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Internacional

Brasil assume aliança e pede Atlântico Sul livre de guerras e tensões

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O Brasil assumiu nesta quinta-feira (9) a presidência de uma aliança com mais de 20 países, a maioria africanos, com um discurso voltado para a manutenção da parte Sul do Oceano Atlântico livre de guerras e de disputas geopolíticas, e que promove a sustentabilidade ambiental.  

No momento em que o mundo vivencia conflitos armados como as guerras na Faixa de Gaza, Irã, Líbano e Ucrânia, o ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, abriu a reunião de ministros e vice-ministros da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), na Escola Naval, na Baía de Guanabara, no Rio de Janeiro, rejeitando a “importação” de rivalidades e conflitos que “nada têm a ver com os interesses de nossos povos”.  

“Canais, golfos, estreitos, mares e oceanos devem nos aproximar e não ser motivo de discórdia”, declarou o chefe da diplomacia brasileira.  

Mauro Vieira comentou aos demais representantes internacionais que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva tem demonstrado preocupação com o atual cenário internacional, “marcado pelo maior número de conflitos armados desde a Segunda Guerra Mundial [1939-1945]”. 

Vieira acrescentou a visão de Lula de que a alta de preços de energia e alimentos pelo mundo é efeito das atuais tensões na Ucrânia e no Oriente Médio, “com impacto desproporcional sobre as economias de países mais pobres e em desenvolvimento”.  

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A Zopacas reúne 24 países: Brasil, Argentina e Uruguai, na América do Sul, e 21 nações da costa oeste africana, começando no Senegal e terminando na África do Sul, incluindo o arquipélago que forma Cabo Verde. 

A reunião no Rio de Janeiro marca o início da presidência rotativa do Brasil, pelo período de três anos, sucedendo Cabo Verde.  

De acordo com o Ministério das Relações Exteriores, a zona de paz e cooperação é prioridade para a política externa do país. O Brasil foi um dos idealizadores da formação da zona de cooperação há 40 anos.  

Dois dos maiores objetivos da Zopacas são o compromisso de um Atlântico Sul livre de armas nucleares e de destruição em massa. 

“Reafirma o apreço pela paz, em um mundo marcado pelo recrudescimento dos conflitos”, sustenta Vieira. 

Outros pontos de interesse são a segurança marítima, com o combate do tráfico de drogas por meio de embarcações, pirataria e pesca ilegal. O ministro dedicou atenção também à conservação ambiental. 

Vieira informou que o Brasil tem a intenção de aprovar o Santuário de Baleias do Atlântico Sul na próxima reunião da Comissão Internacional da Baleia, ainda este ano. 

O ministro  antecipou que até o fim do encontro, ainda hoje, será assinada a Convenção para a Proteção do Meio Ambiente Marinho no Atlântico Sul que, entre outras coisas, estabelece medidas de prevenção, redução e controle dos danos ao mar. 

“Os países da nossa região estão dispostos a assumir compromissos ambiciosos em favor da proteção do meio ambiente e do desenvolvimento sustentável”, afirmou. 

Zopacas 

A Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul é um acordo criado em 1986 pela Organização das Nações Unidas (ONU) para manter as duas costas do Atlântico Sul livres de armas nucleares e de destruição em massa.  

Além de parcerias na área de defesa e segurança, a Zopacas busca entendimentos multilaterais em áreas como meio ambiente e desenvolvimento.  

O Brasil é o país que tem o maior litoral banhado pelo Atlântico Sul, com cerca de 10,9 mil quilômetros, incluindo os cortes geográficos, como baías. No lado africano, as maiores porções pertencem à Angola e Namíbia.  

Cooperação brasileira 

A Agência Brasileira de Cooperação (ABC), vinculada ao Ministério das Relações Exteriores, é um dos braços do Brasil na cooperação com os demais países. 

A embaixadora Luiza Lopes da Silva, diretora-adjunta da ABC, explicou à Agência Brasil que a instituição atua com um portfólio de projetos que podem servir de exemplo de políticas públicas a serem seguidas, de forma voluntária, pelas demais nações, que vão de combate à fome e desenvolvimento econômico, passando por avanços tecnológicos na agricultura. 

“Temas como redução da pobreza, alimentação escolar, agricultura familiar, cooperativismo, construção de cisternas, centros de formação profissional, apoio a micro e pequenas empresas, com o Sebrae, tudo isso são projetos de cooperação que têm um resultado estruturante”, elenca.  

Além disso, a embaixadora assinala que o Brasil pode atuar sob demanda dos países interessados.  

“Os países escolhem ou nos apresentam as prioridades que deem soberania a eles. De uma forma geral, eles escolhem de uma maneira muito estratégica. Eles sabem o que o Brasil pode oferecer”, conta. 



Fonte: Agência Brasil

Internacional

Papa: estou na África para encorajar católicos, não debater com Trump

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Minutos após embarcar em um voo rumo a Angola, na terceira etapa de sua viagem apostólica à África, o papa Leão XIV disse neste sábado (18) não ter interesse algum em discutir com o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump.

“Difundiu-se certa narrativa, não totalmente precisa, por causa da situação política criada quando, no primeiro dia da viagem, o presidente dos Estados Unidos fez algumas declarações sobre mim”, explicou o pontífice a jornalistas que o acompanham.

“Grande parte do que foi escrito desde então nada mais é do que comentário sobre comentário, na tentativa de interpretar o que foi dito”, destacou o pontífice, ao citar que o discurso feito no Encontro de Oração pela Paz, no último dia 16, havia sido preparado duas semanas antes.

“Muito antes de o presidente comentar sobre mim e sobre a mensagem de paz que estou promovendo. Ainda assim, foi interpretado como se eu estivesse tentando debater novamente com o presidente, algo que não é de modo algum do meu interesse”, completou.

Durante o voo, o papa fez um balanço positivo dos três dias de viagem a Camarões, país que, segundo ele, representa o “coração da África” sob diversos aspectos, citando cerca de 250 idiomas locais e uma grande variedade de etnias.

Paz e diálogo

Leão XIV pediu ainda paz e diálogo entre as diversas religiões: “Venho à África principalmente como pastor, como chefe da Igreja Católica, para estar, para celebrar, para encorajar e acompanhar todos os católicos africanos”.

O pontífice defendeu ser necessário “continuar a promover, como já estamos fazendo em outros lugares e como fez o papa Francisco durante seu pontificado, o diálogo, a promoção da fraternidade, da compreensão, da aceitação e da construção da paz com pessoas de todas as religiões”.



Fonte: Agência Brasil

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Internacional

Irã diz ter retomado controle de Ormuz sob supervisão rígida

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A Irna, agência de notícias oficial da República Islâmica do Irã, informou neste sábado (18) que o controle sobre o Estreito de Ormuz foi restaurado ao seu status anterior, com supervisão reforçada pelas Forças Armadas do país.

O porta-voz do Quartel-General Central Khatam al-Anbiya do Irã, tenente-coronel Ebrahim Zolfaghari, se referiu ao estreito como estratégico e citou que o local está “sob estrita gestão e controle das Forças Armadas”.

Ele observou que o Irã havia concordado anteriormente, num ato “de boa fé” e seguindo acordos prévios feitos durante as negociações, em permitir a passagem controlada de um número limitado de petroleiros e embarcações comerciais pelo estreito.

No entanto, os Estados Unidos (EUA), segundo ele, continuaram a “violar repetidamente os compromissos” acordados e a praticar “pirataria e roubo marítimo sob o chamado bloqueio”.

“Portanto, o controle do Estreito de Ormuz retornou ao seu estado anterior”, reforçou.

Ameaças

A Agência Tasnim, ligada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) , já havia informado que, caso o bloqueio naval dos Estados Unidos continuasse, o estreito voltaria a ser fechado, prejudicando a comercialização de 20% da produção de petróleo no mundo.

Para os iranianos, a permanência dos navios estadunidenses na região é violação do acordo de cessar-fogo. Navios dos EUA estão posicionados no Oceano Índico a uma distância do Estreito de Ormuz de onde podem interceptar eventuais ataques do Irã.

Cessar-fogo

Na última quinta-feira (16), o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, anunciou ter costurado um acordo de cessar-fogo entre Líbano e Israel, com duração de dez dias. A trégua era uma das exigências do Irã para continuidade das negociações.

Em comunicado divulgado na sexta-feira (17), a Força Naval do Corpo da Guarda Revolucionária Islâmica (IRGC) informou que uma “nova ordem” passaria a reger o estreito, fazendo referência ao cessar-fogo.

No mesmo dia, o ministro das Relações Exteriores do Irã, Abbas Araghchi, declarou que a navegação pelo Estreito de Ormuz estaria completamente aberta durante o restante do cessar-fogo.

“Em conformidade com o cessar-fogo no Líbano, a passagem de todas as embarcações comerciais pelo Estreito de Ormuz está declarada totalmente aberta durante o período restante do cessar-fogo”, di



Fonte: Agência Brasil

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Internacional

Irã pode fechar Estreito de Ormuz se bloqueio naval dos EUA persistir

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A Agência Tasnim, ligada ao Corpo de Guardas da Revolução Islâmica (CGRI) , informou que se o bloqueio naval dos Estados Unidos (EUA) continuar, o Estreito de Ormuz voltará a ser fechado, prejudicando a comercialização de 20% da produção de petróleo no mundo.

Para os iranianos, a permanência dos navios estadunidenses na região é violação do acordo de cessar-fogo. As embarcações bélicas dos EUA podem prejudicar exportações e importações do Irã.

Navios norte-americanos estão posicionados no Oceano Índico a uma distância do Estreito de Ormuz de onde podem interceptar eventuais ataques do Irã.

Em postagem em rede social, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que o bloqueio naval contra o Irã permanecerá em pleno vigor “até que nossas negociações sejam 100% concluídas.”

Além do fim do bloqueio naval, a liberação do Estreito de Ormuz está condicionada 

  • À proibição de passagem de navios militares e de navios de carga de países considerados hostis
  • Ao trânsito exclusivo das embarcações na rota designada pelo Irã
  • À coordenação do CGRI

O cessar-fogo dos ataques de Israel ao Líbano, determinado por Donald Trump após exigência do Irã, também foi condição fundamental para a reabertura do Estreito de Ormuz.

Após o fracasso das negociações de paz no Paquistão no último fim de semana, os EUA anunciaram bloqueio naval contra os portos iranianos.

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A eficiência desse bloqueio às exportações e importações iranianas é contestada. Três petroleiros iranianos, transportando 5 milhões de barris de petróleo bruto, deixaram o Golfo Pérsico pelo Estreito de Ormuz em meio ao bloqueio dos EUA, informou a empresa de rastreamento de navios Kpler à agencia francesa AFP.



Fonte: Agência Brasil

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