerca de 25 mil refeições aproveitadas;
  • economia de aproximadamente R$ 200 mil;
  • redução de 10 toneladas de emissão de carbono;
  • 2,4 mil alunos beneficiados;
  • 88% de aprovação das refeições.

Impacto nas contas públicas

O planejamento mais preciso evita compras desnecessárias e reduz perdas, gerando economia. Dessa forma, os recursos públicos são utilizados de forma mais eficiente.

A expectativa é que, se adotada em toda a rede de ensino de Belém, a ferramenta possa evitar o desperdício de cerca de 220 toneladas de alimentos por ano e gerar economia superior a R$ 1,2 milhão, beneficiando milhares de estudantes.

Expansão e importância

A solução já está sendo utilizada em outras cidades, como Natal e Valparaíso de Goiás, o que mostra o potencial de expansão para diferentes regiões do país.

Alinhada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar, a iniciativa busca melhorar a qualidade da merenda, reduzir desperdícios e fortalecer a gestão pública, combinando tecnologia, economia e impacto social positivo.

Lemobs

A Lemobs é uma empresa brasileira de tecnologia que desenvolve soluções digitais para ajudar governos, principalmente prefeituras, a melhorar a gestão pública. A empresa faz parte do ecossistema de inovação do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Criada com foco em desenvolver tecnologias para “cidades inteligentes”, a empresa atua para modernizar administrações locais, desde a coleta de lixo até a alimentação escolar.



Fonte: Agência Brasil

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Brasil

SP: ato critica uso de escola pública em filme contra Paulo Freire

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Professores, pais de alunos, sindicatos e parlamentares fizeram neste sábado (18), na capital paulista, um ato contra a utilização de uma escola infantil municipal como cenário para a produção de um filme. A obra, da produtora Brasil Paralelo, difama a educação pública e o educador Paulo Freire, patrono da Educação Brasileira. 

A manifestação, uma aula pública, ocorreu na Praça Roosevelt, em frente à Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Patrícia Galvão (Pagu), onde a produtora gravou imagens para o filme Pedagogia do Abandono, ainda não lançado. 

A produtora produz conteúdo para a extrema-direita e já teve parte de seus colaboradores tornados réus em razão da produção de outro filme, A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha. A Justiça do Ceará aceitou denúncia do Ministério Público do estado e tornou dois colaboradores da produtora réus por suspeita de participação em uma campanha de ódio contra Maria da Penha, símbolo da luta contra a violência doméstica.

“A gente está aqui para dizer que Paulo Freire está presente. Ele está presente nas nossas escolas, nos nossos pensamentos, nos nossos estudos, e não só na EMEI Patrícia Galvão. Ele está presente na cidade toda, no Brasil a fora e fora do Brasil inclusive”, disse a diretora da Emei Patrícia Galvão, Sandra Regina Bouças.

Sandra não deu entrevista à imprensa, mas, em uma carta publicada em suas redes sociais, questionou a produção que utilizou imagens internas da escola. As gravações foram autorizadas pela prefeitura de São Paulo. 

“Identificamos que se trata de um projeto para destruir a educação pública, bem como a imagem de Paulo Freire com identificações muito equivocadas. Será que há, nesta proposição, uma tentativa de contribuir com as ideias de que a terceirização/privatização da Educação Infantil seria a solução para uma educação de qualidade?”.

Na carta, a diretora afirma que soube apenas na véspera das gravações que a produtora seria a Brasil Paralelo. “Na noite anterior à data marcada para a agravação, fomos surpreendidas por um termo de anuência em nome da Brasil Paralelo”, contou.”Era a produtora responsável por vídeos de caráter marcadamente ideológico, em que diversas produções têm por objetivo descaracterizar e objetificar o ensino público pejorativamente”, completou.

A professora da Faculdade de Educação da USP (FEUSP) e educadora popular Denise Carreira afirmou que a produção pretende enfraquecer políticas públicas de cunho social e racial e a agenda de gênero.

““Precisamos estar atentas contra esse absurdo. E defender a escola democrática, a escola que promova uma educação transformadora baseada no pensamento, na trajetória, na ação de Paulo Freire”, acrescentou.

Eduarda Lins, mãe de uma das alunas da escola, fez elogios aos funcionários e criticou a produtora e a prefeitura. “Quando a gente descobre que a nossa prefeitura está disponibilizando um espaço público para uma empresa privada com fins, no mínimo, obscuros, que inclusive está sendo investigada pelo MP, dói no nosso coração”, disse.

Outro lado

A Spcine informou que recebeu o pedido para gravação e, após análise técnica da SP Film Commission, responsável por receber, processar e encaminhar pedidos de filmagem, autorizou as gravações. 

“O procedimento é padrão e foi o mesmo adotado em todas as outras 253 solicitações feitas ao município para essa finalidade até o momento em 2026. Somente no ano passado, foram autorizadas mais de mil gravações”, informou o órgão em nota. A Spcine ressaltou, ainda que a checagem de aspectos legais, como uso de imagem e participação de menores, é de inteira responsabilidade dos produtores.

A Agência Brasil procurou a produtora Brasil Paralelo, mas ainda não recebeu resposta.



Fonte: Agência Brasil

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Brasil

CNPQ anuncia edital com R$ 120 milhões para bolsas de pesquisas

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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciou que publicará ainda em abril a chamada pública do novo Programa de Capacitação Institucional (PCI), modalidade de bolsas direcionada a pesquisadores das 16 unidades de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O ciclo da chamada será de 4 anos, com previsão de R$ 120 milhões oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

A reestruturação do PCI inclui um reajuste médio de 30%, elevando o piso para ao menos R$ 4 mil. A mudança mais importante está na forma de concorrência: as edições anteriores vinculavam as bolsas às instituições, que as distribuíam internamente. Essa edição prevê um regime de ampla concorrência baseado em projetos, que serão propostos pelos servidores e poderão receber até R$ 1,5 milhão, sendo até 10% deste valor para custeio, como material de consumo, serviços de terceiros, passagens e diárias.

Para este ciclo, uma mesma instituição passa a poder abrigar vários projetos de pesquisa simultâneos, submetidos por proponentes distintos e validados institucionalmente.

O processo de prestação de contas será anual. Os bolsistas passarão a ter, ainda, permissão explícita para atuar em empresas de base tecnológica (startups) instaladas em ambientes de inovação, como incubadoras e parques tecnológicos.

Historicamente o programa contempla desde o nível técnico até o de pós-doutorado e é responsável por agregar recursos humanos temporários às instituições.

O CNPq irá realizar um webinário explicativo para tirar dúvidas sobre as novas regras e o preenchimento de propostas na Plataforma Integrada Carlos Chagas, após o lançamento do edital.



Fonte: Agência Brasil

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