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Vivendo sem glúten, conheça a doença celíaca

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O maior desafio para os celíacos é que o glúten está presente em muitos alimentos como pães, massas, bolos, bolachas, pizzas e salgados; a doença acomete o intestino e outros órgãos

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Para evitar a contaminação ao comer fora, o ideal é que o paciente saiba se o estabelecimento entende dos processos de segurança alimentar

A doença celíaca é uma doença autoimune, que ocorre em pessoas geneticamente predispostas, desencadeadas por uma proteína chamada glúten, presente no trigo, centeio e cevada.

Quais são os principais sintomas da doença celíaca?

A doença celíaca acomete o intestino e outros órgãos, e é considerada uma doença sistêmica. Além de trazer sintomas digestivos, como diarreia, constipação, aumento de gases, dor abdominal, sintomas gástricos, carências nutricionais e diminuição no desenvolvimento físico, há várias questões fora do intestino. A doença celíaca está relacionada a outras doenças autoimunes em vários órgãos. São exemplos, a tireoidite, diabetes mellitus tipo 1 e hepatites autoimunes.

Na pele, há relação com psoríase, rosácea, vitiligo, aftas, alopécia areata. Pode haver aumento de dores musculares e articulares, com aumento de incidência de osteopenia e osteoporose. Quadros de infertilidade, abortamentos de repetição, menopausa precoce são comuns. Além disso, é importante ressaltar que 70% dos pacientes apresentam sintomas neurológicos, como dor de cabeça, fadiga crônica, falta de concentração e memória, confusão mental, insônia, irritabilidade, dormência nas mãos e pés.

Como a doença celíaca é diagnosticada?

A doença celíaca é diagnosticada por meio da dosagem de autoanticorpos (anti-gliadinas IgG e IgA, antiendomísio IgA e anti-transglutaminase tecidual IgA) e confirmada pela avaliação da mucosa do duodeno (intestino delgado). A doença celíaca causa inflamação e atrofia da mucosa do intestino, e estes achados confirmam o diagnóstico.

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Qual é a diferença entre doença celíaca, sensibilidade ao glúten não celíaca e alergia ao trigo?

Todas estas alterações são conhecidas como “Desordens relacionadas ao glúten”.

  • A doença celíaca, como dito, é uma doença autoimune, que acomete 1% da população. Nós temos, no mínimo, 2 milhões de brasileiros com doença celíaca. No entanto, acreditamos que menos de 15% destas pessoas saibam que são portadoras da doença.
  • A alergia ao glúten acomete 0,2% da população e é uma alteração imunomediada contra o alergênico (glúten), mas que pode causar sintomas.
  • A sensibilidade ao glúten não celíaca se caracteriza pela resposta inflamatória exacerbada na presença do glúten no intestino, acometendo 6% da população.

Quais são os principais desafios de viver sem glúten?

O maior desafio, sem dúvida, é que o glúten está presente em muitas comidas, de forma direta (pães, massas, bolos, bolachas, pizzas, salgados) ou de forma indireta (presença de traços do glúten por contaminação cruzada). Devido à presença quase onipresente do glúten em vários alimentos, vários aspectos da vida pessoal e social do paciente são afetados. Infelizmente, há aumento de incidência de isolamento social, transtornos de ansiedade, hipervigilância, depressão e obsessão, em razão disso.

Para evitar a contaminação cruzada ao comer fora, por exemplo, o ideal é que o paciente conheça o local e saiba se o estabelecimento em questão entende dos processos de segurança alimentar. O mais importante é que o paciente e seus familiares saibam gerenciar o risco. É indispensável conversar com os responsáveis pelo preparo e reforçar os riscos que a ingestão de glúten, mesmo em mínimas quantidades, pode trazer.

Em casa, é preciso muita organização e respeito a espaços, utensílios de cozinha e no preparo de alimentos, principalmente, quando esta é compartilhada com familiares que comem glúten.

Quais são os avanços recentes na pesquisa e tratamento da doença celíaca?

Existem várias linhas de pesquisa sobre a doença celíaca. Quanto mais entendermos os mecanismos da doença, mais poderemos ajudar como médicos. Também estamos atentos a diagnósticos mais difíceis, com apresentações clínicas menos comuns. No entanto, nada é mais aguardado do que o desenvolvimento de medicamentos. Atualmente, há vários medicamentos em estudo, em fases intermediárias e com bons resultados. Sabemos que 80% dos pacientes com doença celíaca desejam um medicamento. Com certeza, haveria um incremento na qualidade de vida!

Como educar amigos, familiares e colegas sobre a doença celíaca?

Generosidade e paciência. É preciso ensinar a todos que cercam o paciente sobre aspectos alimentares e riscos da doença. Muitas vezes, há preconceito, mas precisamos vencer esta barreira. A melhor forma de caminharmos para frente é ensinando, orientando e reforçando conceitos. Por isso, um espaço e uma publicação como esta são tão relevantes para esta comunidade! Quanto mais informações forem difundidas, maior será a inclusão destas pessoas tão especiais.

*Por Dr. Fernando Valério – CRM SP 87001 l RQE 52104

Médico Membro da International Society for the Study of Celiac Disease
Médico consultor da Fenacelbra (Federação Nacional das Associações de Celíacos do Brasil)





Fonte: Jovem Pan

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Grêmio x Flamengo: Confira a transmissão da Jovem Pan ao vivo

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Aqui, você pode assistir à narração do jogo válido pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro

Grêmio x Flamengo

Grêmio e Flamengo e se enfrentam neste domingo (22), em jogo válido pela 27ª rodada do Campeonato Brasileiro. A Jovem Pan apresenta todas as emoções do duelo ao vivo, às 18h30 (de Brasília). Além de transmitir a partida em AM 620 e FM 100,9, a JP traz a narração de Fausto Favara, comentários de Fabio Piperno e reportagem de Guilherme Silva.

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Fonte: Jovem Pan

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Rebeca Andrade conquista ouro nas barras assimétricas no Campeonato Brasileiro

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Com uma impressionante nota de 14,500, ela se destacou na competição, onde o pódio foi completado por outras duas ginastas do Flamengo: Gabriela Vieira e Isabel Ramos

Reprodução/Instagram/@rebecaandraderebeca andrade
Rebeca Andrade volta a competir depois das Olimpíadas de Paris

A ginasta Rebeca Andrade, multicampeã olímpica, brilhou mais uma vez ao conquistar a medalha de ouro nas barras assimétricas durante o Campeonato Brasileiro de Ginástica Artística. Com uma impressionante nota de 14,500, ela se destacou na competição, onde o pódio foi completado por Gabriela Vieira, do Flamengo, que ficou em segundo lugar com 13,100, e Isabel Ramos, também do Flamengo, que garantiu o terceiro lugar com 13,000. Defendendo seu título nas barras assimétricas, Rebeca expressou sua satisfação em ser uma inspiração para as crianças. Ela revelou que optou por simplificar sua série, focando apenas na final das barras assimétricas.

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Rebeca decidiu não participar das competições de solo e trave, além de não ter se classificado para a final do salto. Além de seu desempenho individual, Rebeca Andrade teve um papel fundamental na conquista do ouro pelo Flamengo na disputa por equipes. O time do Cegin ficou com a medalha de prata, enquanto o Pinheiros garantiu o terceiro lugar na competição. A vitória coletiva reforça a força do Flamengo no cenário da ginástica artística nacional.

 

Publicado por Sarah Américo

*Reportagem produzida com auxílio de IA





Fonte: Jovem Pan

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Bombardeio em Kharkiv deixa ao menos 21 feridos

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Entre os feridos, uma criança de apenas oito anos foi atingida;

EFE/EPA/SERGEY KOZLOVbombardeio em kharkiv
Equipes de resgate ucranianas evacuam a população local do local do bombardeio noturno em um prédio residencial de vários andares em Kharkiv

A cidade de Kharkiv, na Ucrânia, foi alvo de um bombardeio russo na noite de sábado (21) que resultou em pelo menos 21 pessoas feridas. O ataque ocorreu no distrito de Shevchenkivski, que é a segunda maior cidade do país. Entre os feridos, uma criança de apenas oito anos foi atingida. Desde fevereiro de 2022, Kharkiv tem enfrentado uma série de ataques frequentes por parte das forças russas. Este bombardeio foi o segundo em sequência contra Kharkiv, já que na sexta-feira, 20 de setembro, um ataque anterior deixou 15 feridos, incluindo crianças. As autoridades ucranianas relataram que em ambos os incidentes foram utilizadas bombas planadoras do tipo KAB, evidenciando a continuidade da ofensiva russa na região.

Além dos ataques em Kharkiv, a Rússia também lançou uma ofensiva mais ampla, utilizando 80 drones Shahed e dois mísseis contra alvos na Ucrânia. A defesa aérea do país conseguiu interceptar 71 desses drones, minimizando os danos. No entanto, a situação continua crítica, com civis sendo afetados em várias localidades. Em Nikopol, dois civis perderam a vida devido a ataques de drones, enquanto em Kherson, outro ataque resultou em ferimentos em dois civis. Os bombardeios também causaram danos significativos à infraestrutura energética em cidades como Poltava e Shostka, aumentando as preocupações sobre a segurança e a estabilidade na região.

Publicado por Sarah Américo

*Reportagem produzida com auxílio de IA





Fonte: Jovem Pan

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