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Brasil

Rio publica editais literários com investimento de R$ 10 milhões

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A Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro (Sececrj) lançou quatro editais de mais de R$ 10 milhões, distribuídos em 237 vagas. A iniciativa se chama “Literatura do Rio ao RJ” e faz parte das celebrações do Rio como de “Capital Mundial do Livro” em 2025. As inscrições ficam abertas nesta quarta-feira (25) até às 18h do dia 25 de julho.

O fomento será dividido entre as seguintes chamadas públicas: “Feiras Literárias e Projetos Literários de Formação”, “Produção Literária e Projetos Artísticos”, “Manutenção de Espaços Literários” e “Contação de Histórias”.

Segundo a secretária estadual de Cultura e Economia Criativa do Rio de Janeiro, Danielle Barros, a pasta pensou em editais de linhas diversas, para premiar diferentes formas de fazer a literatura e levar o recurso para feiras, espaços e projetos em todas as regiões.

“Temos atuado para ampliar o acesso à cultura de forma democrática, chegando a todos os territórios, não só na capital, mas também no interior. O título de ‘Capital Mundial do Livro’ corrobora a força criativa que o nosso povo carrega”, disse a secretária.

As inscrições devem ser feitas no formato online, através da plataforma Desenvolve Cultura, no link.

Todas as informações podem ser encontradas no link.

Conheça os editais:

Feiras Literárias e Projetos Literários de Formação

Segundo o governo estadual, a chamada é voltada para pessoas jurídicas ou microempreendedores individuais, com 40 vagas, premiações de R$ 40 mil e R$ 100 mil, e investimento total de R$ 2,8 milhões. O edital será dividido entre as categorias “Feiras Literárias” e “Projetos Literários”.

“São consideradas feiras literárias, os eventos culturais destinados à promoção da leitura, da escrita e da expressão oral, por meio de atividades como palestras, exposições, oficinas e cursos. O evento deverá valorizar o livro como produto cultural, além de divulgar a produção literária, artística, cultural e intelectual, proporcionando experiências imersivas ao público local e estimulando a reflexão e o intercâmbio cultural”, diz a secretaria.

De acordo com a pasta, nos projetos literários de formação, serão consideradas propostas que contemplem ações de capacitação e transmissão de saberes, destinadas ao desenvolvimento de competências, habilidades e conhecimentos relacionados à leitura, escrita, análise crítica e produção literária, visando à qualificação de públicos diversos. “As ações deverão ser realizadas considerando o formato de oficinas, cursos, palestras, grupos de estudo e outras atividades de cunho formativo que promovam o acesso, o aprimoramento e a difusão da literatura em suas múltiplas expressões e gêneros”, diz a nota.

Produção Literária e Projetos Artísticos

A chamada é voltada para pessoas jurídicas ou microempreendedores individuais, com 92 vagas, premiações entre R$ 35 mil e R$ 100 mil, e investimento total de R$ 4,85 milhões. O edital será dividido entre as categorias “Produção Literária” e “Projetos Artísticos a partir de Obras Literárias”.

“A produção literária é considerada como produção de livros infantis e/ou infanto juvenis e/ou literatura geral, em formato físico que traz como objetivo narrar um fato, série de eventos, sentimentos e ideias, fictícios ou não. Já os projetos artísticos devem ser feitos a partir de Obras Literárias, em uma proposta cultural de artes cênicas, audiovisuais, ou outras expressões artísticas”, afirma a Sececrj.

Manutenção de Espaços Literários

Segundo o executivo estadual, a chamada é voltada para pessoas jurídicas ou microempreendedores individuais, com 30 vagas, no valor de R$ 50 mil cada, e premiação total de R$ 1,5 milhão. A proposta deve conter uma ação cultural relativa a ações de manutenção e reparo de espaços de leitura, dentro dos formatos definidos em edital. Serão aceitas propostas para a manutenção de espaços independentes, bibliotecas/espaços de leitura comunitários e bibliotecas itinerantes.

Contação de Histórias

A secretaria informa que a chamada é voltada para pessoas físicas, com 75 vagas, no valor de R$ 12 mil cada, e premiação total de R$ 900 mil. “A contação de histórias é considerada como modalidade artístico-cultural lúdica e de estímulo à reflexão, caracterizada pela narração de obras literárias e/ou da tradição oral. A contação de histórias pode ser direcionada para diversas faixas etárias e públicos, utilizando diferentes recursos e estratégias. Há a possibilidade de utilizar adereços, expressões corporais, dramatização, manipulação de bonecos, técnicas de teatro, música e etc.”, completa a nota.

 




Fonte: Agência Brasil

Brasil

Plataforma do BB reduz em 72% perda de comida em escolas públicas

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Uma plataforma digital criada pelo Banco do Brasil (BB) está ajudando prefeituras a reduzir o desperdício de alimentos em escolas públicas. Chamada de BB Alimentação Escolar, a solução usa tecnologia para melhorar o planejamento e o controle da merenda oferecida a estudantes da rede pública.

Desenvolvida em parceria com a Lemobs, empresa que integra o Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a plataforma reúne informações sobre consumo, aceitação das refeições e desperdício. Com base nesses dados, gestores conseguem ajustar cardápios, quantidades e compras, evitando excessos e melhorando a qualidade da alimentação.

O sistema também traz painéis de acompanhamento e ferramentas que auxiliam na tomada de decisão, tornando a gestão mais eficiente e transparente.

Resultados iniciais

Os primeiros testes foram feitos em 15 municípios. Em Belém, onde a solução começou em cinco escolas, os resultados apareceram em poucos meses:

  • 72% menos desperdício de alimentos;
  • 7 toneladas de comida preservadas;
  • cerca de 25 mil refeições aproveitadas;
  • economia de aproximadamente R$ 200 mil;
  • redução de 10 toneladas de emissão de carbono;
  • 2,4 mil alunos beneficiados;
  • 88% de aprovação das refeições.

Impacto nas contas públicas

O planejamento mais preciso evita compras desnecessárias e reduz perdas, gerando economia. Dessa forma, os recursos públicos são utilizados de forma mais eficiente.

A expectativa é que, se adotada em toda a rede de ensino de Belém, a ferramenta possa evitar o desperdício de cerca de 220 toneladas de alimentos por ano e gerar economia superior a R$ 1,2 milhão, beneficiando milhares de estudantes.

Expansão e importância

A solução já está sendo utilizada em outras cidades, como Natal e Valparaíso de Goiás, o que mostra o potencial de expansão para diferentes regiões do país.

Alinhada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar, a iniciativa busca melhorar a qualidade da merenda, reduzir desperdícios e fortalecer a gestão pública, combinando tecnologia, economia e impacto social positivo.

Lemobs

A Lemobs é uma empresa brasileira de tecnologia que desenvolve soluções digitais para ajudar governos, principalmente prefeituras, a melhorar a gestão pública. A empresa faz parte do ecossistema de inovação do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Criada com foco em desenvolver tecnologias para “cidades inteligentes”, a empresa atua para modernizar administrações locais, desde a coleta de lixo até a alimentação escolar.



Fonte: Agência Brasil

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Brasil

SP: ato critica uso de escola pública em filme contra Paulo Freire

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Professores, pais de alunos, sindicatos e parlamentares fizeram neste sábado (18), na capital paulista, um ato contra a utilização de uma escola infantil municipal como cenário para a produção de um filme. A obra, da produtora Brasil Paralelo, difama a educação pública e o educador Paulo Freire, patrono da Educação Brasileira. 

A manifestação, uma aula pública, ocorreu na Praça Roosevelt, em frente à Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Patrícia Galvão (Pagu), onde a produtora gravou imagens para o filme Pedagogia do Abandono, ainda não lançado. 

A produtora produz conteúdo para a extrema-direita e já teve parte de seus colaboradores tornados réus em razão da produção de outro filme, A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha. A Justiça do Ceará aceitou denúncia do Ministério Público do estado e tornou dois colaboradores da produtora réus por suspeita de participação em uma campanha de ódio contra Maria da Penha, símbolo da luta contra a violência doméstica.

“A gente está aqui para dizer que Paulo Freire está presente. Ele está presente nas nossas escolas, nos nossos pensamentos, nos nossos estudos, e não só na EMEI Patrícia Galvão. Ele está presente na cidade toda, no Brasil a fora e fora do Brasil inclusive”, disse a diretora da Emei Patrícia Galvão, Sandra Regina Bouças.

Sandra não deu entrevista à imprensa, mas, em uma carta publicada em suas redes sociais, questionou a produção que utilizou imagens internas da escola. As gravações foram autorizadas pela prefeitura de São Paulo. 

“Identificamos que se trata de um projeto para destruir a educação pública, bem como a imagem de Paulo Freire com identificações muito equivocadas. Será que há, nesta proposição, uma tentativa de contribuir com as ideias de que a terceirização/privatização da Educação Infantil seria a solução para uma educação de qualidade?”.

Na carta, a diretora afirma que soube apenas na véspera das gravações que a produtora seria a Brasil Paralelo. “Na noite anterior à data marcada para a agravação, fomos surpreendidas por um termo de anuência em nome da Brasil Paralelo”, contou.”Era a produtora responsável por vídeos de caráter marcadamente ideológico, em que diversas produções têm por objetivo descaracterizar e objetificar o ensino público pejorativamente”, completou.

A professora da Faculdade de Educação da USP (FEUSP) e educadora popular Denise Carreira afirmou que a produção pretende enfraquecer políticas públicas de cunho social e racial e a agenda de gênero.

““Precisamos estar atentas contra esse absurdo. E defender a escola democrática, a escola que promova uma educação transformadora baseada no pensamento, na trajetória, na ação de Paulo Freire”, acrescentou.

Eduarda Lins, mãe de uma das alunas da escola, fez elogios aos funcionários e criticou a produtora e a prefeitura. “Quando a gente descobre que a nossa prefeitura está disponibilizando um espaço público para uma empresa privada com fins, no mínimo, obscuros, que inclusive está sendo investigada pelo MP, dói no nosso coração”, disse.

Outro lado

A Spcine informou que recebeu o pedido para gravação e, após análise técnica da SP Film Commission, responsável por receber, processar e encaminhar pedidos de filmagem, autorizou as gravações. 

“O procedimento é padrão e foi o mesmo adotado em todas as outras 253 solicitações feitas ao município para essa finalidade até o momento em 2026. Somente no ano passado, foram autorizadas mais de mil gravações”, informou o órgão em nota. A Spcine ressaltou, ainda que a checagem de aspectos legais, como uso de imagem e participação de menores, é de inteira responsabilidade dos produtores.

A Agência Brasil procurou a produtora Brasil Paralelo, mas ainda não recebeu resposta.



Fonte: Agência Brasil

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Brasil

CNPQ anuncia edital com R$ 120 milhões para bolsas de pesquisas

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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciou que publicará ainda em abril a chamada pública do novo Programa de Capacitação Institucional (PCI), modalidade de bolsas direcionada a pesquisadores das 16 unidades de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O ciclo da chamada será de 4 anos, com previsão de R$ 120 milhões oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

A reestruturação do PCI inclui um reajuste médio de 30%, elevando o piso para ao menos R$ 4 mil. A mudança mais importante está na forma de concorrência: as edições anteriores vinculavam as bolsas às instituições, que as distribuíam internamente. Essa edição prevê um regime de ampla concorrência baseado em projetos, que serão propostos pelos servidores e poderão receber até R$ 1,5 milhão, sendo até 10% deste valor para custeio, como material de consumo, serviços de terceiros, passagens e diárias.

Para este ciclo, uma mesma instituição passa a poder abrigar vários projetos de pesquisa simultâneos, submetidos por proponentes distintos e validados institucionalmente.

O processo de prestação de contas será anual. Os bolsistas passarão a ter, ainda, permissão explícita para atuar em empresas de base tecnológica (startups) instaladas em ambientes de inovação, como incubadoras e parques tecnológicos.

Historicamente o programa contempla desde o nível técnico até o de pós-doutorado e é responsável por agregar recursos humanos temporários às instituições.

O CNPq irá realizar um webinário explicativo para tirar dúvidas sobre as novas regras e o preenchimento de propostas na Plataforma Integrada Carlos Chagas, após o lançamento do edital.



Fonte: Agência Brasil

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