O diagnóstico só pode ser feito por um profissional de saúde mental, geralmente um psiquiatra ou psicólogo, com base em uma avaliação clínica que inclui entrevista, exame do estado mental e histórico médico
Reprodução/Netflix A série ‘Bebê Rena’ acompanha a história de Martha, uma jovem que se torna obcecada por Donny, um humorista desastroso em busca de fama
Imagine se apaixonar perdidamente por alguém que sequer te conhece. Alguém famoso, rico ou poderoso. Uma obsessão tão intensa que te consome, te faz perseguir essa pessoa, acreditar que ela te envia mensagens secretas, que seus olhares te dizem tudo… Essa não é uma história de amor comum, mas sim a trama inquietante da erotomania, um transtorno mental raro que te convida a mergulhar em suas teias obscuras. Também é conhecida como Síndrome de Clérambault ou “doença do amor”.
Nesse artigo, vamos desvendar os mistérios da erotomania: descobrir os sintomas que caracterizam essa obsessão doentia, entender seus fatores de risco e suas causas complexas, explorar as fases pelas quais a pessoa passa e os desafios do tratamento. Também conheceremos casos famosos e fictícios que ilustram essa realidade, e a importância da busca por ajuda profissional para pacientes e seus familiares. Prepare-se para uma jornada instigante e reveladora sobre o delírio amoroso e seus impactos na vida de quem o enfrenta.
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Sintomas e características:
– Delírio amoroso: a pessoa acredita piamente que o objeto de seu amor, geralmente alguém famoso ou de status elevado, está apaixonado por ela, mesmo que não haja reciprocidade.
– Irrealidade: os pensamentos e crenças da pessoa sobre o relacionamento são irreais ou distorcem a realidade.
– Convicção plena: a pessoa tem absoluta certeza de que o amor é real e recusa qualquer outra possibilidade.
– Comportamentos Extremos: a obsessão pode levar a comportamentos como perseguição, ameaças, sabotagem e até mesmo violência.
Existem fatores de risco?
Alguns dos fatores mais preocupantes, que podem chegar a ser perigosos são:
– Fatores Psicológicos: baixa autoestima, solidão crônica, histórico de abuso 1 emocional, traumas relacionados ao amor, perfeccionismo.
– Condições de Saúde Mental: transtornos mentais comórbidos (esquizofrenia, transtorno bipolar, transtorno de personalidade delirante), uso de substâncias psicoativas.
A causa exata da erotomania ainda não é totalmente compreendida, mas acredita-se que seja uma combinação de fatores genéticos, psicológicos, sociais e ambientais. O diagnóstico da erotomania é feito por um profissional de saúde mental, geralmente um psiquiatra ou psicólogo, com base em uma avaliação clínica que inclui entrevista, exame do estado mental e histórico médico, seguindo os critérios do Manual Diagnóstico e Estatístico de Transtornos Mentais (DSM-5).
Quais são as fases da erotomania?
Fase 1 – A Esperança Inabalável: a pessoa acredita piamente no amor e se sente feliz e realizada.
Fase 2 – A Decepção Amarga: a falta de reciprocidade gera frustração, decepção, mágoa, ressentimento, raiva e inveja.
Fase 3 – O Ódio Descontrolado: a obsessão se transforma em ódio intenso, levando a comportamentos perigosos, isolamento social e sofrimento emocional.
O tratamento da erotomania geralmente envolve uma combinação de psicoterapia e medicação.
Medicação: antipsicóticos, antidepressivos e outros medicamentos, dependendo da especificidade do caso.
O tratamento da erotomania pode ser longo e desafiador, mas com acompanhamento profissional adequado, a pessoa pode aprender a lidar com seus sintomas, controlar seus comportamentos e melhorar sua qualidade de vida. A erotomania pode ter um impacto significativo na vida do paciente, causando isolamento social, deterioração das relações, perda de emprego, problemas de saúde mental e comportamentos extremos. As pessoas próximas ao paciente também podem ser afetadas, sofrendo com preocupação, angústia, conflitos, tensão, medo, insegurança e necessidade de apoio profissional. Grupos de apoio, orientação profissional e cuidados pessoais podem ser úteis para familiares e amigos de pessoas com erotomania.
Alguns dos fatores essenciais para a superação da erotomania são:
– Diagnóstico precoce e tratamento adequado;
– Terapia;
– Medicamentos;
– Apoio social;
– Autocuidado.
Casos fictícios que abordam o tema:
– Série “Bebê Rena” (2024): Aborda a erotomania de forma complexa e sensível. A série acompanha a história de Martha, uma jovem que se torna obcecada por Donny, um humorista desastroso em busca de fama, após um breve encontro. A série contribui para a compreensão da erotomania, desmistificando estereótipos e promovendo empatia por quem sofre com o transtorno. É importante ressaltar que nem todos têm comportamentos e 3 características como os de Martha. Cada caso é único.
– Filme “Obsessão” (2009): Conta a história de Selene, uma jovem mulher que se torna obcecada por um homem chamado Carl. Quando Carl rejeita seus avanços, Selene começa a persegui-lo e desenvolve toda a trama.
Há também casos que envolvem famosos, como por exemplo, Margareth Mitchell e Lindy Lou Thompson, que ilustram as obsessões delirantes que caracterizam esse transtorno. Margareth, autora de “E o Vento Levou”, teria sofrido erotomania por um homem que a rejeitou, inspirando a personagem Scarlett O’Hara. Já Lindy Lou, fã de Michael Jackson, tornou-se patologicamente obcecada pelo cantor.
Mesmo sendo um transtorno raro, com baixa incidência e prevalência, recebo com frequência em minhas redes sociais perguntas sobre o assunto. Então, se você sabe de alguém que passa por isso, procure ajuda de profissionais que podem auxiliar pacientes e pessoas envolvidas nessa condição complexa. Lembre-se:cada caso é único. A erotomania exige acompanhamento especializado para auxiliar pacientes e envolvidos.
Este artigo, revisado seguindo o DSM-5, busca trazer luz a essa complexa realidade e conscientizar as pessoas sobre a importância do diagnóstico e tratamento adequados. Compartilhe com seus amigos e familiares para ajudar a desmistificar a erotomania e promover a busca por ajuda profissional. Juntos, podemos construir uma sociedade mais compreensiva e acolhedora para quem enfrenta esse transtorno.
* Por Dra. Fabiana Arruda – CRM-GO 12.025
Médica Psiquiatra Especializada em Acolhimento integral e Humanizado
O pontífice também disse orar ‘para que eles temam o julgamento da consciência, da história e de Deus, e convertam seus olhos e corações, sempre colocando o bem comum em primeiro lugar’
GIUSEPPE LAMI/EFE/EPA O papa acrescentou que ‘a Europa precisa da Bélgica para levar adiante o caminho da paz e da fraternidade entre os povos que a compõem’
O papa Francisco advertiu nesta sexta-feira (27) que “estamos próximos de uma quase guerra mundial” e espera que “aqueles que governam saibam assumir sua responsabilidade, o risco e a honra da paz”, durante seu discurso a autoridades belgas no Castelo de Laeken, em seu primeiro ato oficial na Bélgica. “Rezo para que os líderes das nações, ao olharem para a Bélgica e sua história, aprendam com ela e, assim, salvem seu povo de catástrofes intermináveis e luto incontável. Rezo para que aqueles que governam saibam assumir sua responsabilidade, o risco e a honra da paz, e saibam afastar o perigo, a ignomínia e o absurdo da guerra”, afirmou.
O pontífice também disse orar “para que eles temam o julgamento da consciência, da história e de Deus, e convertam seus olhos e corações, sempre colocando o bem comum em primeiro lugar”. Diante do rei belga Philippe e da rainha Mathilde e do primeiro-ministro em exercício, Alexander De Croo, com quem se reuniu nesta sexta-feira, o papa desejou que a Bélgica seja “uma ponte, portanto, indispensável para construir a paz e repudiar a guerra”. “Essa é a dimensão da pequena Bélgica. Você entende a necessidade da Europa de se lembrar de sua história, composta de povos e culturas, de catedrais e universidades, das conquistas da engenhosidade humana, mas também de tantas guerras e de um desejo de dominar que às vezes se transformou em colonialismo e exploração”, lembrou.
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O papa acrescentou que “a Europa precisa da Bélgica para levar adiante o caminho da paz e da fraternidade entre os povos que a compõem”, especialmente “se as fronteiras e os tratados começarem a ser desrespeitados, e o direito de criar leis for deixado às armas, subvertendo a lei existente, a caixa de Pandora será aberta e todos os ventos começarão a soprar violentamente, batendo contra a casa e ameaçando destruí-la”. O líder religioso pediu “ações culturais, sociais e políticas constantes e oportunas que sejam corajosas e prudentes e que excluam um futuro no qual a ideia e a prática da guerra, com suas consequências catastróficas, sejam novamente uma opção viável”.
*Com informações da EFE Publicado por Marcelo Bamonte
Vítima foi encontrada em um muro no quintal da casa de Lourival Correa Netto Fadiga, que trabalhava para a família da vítima e confessou ter cometido o crime
Quase sete meses após o seu desaparecimento, o corpo da advogada Anic de Almeida Peixoto Herdy foi encontrado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na quarta-feira (25) em Petrópolis, na região serrana do Rio. O corpo de Anic foi identificado por meio de exame odontológico, feito por peritos do Instituto Médico Legal do Rio e cujo resultado foi divulgado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (26). Ele estava concretado em um muro no quintal da casa de Lourival Correa Netto Fadiga, que trabalhava para a família da vítima e confessou ter cometido o crime.
Em entrevista à TV Record, a advogada de Fadiga, Flávia Froes, afirmou que a morte de Anic foi planejada em conjunto pelo seu cliente e pelo marido da vítima, Benjamin Cordeiro Herdy, e que o sequestro era uma forma de encobrir o homicídio. O motivo do crime seria uma questão familiar, disse a advogada. A defesa de Benjamin Herdy nega que ele tenha participado do crime e classificou a confissão de Fadiga como “um ato de desespero e crueldade”.
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Anic tinha 54 anos, era advogada, estudante de Psicologia e casada com Benjamin Cordeiro Herdy, de 78 anos, herdeiro de uma família que foi proprietária de um importante grupo educacional no Rio. O casal vivia em Petrópolis, na serra fluminense. Ela foi vista pela última vez em 29 de fevereiro saindo de um shopping de Petrópolis. Câmeras de vigilância do estabelecimento mostraram que ela parou o carro no estacionamento, trocou mensagens por celular e, minutos depois, saiu do centro comercial, atravessando uma rua. No mesmo dia, Benjamin recebeu mensagem no celular informando que Anic havia sido sequestrada. As mensagens, enviadas do próprio celular da advogada, também traziam ameaças contra ela. Os sequestradores pediram R$ 4,6 milhões como resgate e orientaram o marido a não avisar a polícia.
O caso só foi informado à polícia 14 dias depois, por uma filha, e passou a ser investigado pela 105ª DP (Petrópolis). Àquela altura, o montante pedido pelos supostos sequestradores já havia sido pago e um áudio de conversa de telefone entre Benjamin e Lourival foi gravado pela filha. Quatro suspeitos foram presos, incluindo Lourival, que seria um homem de confiança da família e o mandante do crime. Ele se apresentava como policial federal, mas, segundo as investigações, nunca integrou os quadros da corporação. Além dele, um casal de filhos e uma mulher com quem ele teria um caso também foram presos. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) apresentou denúncia contra os suspeitos. Os investigadores tiveram acesso aos telefones de todos os envolvidos e cruzaram dados de localização do dia do sequestro e do pagamento dos resgates.
Segundo mostrou o Fantástico, da TV Globo, foi possível comprovar que Lourival não esteve em uma favela para supostamente pagar os criminosos – mas sim em uma concessionária na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, onde comprou uma caminhonete avaliada em R$ 500 mil e uma moto. Também adquiriu 950 aparelhos celulares, que foram levados a uma loja da família. Os filhos estiveram na concessionária com o pai, e a mulher chegou a viajar a Foz do Iguaçu, no Paraná, para resolver pendências relativas à aquisição dos celulares. Os três também teriam ajudado a ocultar os valores do resgate.
*Com informações do Estadão Conteúdo Publicado por Marcelo Bamonte