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Convite para se reconectar com o que mais te importa

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O especialista em criatividade Murilo Gun fala sobre os caminhos que percorreu para voltar às verdades da sua alma

Muitas vezes criamos personagens para sermos aceitos, mas isso nos distancia de nossa verdadeira essência Muitas vezes criamos personagens para sermos aceitos, mas isso nos distancia de nossa verdadeira essência Imagem: Rido | Shutterstock

Já reparou como, algumas vezes, criamos diversos personagens dentro da nossa própria vida? Acontece. Ao longo do caminho, podemos inventar muitas versões de nós pelos mais variados motivos: para sermos aceitos, para nos encaixar em algum padrão, para pertencer a algum grupo ou pelo simples fato de não conseguir sustentar, sozinhos, a nossa própria verdade. Aquela que só o nosso coração conhece.

E, no lugar de nos ajudar, esses personagens desapontam os caminhos e deixam a nossa vida cada vez mais confusa, complexa, perdida. Colocamos máscaras, ativamos nossos mecanismos de defesa e deixamos de ser gente de verdade, nos distanciando da essência da nossa alma, que é responsável por deixar a nossa vida mais simples.

Por isso, neste espaço, eu vou sempre te convidar a se olhar com verdade e a se reconectar com o que mais te importa, com o que mais toca o coração. E, para tal, não virei sozinha: estarei acompanhada de alguém que seja “Gente de Verdade”, para inspirar nosso caminho de reencontro e nos ajudar a refletir sobre o que é ter autenticidade em nosso viver.

Nesta primeira conversa, quem vem comigo é o Murilo Gun, palestrante, professor de criatividade e atento quando o assunto é inovação, mudanças, reinvenção e autoconhecimento. A seguir, ele partilha ensinamentos valiosos que angariou em sua jornada de despertar. O Murilo, fiel à sua essência, precisou se perder para se encontrar. E isso pede coragem.

Em que momento você se desconectou da sua verdade?

Quando criei uma empresa de cursos online de criatividade. Fazia parte da minha verdade dar aulas de criatividade e levar esses estudos para as pessoas. Mas, em certo momento, entrei num personagem do empreendedor de alta escalabilidade. E foi nessa hora que eu saí da minha simples verdade de adorar dar aulas e entrei em um personagem do empresário de educação. Faz parte ser esse empresário. O problema foi quando ele começou a querer ocupar mais espaço do que o artista e professor.

Como você percebeu de fato essa desconexão?

Quando veio um grito da alma que, no meu caso, se manifestou em ansiedade, reclamação, álcool, cigarro. Tudo em excesso. E a insatisfação também. Levando ao estopim de, um dia, chegar em casa do escritório vomitando e tremendo de frio. Minha filha pequena viu toda essa cena. Então, esse foi um momento em que eu olhei e entendi que realmente tinha me perdido.

Então, começou a virada?

Busquei ajuda para que a empresa pudesse funcionar comigo apenas no papel de professor. Passamos por uma grande transformação, mas, mesmo assim, eu sentia que não era mais isso que minha alma pedia, eu sentia que ela precisava de um movimento de esvaziamento para poder nascer algo novo que eu nem sabia o que era. Aí eu decidi fechar a empresa, passei um ano nesse processo. Foi quando começou a brotar em mim a vontade de voltar aos palcos, e veio o chamado da música.

E como foi esse processo?

Eu comecei um espetáculo musical, só que aí veio a pandemia paralisando tudo. Mas, a essa altura, eu já tinha me centralizado, já tinha saído do barulho que eu mesmo criei para mim e já estava numa paz e num recomeço. Com o online crescendo, recebi um convite para retomar os cursos. Foi a primeira vez em que tomei uma decisão pelo sentir, que foi voltar com a empresa, mas abrindo tudo de graça. Isso me trouxe uma sensação de liberação, de que agora, sim, eu tinha fechado o ciclo.

É importante manter-se vigilante para não se desconectar da sua verdade Imagem: Alphavector | Shutterstock

O que você faz hoje para não se desconectar de si novamente?

Eu me mantenho vigilante, atento para não me desconectar da minha verdade. Para mim, o conceito de egrégora funciona muito, que é viver junto a um grupo de pessoas em uma sintonia parecida, um grupo que se autovigia e serve de espelho para tentar minimizar a chance de eu me perder novamente. O poder de um grupo que ancora o espaço para você ser você, isso é muito importante. Além do modo auto-observador, sempre atento para os sinais do corpo e os gritos da alma.

Ser simples é…

Ser simples é seguir o sentir. Por exemplo: eu gostava muito de usar chinelo durante as minhas palestras. E aí as pessoas criavam um monte de teorias, uma história muito mais complexa do que a verdade, que era só uma e muito simples: eu gostava de usar chinelo. Pronto. Então é isso, vida simples é fazer o que se sente, sem cair nas histórias das pessoas que talvez não estejam fazendo o que sentem, mas seguem ali apontando o dedo para você.

Qual é a sua visão das mudanças e como lida com elas?

A mudança é a natureza da realidade. Tudo está em movimento, está tudo girando numa loucura, uma doidice. A realidade é movimento, e movimento é mudança. Tem aquele pensamento clássico de Heráclito que diz: “você não pode se banhar no mesmo rio duas vezes”, porque a água flui e troca em segundos. Então, a mudança é a natureza. Navegar nas mudanças é navegar pela vida, com um olhar também de inocência, de curiosidade para o que a vida tem para mim. A mudança é a realidade. Estranho é não saber mudar.

O que é ser gente de verdade?

Eu gosto muito de dizer que ser mais verdadeiro economiza energia. Quando não somos verdadeiros com nós mesmos e com os outros, nos desgastamos gerenciando as várias versões de nós que criamos. E aí falta disposição para ser quem realmente somos. Nesse sentido, dá muito mais retorno ser você mesmo. Mas, para ser quem a gente é, precisamos dar um salto de fé. Porque talvez você esteja tanto tempo não sendo você que vai precisar descobrir quem se é e se atirar para chegar em você outra vez. E, a partir daí, seguir mais alinhado. Essa alma que habita aqui, por exemplo, busca explorar o desconhecido.

Por Jacqueline Pereira

Tem fé no ser humano. Idealizadora do projeto Gente de Verdade, ela também é especialista em pessoas, terapeuta holística, palestrante e condutora de imersões espirituais.





Fonte: Terra

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Plataforma do BB reduz em 72% perda de comida em escolas públicas

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Uma plataforma digital criada pelo Banco do Brasil (BB) está ajudando prefeituras a reduzir o desperdício de alimentos em escolas públicas. Chamada de BB Alimentação Escolar, a solução usa tecnologia para melhorar o planejamento e o controle da merenda oferecida a estudantes da rede pública.

Desenvolvida em parceria com a Lemobs, empresa que integra o Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a plataforma reúne informações sobre consumo, aceitação das refeições e desperdício. Com base nesses dados, gestores conseguem ajustar cardápios, quantidades e compras, evitando excessos e melhorando a qualidade da alimentação.

O sistema também traz painéis de acompanhamento e ferramentas que auxiliam na tomada de decisão, tornando a gestão mais eficiente e transparente.

Resultados iniciais

Os primeiros testes foram feitos em 15 municípios. Em Belém, onde a solução começou em cinco escolas, os resultados apareceram em poucos meses:

  • 72% menos desperdício de alimentos;
  • 7 toneladas de comida preservadas;
  • cerca de 25 mil refeições aproveitadas;
  • economia de aproximadamente R$ 200 mil;
  • redução de 10 toneladas de emissão de carbono;
  • 2,4 mil alunos beneficiados;
  • 88% de aprovação das refeições.

Impacto nas contas públicas

O planejamento mais preciso evita compras desnecessárias e reduz perdas, gerando economia. Dessa forma, os recursos públicos são utilizados de forma mais eficiente.

A expectativa é que, se adotada em toda a rede de ensino de Belém, a ferramenta possa evitar o desperdício de cerca de 220 toneladas de alimentos por ano e gerar economia superior a R$ 1,2 milhão, beneficiando milhares de estudantes.

Expansão e importância

A solução já está sendo utilizada em outras cidades, como Natal e Valparaíso de Goiás, o que mostra o potencial de expansão para diferentes regiões do país.

Alinhada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar, a iniciativa busca melhorar a qualidade da merenda, reduzir desperdícios e fortalecer a gestão pública, combinando tecnologia, economia e impacto social positivo.

Lemobs

A Lemobs é uma empresa brasileira de tecnologia que desenvolve soluções digitais para ajudar governos, principalmente prefeituras, a melhorar a gestão pública. A empresa faz parte do ecossistema de inovação do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Criada com foco em desenvolver tecnologias para “cidades inteligentes”, a empresa atua para modernizar administrações locais, desde a coleta de lixo até a alimentação escolar.



Fonte: Agência Brasil

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SP: ato critica uso de escola pública em filme contra Paulo Freire

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Professores, pais de alunos, sindicatos e parlamentares fizeram neste sábado (18), na capital paulista, um ato contra a utilização de uma escola infantil municipal como cenário para a produção de um filme. A obra, da produtora Brasil Paralelo, difama a educação pública e o educador Paulo Freire, patrono da Educação Brasileira. 

A manifestação, uma aula pública, ocorreu na Praça Roosevelt, em frente à Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Patrícia Galvão (Pagu), onde a produtora gravou imagens para o filme Pedagogia do Abandono, ainda não lançado. 

A produtora produz conteúdo para a extrema-direita e já teve parte de seus colaboradores tornados réus em razão da produção de outro filme, A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha. A Justiça do Ceará aceitou denúncia do Ministério Público do estado e tornou dois colaboradores da produtora réus por suspeita de participação em uma campanha de ódio contra Maria da Penha, símbolo da luta contra a violência doméstica.

“A gente está aqui para dizer que Paulo Freire está presente. Ele está presente nas nossas escolas, nos nossos pensamentos, nos nossos estudos, e não só na EMEI Patrícia Galvão. Ele está presente na cidade toda, no Brasil a fora e fora do Brasil inclusive”, disse a diretora da Emei Patrícia Galvão, Sandra Regina Bouças.

Sandra não deu entrevista à imprensa, mas, em uma carta publicada em suas redes sociais, questionou a produção que utilizou imagens internas da escola. As gravações foram autorizadas pela prefeitura de São Paulo. 

“Identificamos que se trata de um projeto para destruir a educação pública, bem como a imagem de Paulo Freire com identificações muito equivocadas. Será que há, nesta proposição, uma tentativa de contribuir com as ideias de que a terceirização/privatização da Educação Infantil seria a solução para uma educação de qualidade?”.

Na carta, a diretora afirma que soube apenas na véspera das gravações que a produtora seria a Brasil Paralelo. “Na noite anterior à data marcada para a agravação, fomos surpreendidas por um termo de anuência em nome da Brasil Paralelo”, contou.”Era a produtora responsável por vídeos de caráter marcadamente ideológico, em que diversas produções têm por objetivo descaracterizar e objetificar o ensino público pejorativamente”, completou.

A professora da Faculdade de Educação da USP (FEUSP) e educadora popular Denise Carreira afirmou que a produção pretende enfraquecer políticas públicas de cunho social e racial e a agenda de gênero.

““Precisamos estar atentas contra esse absurdo. E defender a escola democrática, a escola que promova uma educação transformadora baseada no pensamento, na trajetória, na ação de Paulo Freire”, acrescentou.

Eduarda Lins, mãe de uma das alunas da escola, fez elogios aos funcionários e criticou a produtora e a prefeitura. “Quando a gente descobre que a nossa prefeitura está disponibilizando um espaço público para uma empresa privada com fins, no mínimo, obscuros, que inclusive está sendo investigada pelo MP, dói no nosso coração”, disse.

Outro lado

A Spcine informou que recebeu o pedido para gravação e, após análise técnica da SP Film Commission, responsável por receber, processar e encaminhar pedidos de filmagem, autorizou as gravações. 

“O procedimento é padrão e foi o mesmo adotado em todas as outras 253 solicitações feitas ao município para essa finalidade até o momento em 2026. Somente no ano passado, foram autorizadas mais de mil gravações”, informou o órgão em nota. A Spcine ressaltou, ainda que a checagem de aspectos legais, como uso de imagem e participação de menores, é de inteira responsabilidade dos produtores.

A Agência Brasil procurou a produtora Brasil Paralelo, mas ainda não recebeu resposta.



Fonte: Agência Brasil

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CNPQ anuncia edital com R$ 120 milhões para bolsas de pesquisas

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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciou que publicará ainda em abril a chamada pública do novo Programa de Capacitação Institucional (PCI), modalidade de bolsas direcionada a pesquisadores das 16 unidades de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O ciclo da chamada será de 4 anos, com previsão de R$ 120 milhões oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

A reestruturação do PCI inclui um reajuste médio de 30%, elevando o piso para ao menos R$ 4 mil. A mudança mais importante está na forma de concorrência: as edições anteriores vinculavam as bolsas às instituições, que as distribuíam internamente. Essa edição prevê um regime de ampla concorrência baseado em projetos, que serão propostos pelos servidores e poderão receber até R$ 1,5 milhão, sendo até 10% deste valor para custeio, como material de consumo, serviços de terceiros, passagens e diárias.

Para este ciclo, uma mesma instituição passa a poder abrigar vários projetos de pesquisa simultâneos, submetidos por proponentes distintos e validados institucionalmente.

O processo de prestação de contas será anual. Os bolsistas passarão a ter, ainda, permissão explícita para atuar em empresas de base tecnológica (startups) instaladas em ambientes de inovação, como incubadoras e parques tecnológicos.

Historicamente o programa contempla desde o nível técnico até o de pós-doutorado e é responsável por agregar recursos humanos temporários às instituições.

O CNPq irá realizar um webinário explicativo para tirar dúvidas sobre as novas regras e o preenchimento de propostas na Plataforma Integrada Carlos Chagas, após o lançamento do edital.



Fonte: Agência Brasil

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