Confira dez pontos-chave sobre a economia do país em relação às eleições de 2018 e 2024
EFE/ Miguel Gutiérrez Os dez candidatos, incluindo o presidente, Nicolás Maduro, prometem um mandato de seis anos de oportunidades para todos
A Venezuela que realizará eleições presidenciais neste domingo (28) está muito distante daquela que foi às urnas em 2018 – quando enfrentou hiperinflação, escassez e instabilidade cambial, entre outros males -, embora problemas de longa data como baixos salários, pobreza e crise de serviços ainda persistam. Os dez candidatos, incluindo o presidente, Nicolás Maduro, prometem um mandato de seis anos de oportunidades para todos, inclusive para os migrantes que desejam retornar ao país, com planos de recuperação e, acima de tudo, melhorias nas condições de vida e renda.
Confira dez pontos-chave sobre a economia da Venezuela em relação às eleições de 2018 e 2024:
PIB
O Produto Interno Bruto (PIB), que caiu mais de 70% entre 2013 e 2020 – de acordo com estimativas independentes – vem melhorando desde 2021, e as autoridades preveem um crescimento de mais de 8% neste ano. Somente em 2018, ele sofreu uma contração de 19,6%, de acordo com o Banco Central da Venezuela (BCV).
INFLAÇÃO
Em 2018, o país experimentava uma hiperinflação que fechou o ano em 130.060% e durou por um período de quatro anos, até o final de 2021, após o qual iniciou um processo de desaceleração no ritmo de crescimento dos preços, com altos e baixos, que atingiu 1% no mês passado, seu nível mais baixo desde 2012.
Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!
ABASTECIMENTO
Prateleiras vazias eram a imagem comum em 2018, quando a oferta era de apenas 30%, de acordo com dados fornecidos pela Associação Nacional de Supermercados e Lojas de Autosserviço (ANSA), que hoje estima essa porcentagem em 98%.
POBREZA
De acordo com a Pesquisa de Condições de Vida (Encovi), 91% da população era pobre por nível de renda – 75% em pobreza extrema – em 2018, como resultado da “hiperinflação e escassez”, números que caíram após a “liberalização econômica” para 82,8% em pobreza geral e 50,5% em pobreza extrema em 2023.
PETRÓLEO
A produção tem se recuperado constantemente desde 2020, quando caiu para 569 mil barris por dia (bpd) devido à pandemia de covid-19 e às sanções econômicas, e atingiu 783 mil bpd no ano passado. No entanto, ainda está aquém do nível de 2018 de 1,51 milhão de bpd. No primeiro semestre de 2024, ultrapassou 900 mil bpd, e o governo estima que fechará este ano em 1 milhão bpd.
SETOR ELÉTRICO
Em 2018, o país sofreu milhares de falhas de energia que o governo atribuiu a atos de sabotagem ou à ação de animais, como iguanas, mas, de acordo com especialistas, isso se deveu à falta de manutenção, à corrupção e à fuga de talentos devido à migração, uma crise que foi exacerbada no ano seguinte com apagões prolongados e que hoje persistem, especialmente nas regiões mais distantes da capital.
MOEDA
Há seis anos, o bolívar, moeda local, estava perdendo seu valor em um ritmo vertiginoso, levando o governo a eliminar cinco zeros em 2018 e outros seis em 2021 – 14 no total, se contarmos os três zeros eliminados em 2008. Hoje, o bolívar ganhou estabilidade, desvalorizando-se apenas 1,23% no primeiro semestre do ano. No mesmo período de 2018 tinha caído mais de 90% em relação ao dólar no mercado oficial.
CONTROLES
Em 2018, o país completou 15 anos sob um controle de câmbio que deu ao Estado o monopólio da gestão de moeda estrangeira e um controle de preços que, junto com a tributação maciça, gerou escassez aguda de produtos de primeira necessidade, políticas que foram relaxadas nos últimos anos e agora estão sendo suspensas.
EMPREGO
As autoridades afirmam que hoje a Venezuela “é um dos países com o menor desemprego da região”, embora o Instituto Nacional de Estatística (INE) não tenha atualizado esses dados desde 2018, quando a “taxa de desemprego” estava em torno de 7%.
SALÁRIOS
A Venezuela nas eleições de maio de 2018 tinha um salário mínimo – a referência para outros salários do setor público – de 1 milhão de bolívares, então equivalente a cerca de US$ 14 por mês pela taxa de câmbio oficial, e apesar de vários ajustes, hoje esse salário, que na moeda local é de 130 bolívares, é de apenas cerca de US$ 3,50 por mês.
Publicado por Carolina Ferreira *Com informações da EFE
Uma plataforma digital criada pelo Banco do Brasil (BB) está ajudando prefeituras a reduzir o desperdício de alimentos em escolas públicas. Chamada de BB Alimentação Escolar, a solução usa tecnologia para melhorar o planejamento e o controle da merenda oferecida a estudantes da rede pública.
Desenvolvida em parceria com a Lemobs, empresa que integra o Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a plataforma reúne informações sobre consumo, aceitação das refeições e desperdício. Com base nesses dados, gestores conseguem ajustar cardápios, quantidades e compras, evitando excessos e melhorando a qualidade da alimentação.
O sistema também traz painéis de acompanhamento e ferramentas que auxiliam na tomada de decisão, tornando a gestão mais eficiente e transparente.
Resultados iniciais
Os primeiros testes foram feitos em 15 municípios. Em Belém, onde a solução começou em cinco escolas, os resultados apareceram em poucos meses:
72% menos desperdício de alimentos;
7 toneladas de comida preservadas;
cerca de 25 mil refeições aproveitadas;
economia de aproximadamente R$ 200 mil;
redução de 10 toneladas de emissão de carbono;
2,4 mil alunos beneficiados;
88% de aprovação das refeições.
Impacto nas contas públicas
O planejamento mais preciso evita compras desnecessárias e reduz perdas, gerando economia. Dessa forma, os recursos públicos são utilizados de forma mais eficiente.
A expectativa é que, se adotada em toda a rede de ensino de Belém, a ferramenta possa evitar o desperdício de cerca de 220 toneladas de alimentos por ano e gerar economia superior a R$ 1,2 milhão, beneficiando milhares de estudantes.
Expansão e importância
A solução já está sendo utilizada em outras cidades, como Natal e Valparaíso de Goiás, o que mostra o potencial de expansão para diferentes regiões do país.
Alinhada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar, a iniciativa busca melhorar a qualidade da merenda, reduzir desperdícios e fortalecer a gestão pública, combinando tecnologia, economia e impacto social positivo.
Lemobs
A Lemobs é uma empresa brasileira de tecnologia que desenvolve soluções digitais para ajudar governos, principalmente prefeituras, a melhorar a gestão pública. A empresa faz parte do ecossistema de inovação do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).
Criada com foco em desenvolver tecnologias para “cidades inteligentes”, a empresa atua para modernizar administrações locais, desde a coleta de lixo até a alimentação escolar.
Professores, pais de alunos, sindicatos e parlamentares fizeram neste sábado (18), na capital paulista, um ato contra a utilização de uma escola infantil municipal como cenário para a produção de um filme. A obra, da produtora Brasil Paralelo, difama a educação pública e o educador Paulo Freire, patrono da Educação Brasileira.
A manifestação, uma aula pública, ocorreu na Praça Roosevelt, em frente à Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Patrícia Galvão (Pagu), onde a produtora gravou imagens para o filme Pedagogia do Abandono, ainda não lançado.
A produtora produz conteúdo para a extrema-direita e já teve parte de seus colaboradores tornados réus em razão da produção de outro filme, A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha. A Justiça do Ceará aceitou denúncia do Ministério Público do estado e tornou dois colaboradores da produtora réus por suspeita de participação em uma campanha de ódio contra Maria da Penha, símbolo da luta contra a violência doméstica.
“A gente está aqui para dizer que Paulo Freire está presente. Ele está presente nas nossas escolas, nos nossos pensamentos, nos nossos estudos, e não só na EMEI Patrícia Galvão. Ele está presente na cidade toda, no Brasil a fora e fora do Brasil inclusive”, disse a diretora da Emei Patrícia Galvão, Sandra Regina Bouças.
Sandra não deu entrevista à imprensa, mas, em uma carta publicada em suas redes sociais, questionou a produção que utilizou imagens internas da escola. As gravações foram autorizadas pela prefeitura de São Paulo.
“Identificamos que se trata de um projeto para destruir a educação pública, bem como a imagem de Paulo Freire com identificações muito equivocadas. Será que há, nesta proposição, uma tentativa de contribuir com as ideias de que a terceirização/privatização da Educação Infantil seria a solução para uma educação de qualidade?”.
Na carta, a diretora afirma que soube apenas na véspera das gravações que a produtora seria a Brasil Paralelo. “Na noite anterior à data marcada para a agravação, fomos surpreendidas por um termo de anuência em nome da Brasil Paralelo”, contou.”Era a produtora responsável por vídeos de caráter marcadamente ideológico, em que diversas produções têm por objetivo descaracterizar e objetificar o ensino público pejorativamente”, completou.
A professora da Faculdade de Educação da USP (FEUSP) e educadora popular Denise Carreira afirmou que a produção pretende enfraquecer políticas públicas de cunho social e racial e a agenda de gênero.
““Precisamos estar atentas contra esse absurdo. E defender a escola democrática, a escola que promova uma educação transformadora baseada no pensamento, na trajetória, na ação de Paulo Freire”, acrescentou.
Eduarda Lins, mãe de uma das alunas da escola, fez elogios aos funcionários e criticou a produtora e a prefeitura. “Quando a gente descobre que a nossa prefeitura está disponibilizando um espaço público para uma empresa privada com fins, no mínimo, obscuros, que inclusive está sendo investigada pelo MP, dói no nosso coração”, disse.
Outro lado
A Spcine informou que recebeu o pedido para gravação e, após análise técnica da SP Film Commission, responsável por receber, processar e encaminhar pedidos de filmagem, autorizou as gravações.
“O procedimento é padrão e foi o mesmo adotado em todas as outras 253 solicitações feitas ao município para essa finalidade até o momento em 2026. Somente no ano passado, foram autorizadas mais de mil gravações”, informou o órgão em nota. A Spcine ressaltou, ainda que a checagem de aspectos legais, como uso de imagem e participação de menores, é de inteira responsabilidade dos produtores.
A Agência Brasil procurou a produtora Brasil Paralelo, mas ainda não recebeu resposta.
O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciou que publicará ainda em abril a chamada pública do novo Programa de Capacitação Institucional (PCI), modalidade de bolsas direcionada a pesquisadores das 16 unidades de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).
O ciclo da chamada será de 4 anos, com previsão de R$ 120 milhões oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).
A reestruturação do PCI inclui um reajuste médio de 30%, elevando o piso para ao menos R$ 4 mil. A mudança mais importante está na forma de concorrência: as edições anteriores vinculavam as bolsas às instituições, que as distribuíam internamente. Essa edição prevê um regime de ampla concorrência baseado em projetos, que serão propostos pelos servidores e poderão receber até R$ 1,5 milhão, sendo até 10% deste valor para custeio, como material de consumo, serviços de terceiros, passagens e diárias.
Para este ciclo, uma mesma instituição passa a poder abrigar vários projetos de pesquisa simultâneos, submetidos por proponentes distintos e validados institucionalmente.
O processo de prestação de contas será anual. Os bolsistas passarão a ter, ainda, permissão explícita para atuar em empresas de base tecnológica (startups) instaladas em ambientes de inovação, como incubadoras e parques tecnológicos.
Historicamente o programa contempla desde o nível técnico até o de pós-doutorado e é responsável por agregar recursos humanos temporários às instituições.
O CNPq irá realizar um webinário explicativo para tirar dúvidas sobre as novas regras e o preenchimento de propostas na Plataforma Integrada Carlos Chagas, após o lançamento do edital.