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Apagão cibernético: saiba o que foi afetado no Brasil

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Microsoft informou que uma falha impediu a utilização de softwares e serviços da companhia ao redor do mundo; ainda não houve comunicado de que a situação está normalizada

EFE/EPA/CLEMENS BILANSchoenefeld (Alemanha), 19/07/2024 - Uma falha de TI em massa atinge empresas e infraestruturas ao redor do mundo
Anac informou que o apagão cibernético global não atingiu os sistemas da aviação brasileira, que seguem operando em normalidade

O apagão global afetou sistemas de computadores em todo o mundo nesta sexta-feira (19) impactou companhias aéreas, hospitais, varejistas e outras empresas. Na quinta-feira (18), clientes da Microsoft na região central dos Estados Unidos foram afetados por uma interrupção em seu sistema de serviço de nuvem, o Azure. Alguns usuários ainda podem não conseguir acessar determinados aplicativos e serviços do Microsoft 365, incluindo a videoconferência do Teams. Na sexta, muitos dispositivos Windows apresentaram problemas envolvendo o CrowdStrike, uma empresa de segurança cibernética. A interrupção foi causada por uma atualização de segurança defeituosa da CrowdStrike. Uma correção atualizada do software foi enviada aos computadores, mas as interrupções provavelmente persistiriam porque não estava claro como consertar os computadores que já haviam sido afetados. As interrupções de serviço indicam como os sistemas de tecnologia podem ser frágeis quando são tão interdependentes. O incidente afetou não apenas as empresas de tecnologia, mas também setores como aviação, saúde e varejo, mostrando a vulnerabilidade de um mundo cada vez mais conectado. “A CrowdStrike está trabalhando ativamente com os clientes afetados por uma falha encontrada em uma atualização de conteúdo dos usuários do Windows (…) não é um incidente de segurança ou um ataque cibernético. O problema foi identificado, isolado e uma correção foi aplicada”, escreveu George Kurtz, CEO da CrowdStrike nas redes sociais X e LinkedIn.

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A falha nos sistemas de computadores também impactou diretamente os clientes das companhias aéreas, que enfrentaram dificuldades para realizar check-ins e reservas de voos pelo mundo. Hospitais tiveram que lidar com a interrupção de sistemas essenciais, o que afetou o atendimento aos pacientes. Já os varejistas enfrentaram problemas com o processamento de pagamentos e a gestão de estoques, prejudicando suas operações diárias. A situação ressalta a importância de investimentos em segurança cibernética e na diversificação de sistemas para evitar que uma falha em um único provedor de serviços cause um impacto tão significativo em diversas áreas. A complexidade e interconexão dos sistemas de tecnologia modernos exigem uma abordagem proativa para garantir a resiliência e a continuidade dos negócios em situações de crise.

Apagão no Brasil

Na manhã desta sexta, a Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) informou que o apagão cibernético global não atingiu os sistemas da aviação brasileira, que seguem operando em normalidade. Contudo, a Anac diz que monitora a situação e está em contato com os operadores aéreos e aeroportuários para avaliar e minimizar eventuais impactos no setor. “É importante destacar que, em casos de atrasos de voo, cancelamento ou interrupção do serviço, aplicam-se as disposições da Resolução nº 400 da Anac, que trata das condições gerais de transporte aéreo”, diz a agência em nota. Pela RES 400, quando um voo sofre atrasos acima de 30 minutos ou é cancelado, a empresa aérea deve cumprir uma série de procedimentos, incluindo manter o passageiro informado sobre remarcação de horário e, de acordo com o tempo de espera, assistência material. O Grupo Latam diz, em comunicado, que a operação não havia registrado impactos diante da queda massiva de sistemas globalmente. Porém, recomenda a seus passageiros que verifiquem o status dos voos como medida de precaução. O Ministério dos Transportes informou na manhã desta sexta-feira, 19, que o apagão cibernético afetou o sistema de manifestos de cargas de ferrovias da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), mas a situação está normalizada. O impacto foi pontual e não atingiu usuários de rodovias. Segundo a Agência, a equipe responsável restabeleceu integralmente todas as ligações e sistemas, que agora operam normalmente. “Foi pontual, durou pouco tempo, pois as equipes de TI restabeleceram todas as ligações e sistemas”, disse o secretário-executivo do Ministério dos Transportes, George Santoro.  O Ministério de Portos e Aeroportos (MPor) diz que o apagão cibernético global ocorrido nesta madrugada impactou, de forma parcial, sistemas de check-in de algumas companhias aéreas. “Isto tem provocado alguns atrasos pontuais em voos, mas sem impactos na operação de pousos e decolagens até o momento no Brasil”, informa o ministério em nota. Por outro lado, o MPor destaca que o apagão não afetou o controle de tráfego aéreo do País. Mais tarde, a Associação Brasileira das Empresas Aéreas (Abear) informou que a instabilidade apresentada pelo sistema global de segurança cibernética não afeta a operação das companhias associadas no Brasil nesta sexta-feira, 19. A operação segue regularmente, segundo a entidade.

Sistema financeiro 

Ao menos quatro aplicativos de bancos brasileiros apresentam falhas na manhã desta sexta, dia em que um apagão cibernético global tem afetado as operações de instituições no exterior, bem como de sistemas de transporte e de outros setores da economia. Ainda não se sabe se as falhas nos bancos do País têm relação com este evento. Relatos compilados pela plataforma Downdetector, que reúne notificações de usuários, dão conta de problemas no acesso dos aplicativos do Bradesco e de sua marca digital Next, do Banco Pan e do Neon. As notificações ganharam tração após às 6h (de Brasília), horário em que os relatos sobre o apagão global começaram. O Bradesco informou que seus canais digitais foram afetados pelo apagão, condição que também se estende ao Next, marca digital do conglomerado. Os terminais físicos de autoatendimento seguem em funcionamento. O Banco do Brasil e o Itaú Unibanco informaram que seus canais digitais seguem funcionando normalmente. Outros bancos brasileiros enfrentam instabilidade nos canais de autoatendimento diante de um apagão cibernético global, que também afeta outros setores da economia. A B3 informou, na abertura do pregão, que “nenhum de seus serviços e plataformas de operação foi afetado pela falha técnica que atingiu diversos setores globalmente”. A companhia, assim, reforça que os “sistemas continuam operando e aptos para pleno funcionamento do mercado”. O Banco Central informou, por meio da sua assessoria de imprensa, que todos os seus sistemas estão “funcionando normalmente”. O Operador Nacional do Sistema Elétrico (ONS) informou que o apagão cibernético global “não trouxe impactos para as atividades da empresa e nem para a operação do Sistema Interligado Nacional”. Em nota, a instituição que coordena e controla a operação das instalações de geração e transmissão de energia elétrica em todo o SIN disse que sua infraestrutura computacional não está diretamente sujeita ao evento já que o incidente foi causado por um produto que não é utilizado pela instituição. “As equipes do operador seguem monitorando os reflexos e impactos do ocorrido”, completou o órgão setorial.

Publicado por Heverton Nascimento

*Reportagem produzida com auxílio de IA





Fonte: Terra

Brasil

Plataforma do BB reduz em 72% perda de comida em escolas públicas

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Uma plataforma digital criada pelo Banco do Brasil (BB) está ajudando prefeituras a reduzir o desperdício de alimentos em escolas públicas. Chamada de BB Alimentação Escolar, a solução usa tecnologia para melhorar o planejamento e o controle da merenda oferecida a estudantes da rede pública.

Desenvolvida em parceria com a Lemobs, empresa que integra o Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), a plataforma reúne informações sobre consumo, aceitação das refeições e desperdício. Com base nesses dados, gestores conseguem ajustar cardápios, quantidades e compras, evitando excessos e melhorando a qualidade da alimentação.

O sistema também traz painéis de acompanhamento e ferramentas que auxiliam na tomada de decisão, tornando a gestão mais eficiente e transparente.

Resultados iniciais

Os primeiros testes foram feitos em 15 municípios. Em Belém, onde a solução começou em cinco escolas, os resultados apareceram em poucos meses:

  • 72% menos desperdício de alimentos;
  • 7 toneladas de comida preservadas;
  • cerca de 25 mil refeições aproveitadas;
  • economia de aproximadamente R$ 200 mil;
  • redução de 10 toneladas de emissão de carbono;
  • 2,4 mil alunos beneficiados;
  • 88% de aprovação das refeições.

Impacto nas contas públicas

O planejamento mais preciso evita compras desnecessárias e reduz perdas, gerando economia. Dessa forma, os recursos públicos são utilizados de forma mais eficiente.

A expectativa é que, se adotada em toda a rede de ensino de Belém, a ferramenta possa evitar o desperdício de cerca de 220 toneladas de alimentos por ano e gerar economia superior a R$ 1,2 milhão, beneficiando milhares de estudantes.

Expansão e importância

A solução já está sendo utilizada em outras cidades, como Natal e Valparaíso de Goiás, o que mostra o potencial de expansão para diferentes regiões do país.

Alinhada ao Programa Nacional de Alimentação Escolar, a iniciativa busca melhorar a qualidade da merenda, reduzir desperdícios e fortalecer a gestão pública, combinando tecnologia, economia e impacto social positivo.

Lemobs

A Lemobs é uma empresa brasileira de tecnologia que desenvolve soluções digitais para ajudar governos, principalmente prefeituras, a melhorar a gestão pública. A empresa faz parte do ecossistema de inovação do Parque Tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

Criada com foco em desenvolver tecnologias para “cidades inteligentes”, a empresa atua para modernizar administrações locais, desde a coleta de lixo até a alimentação escolar.



Fonte: Agência Brasil

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Brasil

SP: ato critica uso de escola pública em filme contra Paulo Freire

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Professores, pais de alunos, sindicatos e parlamentares fizeram neste sábado (18), na capital paulista, um ato contra a utilização de uma escola infantil municipal como cenário para a produção de um filme. A obra, da produtora Brasil Paralelo, difama a educação pública e o educador Paulo Freire, patrono da Educação Brasileira. 

A manifestação, uma aula pública, ocorreu na Praça Roosevelt, em frente à Escola Municipal de Educação Infantil (Emei) Patrícia Galvão (Pagu), onde a produtora gravou imagens para o filme Pedagogia do Abandono, ainda não lançado. 

A produtora produz conteúdo para a extrema-direita e já teve parte de seus colaboradores tornados réus em razão da produção de outro filme, A Investigação Paralela: o Caso Maria da Penha. A Justiça do Ceará aceitou denúncia do Ministério Público do estado e tornou dois colaboradores da produtora réus por suspeita de participação em uma campanha de ódio contra Maria da Penha, símbolo da luta contra a violência doméstica.

“A gente está aqui para dizer que Paulo Freire está presente. Ele está presente nas nossas escolas, nos nossos pensamentos, nos nossos estudos, e não só na EMEI Patrícia Galvão. Ele está presente na cidade toda, no Brasil a fora e fora do Brasil inclusive”, disse a diretora da Emei Patrícia Galvão, Sandra Regina Bouças.

Sandra não deu entrevista à imprensa, mas, em uma carta publicada em suas redes sociais, questionou a produção que utilizou imagens internas da escola. As gravações foram autorizadas pela prefeitura de São Paulo. 

“Identificamos que se trata de um projeto para destruir a educação pública, bem como a imagem de Paulo Freire com identificações muito equivocadas. Será que há, nesta proposição, uma tentativa de contribuir com as ideias de que a terceirização/privatização da Educação Infantil seria a solução para uma educação de qualidade?”.

Na carta, a diretora afirma que soube apenas na véspera das gravações que a produtora seria a Brasil Paralelo. “Na noite anterior à data marcada para a agravação, fomos surpreendidas por um termo de anuência em nome da Brasil Paralelo”, contou.”Era a produtora responsável por vídeos de caráter marcadamente ideológico, em que diversas produções têm por objetivo descaracterizar e objetificar o ensino público pejorativamente”, completou.

A professora da Faculdade de Educação da USP (FEUSP) e educadora popular Denise Carreira afirmou que a produção pretende enfraquecer políticas públicas de cunho social e racial e a agenda de gênero.

““Precisamos estar atentas contra esse absurdo. E defender a escola democrática, a escola que promova uma educação transformadora baseada no pensamento, na trajetória, na ação de Paulo Freire”, acrescentou.

Eduarda Lins, mãe de uma das alunas da escola, fez elogios aos funcionários e criticou a produtora e a prefeitura. “Quando a gente descobre que a nossa prefeitura está disponibilizando um espaço público para uma empresa privada com fins, no mínimo, obscuros, que inclusive está sendo investigada pelo MP, dói no nosso coração”, disse.

Outro lado

A Spcine informou que recebeu o pedido para gravação e, após análise técnica da SP Film Commission, responsável por receber, processar e encaminhar pedidos de filmagem, autorizou as gravações. 

“O procedimento é padrão e foi o mesmo adotado em todas as outras 253 solicitações feitas ao município para essa finalidade até o momento em 2026. Somente no ano passado, foram autorizadas mais de mil gravações”, informou o órgão em nota. A Spcine ressaltou, ainda que a checagem de aspectos legais, como uso de imagem e participação de menores, é de inteira responsabilidade dos produtores.

A Agência Brasil procurou a produtora Brasil Paralelo, mas ainda não recebeu resposta.



Fonte: Agência Brasil

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CNPQ anuncia edital com R$ 120 milhões para bolsas de pesquisas

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O Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) anunciou que publicará ainda em abril a chamada pública do novo Programa de Capacitação Institucional (PCI), modalidade de bolsas direcionada a pesquisadores das 16 unidades de pesquisa do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI).

O ciclo da chamada será de 4 anos, com previsão de R$ 120 milhões oriundos do Fundo Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (FNDCT).

A reestruturação do PCI inclui um reajuste médio de 30%, elevando o piso para ao menos R$ 4 mil. A mudança mais importante está na forma de concorrência: as edições anteriores vinculavam as bolsas às instituições, que as distribuíam internamente. Essa edição prevê um regime de ampla concorrência baseado em projetos, que serão propostos pelos servidores e poderão receber até R$ 1,5 milhão, sendo até 10% deste valor para custeio, como material de consumo, serviços de terceiros, passagens e diárias.

Para este ciclo, uma mesma instituição passa a poder abrigar vários projetos de pesquisa simultâneos, submetidos por proponentes distintos e validados institucionalmente.

O processo de prestação de contas será anual. Os bolsistas passarão a ter, ainda, permissão explícita para atuar em empresas de base tecnológica (startups) instaladas em ambientes de inovação, como incubadoras e parques tecnológicos.

Historicamente o programa contempla desde o nível técnico até o de pós-doutorado e é responsável por agregar recursos humanos temporários às instituições.

O CNPq irá realizar um webinário explicativo para tirar dúvidas sobre as novas regras e o preenchimento de propostas na Plataforma Integrada Carlos Chagas, após o lançamento do edital.



Fonte: Agência Brasil

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