Connect with us

Internacional

Venezuela: reitor do CNE da oposição não assistiu totalização de votos

Published

on


Quase um mês depois da eleição presidencial da Venezuela, um dos reitores do Conselho Nacional Eleitoral (CNE) ligados à oposição se manifestou nesta segunda-feira (26) sobre a votação de 28 de julho.

Juan Carlos Delpino Boscán informou que não compareceu à Sala de Totalização dos votos do CNE e, por isso, não tem evidência que respalde a vitória de Nicolás Maduro. Além disso, denuncia irregularidades, falta de transparência e cita a suspensão de auditorias previstas.

“Ao não subir à sala de totalização, careço da evidência que respalda os resultados anunciados”, informou, em nota, por meio de uma rede social. Boscán justificou que tomou a decisão de não subir à sala em resposta a irregularidades que teria presenciado.

“Ante o despejo de testemunhas em não poucos centros [eleitorais], a falta de transmissão do código QR ao centro de dados dos comandos, e a falta de solução efetiva ao suposto ataque hacker, tomei a decisão de não subir a sala de totalização e de não assistir ao anúncio do primeiro boletim [que deu a vitória a Maduro com 80% das urnas apuradas]”, destacou.

O comunicado do reitor do CNE ligado à oposição ocorreu logo após publicada entrevista dele ao jornal estadunidense New York Times, onde o membro do Poder Eleitoral da Venezuela informou que não recebeu evidências da vitória de Maduro.

O CNE possuí cinco membros principais, sendo dois deles ligados à oposição. A participação de reitores não ligados ao governo fez parte dos acordos firmados entre governo e oposição para as eleições deste ano. A outra reitora ligada à oposição, Aime Nogal Méndez, ainda não se manifestou sobre as denúncias de fraude após o dia 28 de julho.

Comunicado

Em longo comunicado publicado hoje (26), Juan Carlos Delpino Boscán relembra os principais acontecimentos do dia da votação, fazendo diversas críticas e denunciando falta de transparência no processo e a suspensão de auditorias que estavam previstas.

Boscán destacou que, considerando mais de 20 anos de experiências no CNE, a jornada eleitoral deste ano aconteceu “com relativamente poucas incidências reportadas” até as 5h da tarde do dia da votação.

Os primeiros problemas foram identificados por após esse horário, segundo destacou, “quando se reportaram incidentes de despejo de testemunhas da oposição durante o fechamento das mesas”. A oposição diz que diversas testemunhas da oposição não receberam a ata de votação da urna no final do processo. Ainda assim, a oposição diz ter reunido cerca de 83% das atas.

Em seguida, o reitor notou a interrupção da transmissão de dados dos resultados para os centros de totalização do CNE, “havendo silêncio e uma demora não explicada”. O reitor do Poder Eleitoral contou que apenas às 9h da noite foi informado do suposto ataque cibernético contra o órgão eleitoral que, segundo as autoridades do país, atrasaram o trabalho do CNE.

O reitor disse ainda que não compareceu à proclamação da vitória de Maduro, já no dia 29 de julho, por estar em desacordo com a falta de transparência com que o processo ocorreu.

“Essa decisão se baseia no meu compromisso com a integridade eleitoral e minha responsabilidade de garantir que os resultados reflitam a verdadeira vontade do povo venezuelano”, afirmou.

Artigo 125 e auditorias

O reitor do CNE criticou a não publicação dos votos por mesa eleitoral, “segundo a tradição dentro das 48 horas seguintes”, e também criticou a postura de esperar o prazo de 30 dias para publicar os dados.

Segundo o artigo 125 da Lei Orgânica dos Processos Eleitorais da Venezuela, o CNE tem que publicar os resultados no Diário Oficial do país em até 30 dias após a proclamação do vencedor. Ou seja, o prazo termina no próximo dia 30 de agosto.

De acordo com Juan Delpino, a demora na publicação desses dados causou a suspensão de três auditorias previstas para depois do dia 28 de julho, “afetando a cadeia de confiança das auditorias e gerando incertezas”.

TSJ

Bóscan foi criticado na decisão do Tribunal Supremo de Justiça (STJ) da Venezuela por não comparecer à perícia que ratificou a reeleição de Maduro, “nem justificar sua ausência”. No comunicado desta segunda-feira (26), o reitor explicou sua posição.

“Não assisti ao TSJ já que considero que a resolução do conflito deve ocorrer dentro do próprio organismo eleitoral, convocando os técnicos e peritos eleitorais a analisar as atas que possuem o CNE do dia da eleição com as que têm os diferentes comandos de campanha e que as mesmas sejam auditadas por observadores internacionais e certificadas de maneira independente.”

CNE

O reitor ainda faz uma série de críticas à escolha da data da eleição; a exclusão de partidos aptos a participar da votação; a forma de registro dos candidatos; a restrição da participação dos observadores da União Europeia (que foram impedidos de observar o pleito após renovarem sanções econômicas contra a Venezuela); e também ao processo de tomada de decisões do Conselho Nacional Eleitoral.

“O CNE experimentou preocupante falta de reuniões da direção, o que impediu seu funcionamento efetivo. Manifestei minha inquietação sobre a tomada unilateral de decisões, sublinhando que o CNE é um corpo colegiado que requer a participação de todos os seus membros”, completou.

Impasse

O governo de Nicolás Maduro tem acusado parte da oposição de não respeitar o resultado emitido pelo CNE e de buscar promover um golpe de Estado no país. A oposição, por sua vez, afirma que tem as atas eleitorais que indicam a vitória de Edmundo González. O Ministério Público do país abriu uma investigação sustentando a acusação que parte dessas atas foram falsificadas. 



Fonte: Agência Brasil

Internacional

Lula defende que empresas brasileiras atuem em Portugal

Published

on


Em visita a Lisboa, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (21) que Portugal pode ser a principal porta de acesso dos interesses empresariais brasileiros na Europa. A declaração considera a entrada em vigor do Acordo Mercosul-União Europeia, em 1º de maio.

Lula se reuniu pela primeira vez com o presidente português, António José Seguro, empossado em 9 de março. Após o encontro com o chefe de Estado, no Palácio Nacional de Belém, almoçou com o chefe de governo, o primeiro-ministro, Luís Montenegro, no Palácio São Bento.

O presidente brasileiro defendeu a integração econômica com Portugal e a possibilidade de que empresas brasileiras atuem em território português. Lula citou o exemplo da Embraer, que mantém parque industrial em Évora desde 2012.

“A gente pode repetir vários acontecimentos, como a Embraer, aqui em Portugal. A Embraer é a demonstração mais bem-sucedida de uma empresa brasileira que está aqui ajudando a construir coisas em Portugal”, afirmou, em fala dirigida ao primeiro-ministro.

Comércio

A corrente de comércio entre Brasil e Portugal somou em exportações e importações US$ 4,5 bilhões em 2025. O Brasil tem superávit de US$ 2 bilhões.

Além da indústria aeronáutica, empresas brasileiras têm investimentos em Portugal nas áreas de siderurgia e máquinas e equipamentos.

Portugal, por sua vez, se destaca no fornecimento de petróleo e gás ao Brasil, e com investimentos em infraestrutura e no setor elétrico.

Imigrantes brasileiros

Durante a visita, também foi discutida a presença da comunidade brasileira em Portugal. O primeiro-ministro português afirmou que “os brasileiros que procuram Portugal, que neste momento são mais de 500 mil, têm vindo para trabalhar, para desenvolver os seus projetos de vida, e têm tido uma integração social e econômica absolutamente impecável.”

Montenegro admitiu, no entanto, que já ocorreram incidentes com os brasileiros em Portugal. Para ele, são situações pontuais.

“Isto não significa que não possa ter havido, aqui ou ‘acolá’, um foco de perturbação”, disse.

O número de brasileiros em Portugal é cerca de cinco vezes superior ao total de lusitanos no Brasil – 104 mil, segundo o Censo 2022 (IBGE), o segundo maior grupo de estrangeiros no Brasil.

Em frente ao Palácio de Belém, manifestantes brasileiros e portugueses a favor e contra o presidente Lula se reuniram ao longo do dia. De acordo com a Rádio e Televisão de Portugal (RTP), as concentrações foram delimitadas por grades e fitas da polícia, e não houve registro de confrontos.

Volta ao Brasil

A passagem de Lula por Portugal se dá no Dia de Tiradentes, 21 de abril. O feriado lembra o mártir da Inconfidência Mineira e símbolo da luta por liberdade e Independência do Brasil, ex-colônia de Portugal.

A viagem de Lula a Lisboa ocorreu após visitas à Espanha, nos dias 17 e 18, e à Alemanha, em 19 e 20.

Na Espanha, o presidente do Brasil participou da 1ª Cúpula Brasil-Espanha e da 4ª Reunião de Alto Nível do Fórum Democracia Sempre. Na Alemanha, Lula visitou a Feira Industrial de Hannover, esteve no Encontro Econômico Brasil-Alemanha e nas Consultas Intergovernamentais de Alto Nível

O presidente Lula deverá estar de volta ao Brasil ainda nesta noite, após escala na Ilha do Sal, em Cabo Verde. A previsão da chegada do voo presidencial é às 23h50, na Base Aérea de Brasília.



Fonte: Agência Brasil

Continue Reading

Internacional

Ao lado do Brasil, Senegal persegue protagonismo no Sul Global

Published

on


Com uma população de quase 4 milhões de pessoas na região metropolitana, a capital do Senegal, Dacar, é o ponto do continente africano mais próximo das Américas – apenas 2,9 mil quilômetros separam Dacar e o Brasil. A cidade é sede do 10º Fórum Internacional de Dacar sobre Paz e Segurança na África, evento de dois dias que terminou nesta terça-feira (21).

O encontro reúne chefes de Estado e representantes de 38 países – sendo 18 dos 54 africanos – além de integrantes de dez organismos internacionais, como Organização das Nações Unidas (ONU) e União Europeia (EU). O Brasil está representado pela embaixadora no Senegal, Daniella Xavier.


 Dacar - 21/04/2026 - Fórum Internacional de Dacar. Foto- Divulgação
 Dacar - 21/04/2026 - Fórum Internacional de Dacar. Foto- Divulgação

Na cerimônia de abertura, o presidente senegalês, Bassirou Diomaye Faye, classificou Dacar como uma capital do diálogo estratégico africano e internacional.

“Um espaço de reflexão e troca sobre caminhos para desenvolver soluções endógenas [internas] para os desafios de segurança do continente”, discursou.

Além de diagnosticar desafios, debater temas e propor soluções para o continente, o evento é uma forma de reforçar o protagonismo do Senegal na região. O país se destaca por ser considerado um dos mais estáveis da África.

Mais que a liderança regional, o país de quase 19 milhões de habitantes busca estender a influência internacional em parceria com outras regiões do mundo, notadamente o chamado Sul Global, do qual o Brasil também busca ser expoente, conforme avaliam profundos conhecedores das relações internacionais entrevistados pela Agência Brasil.

Histórico de paz e estabilidade

O diplomata Leonardo Santos Simão, chefe do Escritório da ONU para a África Ocidental e Sahel, destaca que o Senegal tem uma história de desenvolvimento da paz e estabilidade, sem nunca ter sofrido um golpe de Estado.

O moçambicano lembra que a África enfrenta momentos “conturbados” por causa de conflitos internos, regionais, terrorismo e crime organizado.

A região do Sahel, faixa continental de costa a costa que marca a transição entre o deserto do Saara e as savanas ao Sul, é apontada como epicentro do terrorismo internacional, sofrendo ameaças de grupos jihadistas (extremistas islâmicos), como Al-Qaeda e Estado Islâmico.


 Dacar - 21/04/2026 - Fórum Internacional de Dacar.  Leonardo Santos Simão - Representante Especial do Secretário-Geral junto do Escritório das Nações Unidas para a África Ocidental e do Sahel - CRÉDITO Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil
 Dacar - 21/04/2026 - Fórum Internacional de Dacar.  Leonardo Santos Simão - Representante Especial do Secretário-Geral junto do Escritório das Nações Unidas para a África Ocidental e do Sahel - CRÉDITO Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

Dacar – 21/04/2026 – Chefe do Escritório da ONU para a África Ocidental e Sahel, Leonardo Santos Simão. Foto: Bruno de Freitas Moura/Agência Brasil

A edição 2026 do Índice de Terrorismo Global aponta que a região responde por mais da metade de todas as mortes por terrorismo no mundo em 2025, concentradas em três países: Mali, Burkina Faso e Niger.

As demais nações da região são Senegal, Gâmbia, Mauritânia, Guiné, Chade, Camarões e Nigéria.

>> Entenda como a África quer superar o terrorismo

“Senegal, através deste diálogo regular, oferece justamente esse espaço de troca de ideias, de troca de opiniões sobre como enfrentar, na prática, esses desafios do nosso tempo”, disse o diplomata, destacando que o fórum recebe representantes de países de fora da África.

Sul Global

O representante da ONU enfatizou que o Senegal faz parte de uma aglutinação internacional defendida pelo Brasil, o Sul Global – grupo de nações em desenvolvimento que compartilham problemas sociais.

Simão assinala que o Sul Global serve como instância para uma espécie de diálogo interno do Sul, de modo a identificar quais são os desafios comuns; e também na interlocução entre o Sul Global e o Norte Global (países ricos).

“Este Sul está cada vez mais unido”, disse. “Senegal é parte desse esforço também. Está no mesmo diapasão que o Brasil e outros países do Sul no trazer desta voz do Sul Global para que sejam encontradas soluções para os problemas da pobreza e da exclusão”, sustentou.

Leonardo Simão aponta ainda que a soberania dos países africanos “é um imperativo cada vez maior”.

Para ele, os países do Norte têm que entender que “as relações do passado já não são aceitas, precisam ser revistas”.

Entre as delegações estrangeiras no Fórum Internacional de Dacar estão integrantes de governos europeus que possuem passado de política colonial, como Alemanha, Espanha, Portugal e a França – que colonizou Senegal até 1960. 

Soft power

O professor moçambicano Carlos Lucas Mamboza, especialista em Estudos Estratégicos, Segurança e Defesa, considera que a realização do fórum é um “instrumento claro” de soft power.

No jargão do mundo diplomático, soft power é a habilidade de influenciar relações internacionais por meio de atração e persuasão, em vez de coerção e uso de força militar.

“Procura projetar a imagem de um Estado estável, com capacidade institucional, capacidade de mediação dos conflitos na zona do Sahel, mas também na África como um todo”, explica diretamente de Maputo, capital de Moçambique.

O tema do fórum deste ano é “África enfrenta os desafios da estabilidade, integração e soberania: Quais soluções sustentáveis?”.

Para Mamboza, também professor de África na Relações Internacionais na Universidade Federal Fluminense (UFF), a escolha do assunto evidencia um grande dilema que os Estados africanos têm sofrido.

“É a necessidade de equilibrar uma estabilidade interna, os processos de integração regional e a preservação da soberania em um cenário internacional marcado por uma intensa competição entre as grandes potências, nomeadamente China, a Rússia e os Estados Unidos”.

O professor ressalta que o encontro apresenta agenda mais ampla, trazendo questões relacionadas a mudanças climáticas, pandemias, criminalidade transnacional, cibersegurança e assuntos tecnológicos.

“Indica um esforço do continente em se posicionar de forma autônoma na definição de suas próprias prioridades estratégicas”, completa.

América do Sul

Carlos Lucas Mamboza destaca que Senegal também apresenta uma fase diplomática ligada à América do Sul e ao Brasil. O país é um dos integrantes da Zona de Paz e Cooperação do Atlântico Sul (Zopacas), aliança com mais de 20 países, a maioria africanos, voltada para a manutenção da parte Sul do Oceano Atlântico livre de guerras e de disputas geopolíticas.

Há menos de duas semanas, o Brasil assumiu a liderança do grupo, em um evento no Rio de Janeiro. 

“Senegal emerge como um elo importante entre a África Ocidental e o espaço estratégico do Atlântico Sul, conectando-se diretamente com os interesses do Brasil”.

Nas palavras do professor, é uma cooperação Sul-Sul. Ao comentar interesses conjuntos dos dois países, Mamboza citou a defesa de reformas na governança global. Um exemplo é no Conselho de Segurança (CS) da ONU, pleito antigo do Brasil e de africanos.

Atualmente, apenas cinco países têm presença permanente no conselho e poder de veto (Rússia, Estados Unidos, China, Reiuno Unido e França), nenhum deles da América do Sul ou da África.

Entre as funções do CS estão a imposição de sanções internacionais e permitir intervenção militar.

Estados Unidos

O protagonismo buscado por Senegal foi reconhecido pela delegação dos Estados Unidos que seguiu para Dacar, conforme o subsecretário adjunto do Departamento de Estado (equivalente ao Ministério das Relações Exteriores), Richard Michaels.

“A liderança do Senegal em questões de segurança regional demonstra o impacto transformador que os países africanos podem alcançar quando traçam seu próprio caminho rumo ao sucesso”, afirmou.

“Saudamos uma nova fase de liderança africana, com atores nacionais e regionais à frente do enfrentamento dos desafios do continente — sejam eles econômicos, de segurança ou políticos”, completa o diplomata dos Estados Unidos.

Richard Michaels afirmou ainda que os Estados Unidos estão “redefinindo de forma essencial” a relação com parceiros africanos, “agora baseada em comércio mutuamente benéfico, em vez de ajuda e dependência”.

Minerais críticos

O representante do governo americano deixou claro que o país tem interesse em participar da cadeia de exploração dos chamados minerais críticos, recursos essenciais para tecnologias modernas, defesa e transição energética.

“África é o epicentro da corrida global por minerais críticos”, definiu.

“Estamos trabalhando com parceiros africanos para construir cadeias de suprimentos seguras, transparentes e comercialmente viáveis, que garantam que os países africanos capturem mais valor de seus próprios recursos”, concluiu.

* O repórter viajou a convite do Ministério da Integração Africana, Negócios Estrangeiros e Senegaleses no Estrangeiro.



Fonte: Agência Brasil

Continue Reading

Internacional

Lula: é preciso “dar logo” Nobel da Paz à Trump para encerrar guerras

Published

on


O presidente Luiz Inácio Lula da Silva disse nesta terça-feira (21) que é preciso “dar logo” o Prêmio Nobel da Paz ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, para que se possa acabar com as guerras no mundo.

“A gente vê, todo santo dia, declarações – que eu não sei se são brincadeira ou não – do presidente Trump dizendo que já acabou com oito guerras e que ainda não ganhou o Prêmio Nobel da Paz”, disse, em declaração à imprensa durante visita à Portugal.

“É importante que a gente dê logo um Prêmio Nobel para o presidente Trump para não ter mais guerra. Aí, o mundo vai viver em paz, tranquilamente”, completou Lula.

Nações Unidas

Assim como em outros discursos recentes em sua agenda internacional, o presidente destacou que o mundo registra atualmente a maior quantidade de conflitos desde a 2ª Guerra Mundial. “E não há uma única instituição capaz de falar a palavra ‘paz’”.

“Todo mundo sabe que eu sou defensor do multilateralismo. Todo mundo sabe que sou inimigo do unilateralismo e do protecionismo. Todo mundo sabe que nós estamos numa jornada pelo mundo para fazer mudanças no Conselho de Segurança das Nações Unidas.”

Segundo Lula, as alterações seriam direcionadas especificamente ao estatuto das Nações Unidas, “para dar a ela o sentido de existência para o qual foi criada em 1945.”

“Não é possível que você não tenha nenhuma instituição capa de contemporizar, harmonizar e acabar com a quantidade de guerras que temos no mundo hoje”, acrescentou Lula.

O presidente está em viagem oficial à Europa, onde já passou pela Espanha e Alemanha. Após compromissos em Portugal, ele retorna a Brasília.



Fonte: Agência Brasil

Continue Reading

Popular

Copyright © 2024 - Serviços de Construção Notícias - Tá Contratado