Times voltam a se enfrentar nesta sexta-feira (5), às 16h (horário de Brasília), em Hamburgo; França tem a possibilidade de consolidar seu status de seleção favorita
FRANCK FIFE / AFP/ PATRICIA DE MELO MOREIRA / AFP Eles disputam o jogo amanhã
Oito anos depois da final perdida como anfitriã, a França volta a enfrentar Portugal de Cristiano Ronaldo, desta vez nas quartas de final da Euro-2024, com a possibilidade de consolidar seu status de favorita, na sexta-feira às 16h (horário de Brasília), em Hamburgo, após um início de torneio decepcionante. Uma fase de grupos sem brilho (com uma vitória e 2 empates), um duelo das oitavas de final discreto contra a Bélgica (1-0): o início dos ‘Bleus’ na Eurocopa está longe da imagem de um candidato ao título, e os seus quatro jogos já permitiram identificar os seus pontos fracos. Uma surpreendente falta de gols de Kylian Mbappé e Antoine Griezmann, um déficit atlético geral e um treinador com dúvidas táticas são problemas que estão diminuindo o ritmo da França. Apesar disso, os jogadores comandados pelo técnico Didier Deschamps conseguiram chegar às quartas de final, graças a uma defesa sólida que sofreu apenas um gol, de pênalti. Mas contra a seleção portuguesa o nível de exigência aumentará em vários níveis e será necessária uma melhor resposta coletiva ao desafio. Os vice-campeões mundiais de 2022 sofrem com lacunas de criação, o oposto de uma equipe cheia de talentos nesse aspecto, como Bernardo Silva, Vitinha, Bruno Fernandes e os laterais João Cancelo e Nuno Mendes. Sem esquecer o veterano zagueiro Pepe (41 anos) ou o eterno Ronaldo, líder aos 39 anos. Naquela que será certamente a sua última Eurocopa, o craque das cinco Bolas de Ouro pretende se despedir com o segundo título continental depois do conquistado em 2016 contra os ‘Bleus’ no Stade de France (1-0 após prorrogação).
Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!
Duelo à distância Mbappé-Ronaldo
Sem as pernas de outros tempos, CR7 ainda não marcou um gol em seus quatro jogos, e não é mais visto como o grande perigo que representou em seus anos dourados. As lágrimas após o pênalti perdido contra a Eslovênia na prorrogação das oitavas de final, no entanto, demonstram um profundo amor por sua seleção.
Essas lágrimas foram também fruto do desespero de Portugal, que sofreu para derrotar a Eslovênia (0 a 0 na prorrogação, 3 a 0 nos pênaltis), algo positivo para a França.
A grande tarefa pendente dos ‘Bleus’ é balançar a rede com a bola rolando, depois de ter marcado apenas três gols, dois deles gols contra do adversário e um de Mbappé de pênalti.
Na sexta-feira (5), ele vai enfrentar seu ídolo de infância, Cristiano Ronaldo, semanas antes de iniciar sua jornada no Real Madrid, seguindo os passos da lenda portuguesa.
Jogando com uma máscara após ter fraturado seu nariz contra a Áustria, se Mbappé estiver 100% fisicamente em Hamburgo pode significar a diferença entre uma classificação para as semifinais ou uma eliminação antecipada como aconteceu em 2021, quando a França foi eliminada nas oitavas de final pela Suíça nos pênaltis.
“Eu não sabia, mas jogar de máscara é um horror absoluto. É muito complicado, limita a visão, o suor fica bloqueado, tem que tirar para pingar. Quando puder tirá-la, vou tirar. Mas não tenho escolha, meu torneio vai ser assim, só posso jogar assim. É chato, mas tenho que agradecer à máscara”, disse o capitão da França no domingo.
Um passo à frente do camisa 10 será crucial para a França. O presidente da Federação Francesa de Futebol (FFF) Philippe Diallo estabeleceu as semifinais como objetivo mínimo, e o técnico Didier Deschampos, com contrato até 2026, evitaria assim ter que dar respostas incômodas na sua volta, em caso de eliminação diante de Portugal.
O pontífice também disse orar ‘para que eles temam o julgamento da consciência, da história e de Deus, e convertam seus olhos e corações, sempre colocando o bem comum em primeiro lugar’
GIUSEPPE LAMI/EFE/EPA O papa acrescentou que ‘a Europa precisa da Bélgica para levar adiante o caminho da paz e da fraternidade entre os povos que a compõem’
O papa Francisco advertiu nesta sexta-feira (27) que “estamos próximos de uma quase guerra mundial” e espera que “aqueles que governam saibam assumir sua responsabilidade, o risco e a honra da paz”, durante seu discurso a autoridades belgas no Castelo de Laeken, em seu primeiro ato oficial na Bélgica. “Rezo para que os líderes das nações, ao olharem para a Bélgica e sua história, aprendam com ela e, assim, salvem seu povo de catástrofes intermináveis e luto incontável. Rezo para que aqueles que governam saibam assumir sua responsabilidade, o risco e a honra da paz, e saibam afastar o perigo, a ignomínia e o absurdo da guerra”, afirmou.
O pontífice também disse orar “para que eles temam o julgamento da consciência, da história e de Deus, e convertam seus olhos e corações, sempre colocando o bem comum em primeiro lugar”. Diante do rei belga Philippe e da rainha Mathilde e do primeiro-ministro em exercício, Alexander De Croo, com quem se reuniu nesta sexta-feira, o papa desejou que a Bélgica seja “uma ponte, portanto, indispensável para construir a paz e repudiar a guerra”. “Essa é a dimensão da pequena Bélgica. Você entende a necessidade da Europa de se lembrar de sua história, composta de povos e culturas, de catedrais e universidades, das conquistas da engenhosidade humana, mas também de tantas guerras e de um desejo de dominar que às vezes se transformou em colonialismo e exploração”, lembrou.
Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!
O papa acrescentou que “a Europa precisa da Bélgica para levar adiante o caminho da paz e da fraternidade entre os povos que a compõem”, especialmente “se as fronteiras e os tratados começarem a ser desrespeitados, e o direito de criar leis for deixado às armas, subvertendo a lei existente, a caixa de Pandora será aberta e todos os ventos começarão a soprar violentamente, batendo contra a casa e ameaçando destruí-la”. O líder religioso pediu “ações culturais, sociais e políticas constantes e oportunas que sejam corajosas e prudentes e que excluam um futuro no qual a ideia e a prática da guerra, com suas consequências catastróficas, sejam novamente uma opção viável”.
*Com informações da EFE Publicado por Marcelo Bamonte
Vítima foi encontrada em um muro no quintal da casa de Lourival Correa Netto Fadiga, que trabalhava para a família da vítima e confessou ter cometido o crime
Quase sete meses após o seu desaparecimento, o corpo da advogada Anic de Almeida Peixoto Herdy foi encontrado pela Polícia Civil do Rio de Janeiro na quarta-feira (25) em Petrópolis, na região serrana do Rio. O corpo de Anic foi identificado por meio de exame odontológico, feito por peritos do Instituto Médico Legal do Rio e cujo resultado foi divulgado pela Polícia Civil nesta quinta-feira (26). Ele estava concretado em um muro no quintal da casa de Lourival Correa Netto Fadiga, que trabalhava para a família da vítima e confessou ter cometido o crime.
Em entrevista à TV Record, a advogada de Fadiga, Flávia Froes, afirmou que a morte de Anic foi planejada em conjunto pelo seu cliente e pelo marido da vítima, Benjamin Cordeiro Herdy, e que o sequestro era uma forma de encobrir o homicídio. O motivo do crime seria uma questão familiar, disse a advogada. A defesa de Benjamin Herdy nega que ele tenha participado do crime e classificou a confissão de Fadiga como “um ato de desespero e crueldade”.
Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!
Anic tinha 54 anos, era advogada, estudante de Psicologia e casada com Benjamin Cordeiro Herdy, de 78 anos, herdeiro de uma família que foi proprietária de um importante grupo educacional no Rio. O casal vivia em Petrópolis, na serra fluminense. Ela foi vista pela última vez em 29 de fevereiro saindo de um shopping de Petrópolis. Câmeras de vigilância do estabelecimento mostraram que ela parou o carro no estacionamento, trocou mensagens por celular e, minutos depois, saiu do centro comercial, atravessando uma rua. No mesmo dia, Benjamin recebeu mensagem no celular informando que Anic havia sido sequestrada. As mensagens, enviadas do próprio celular da advogada, também traziam ameaças contra ela. Os sequestradores pediram R$ 4,6 milhões como resgate e orientaram o marido a não avisar a polícia.
O caso só foi informado à polícia 14 dias depois, por uma filha, e passou a ser investigado pela 105ª DP (Petrópolis). Àquela altura, o montante pedido pelos supostos sequestradores já havia sido pago e um áudio de conversa de telefone entre Benjamin e Lourival foi gravado pela filha. Quatro suspeitos foram presos, incluindo Lourival, que seria um homem de confiança da família e o mandante do crime. Ele se apresentava como policial federal, mas, segundo as investigações, nunca integrou os quadros da corporação. Além dele, um casal de filhos e uma mulher com quem ele teria um caso também foram presos. O Ministério Público do Rio de Janeiro (MP-RJ) apresentou denúncia contra os suspeitos. Os investigadores tiveram acesso aos telefones de todos os envolvidos e cruzaram dados de localização do dia do sequestro e do pagamento dos resgates.
Segundo mostrou o Fantástico, da TV Globo, foi possível comprovar que Lourival não esteve em uma favela para supostamente pagar os criminosos – mas sim em uma concessionária na Barra da Tijuca, zona oeste do Rio, onde comprou uma caminhonete avaliada em R$ 500 mil e uma moto. Também adquiriu 950 aparelhos celulares, que foram levados a uma loja da família. Os filhos estiveram na concessionária com o pai, e a mulher chegou a viajar a Foz do Iguaçu, no Paraná, para resolver pendências relativas à aquisição dos celulares. Os três também teriam ajudado a ocultar os valores do resgate.
*Com informações do Estadão Conteúdo Publicado por Marcelo Bamonte